Traiano propõe frente para federalizar universidades | Fábio Campana

Traiano propõe
frente para federalizar universidades

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O deputado Ademar Traiano (PSDB), presidente da Assembleia, propôs hoje (02) a formação de uma frente de deputados para fazer gestões em Brasília pela federalização das universidades estaduais do Paraná. Traiano fez a proposta ao comentar os tremendos gastos suportados pelo Paraná ao bancar os custos de 7 universidades estaduais, que oneram o estado em quase R$ 2 bilhões anuais.

“Boa parte das dificuldades econômicas que o estado enfrenta decorrem da necessidade de bancar, com recursos próprios, uma grande parte do ensino público superior”, disse Traiano. O deputado recordou que outros estados, como o Rio Grande do Sul, conseguiram federalizar as universidades estaduais. Traiano enfatizou que essa causa deveria unir todos os partidos.


19 comentários

  1. Zangado
    segunda-feira, 2 de março de 2015 – 22:45 hs

    É sempre assim.
    Combate-se a incompetência com a renúncia.
    Mas deviam os gestores públicos então entrar junto no pacote!
    Depois de 50 meses de govérno Richa só agora, depois de detonarem prodigamente o orçamento público, chegaram a essa desastrosa conclusão?
    Desculpa furadissima!

  2. Zé Venancio
    segunda-feira, 2 de março de 2015 – 23:17 hs

    Como educação não rende dividendos, o ilustre iletrado pretende que as já combalidas IES sejam abandonadas à própria sorte.
    Longe de serem massa de manobra, ou ovelhas presas em diversos currais eleitorais província paulista afora, a comunidade acadêmica manda uma ruidosa vaia e sinaliza uma portentosa banana ao presidente da AL.
    Vou lhe dizer, caro Campana, com um desarvorado como este, que tem ideias assim, de orientar o governo a se desfazer das verdadeiras ilhas de produção de pesquisa e conhecimento que temos, dá até saudade do velho Buda…

  3. valdir bassai
    segunda-feira, 2 de março de 2015 – 23:29 hs

    Melhor medida a ser tomada. Parana com UFPR e UTFPR, enquanto Rio grande do Sul tem quase todo ensino superior Federalizado.
    Vai la no Norte e no Oeste do Parana e verão quantos alunos de outros estado estão lá sendo bancados com o dinheiro do povo do Parana.

    Tira essa conta das nossas costas e passa pra Brasilia, e usa essa verba em infra estrutura.

  4. Caramba
    terça-feira, 3 de março de 2015 – 0:07 hs

    SRS E SRAS.
    FACULDADE É ARTIGO DE LUXO,
    O PODER PÚBLICO TEM QUE QUALIFICAR AS CRIANÇAS E ADOLESCENTES.
    SE QUISEREM TER STATUS DE SUPERIOR DEVEM BANCAR OS SEUS ESTUDOS. O ESTADO NÃO PODE SER PAIZÃO DE NINGUÉM..

  5. Rodrigo
    terça-feira, 3 de março de 2015 – 3:28 hs

    até que enfim uma boa idéia do PSDB

  6. Valmor Lemainski - Cascavel
    terça-feira, 3 de março de 2015 – 8:29 hs

    Creio que se a federalização não se efetive, ações moralizadoras e racionais possam ser tomadas. Cobrar o ensino dos alunos ricos, cobrar mensalidade de cursos desnecessários ao mercado, terceirizar mão de obra que não esteja relacionada ao ensino, pagando preço de mercado, cobrar o ensino dos repetentes, cortar mordomias e racionalizar custos.

  7. Caio S
    terça-feira, 3 de março de 2015 – 9:01 hs

    PRIVATIZE JÁ!!!

  8. indignado
    terça-feira, 3 de março de 2015 – 9:14 hs

    Esse deputadozinho sem vergonha não vê que os salários de parlamentares e mais os benefícios ridículos que eles recebem tb oneram o Estado. Federalizar as universidades é querer se livrar de um problema. Por que não propõe redução de custos na assembléia a começar pelos salários de deputados?

  9. VILMAR KURZLOP
    terça-feira, 3 de março de 2015 – 10:24 hs

    Cada um assumindo o seu papel no pacto federativo.
    O ensino de 3º grau é de responsabilidade da união, o Secundário dos Estados e o fundamental dos Municípios.
    A carga tributária, hoje, em função da Constituição de 1988, muito mais centralizada no Governo Federal e em função das atribuições atribuídas a cada ente da federação distribuídos através dos Fundos de Participação dos Estados e Municípios (FPE e FPM).
    Se o custo adicional do ensino de 3º grau, hoje de responsabilidade do Paraná, for assumido pela União, certamente o comprometimento dos recursos (30% do orçamento do Estado) permitira investimentos que permitirão um grande aprimoramento/avanço das condições do ensino médio do Paraná, com aplicação de recursos na reforma/ampliação das escolas, dos equipamentos escolares, da melhoria dos salários dos professores e profissionais da área de educação.
    As escolas estão sucateadas. Os professores e profissionais descontentes. As carteiras e demais equipamentos escolares em péssimas condições de uso. A merenda escolar escassa, etc, etc, etc.
    Creio que essa proposta poderá sim melhorar as condições da educação (da educação que compete ao Estado) no Paraná e, quiçá, permitirá ainda, avanços em outras áreas.
    Tudo, no entanto, dependerá de uma gestão adequada e compatível, com controles eficazes de frequência, desempenho e efetividade dos servidores, e das demais ações inerentes da modernização da administração dos serviços públicos disponibilizados aos cidadãos, com são na essência os mantenedores da máquina pública (através dos impostos).

  10. jandira sem esperança
    terça-feira, 3 de março de 2015 – 10:27 hs

    É lastimável considerar a educação como um farto ao estado! Quem onera o Estado são as mordomias dos deputados estaduais, do Tribunal de contas, do judiciário (auxilio alimentação, auxilio paleto, auxilio moradia, auxilio diversos e mais um salário milionário ).

  11. Xerpa Jr
    terça-feira, 3 de março de 2015 – 15:04 hs

    Correto! Tem que federalizar, o Rio Grande do Sul tem sete Universidades Federais e o estado de Minas Gerais tem outro tanto.

    O Paraná é sacrificado historicamente, e os Senadores Paranaenses deveriam se unir e tirar das costas do povo do Paraná esse custo.

    Seria no mínimo uma forma de compensar os tributos que a União leva.

    Uma ótima ideia AVANTE políticos e Assembleia.

  12. pedro
    terça-feira, 3 de março de 2015 – 15:21 hs

    Tem que fechar mesmo, não tem conversa. Se o Beto Richa fechar as universidades estaduais, eu voto nele o resto da vida e ainda faço campanha para ele rsrsrs Só que ninguém tem coragem de mexer neste vespeiro, só entra nas estaduais quem tem padrinho, e os salários são altos como demonstrou este saite. Fecha todas a estaduais e manda o professores trabalharem ou melhor, cobram as mensalidades e fazem o professores trabalharem 20 horas de sala e 20 de pesquisa como qualquer outra universidade particular faz, e é o que o MEC determina. É uma vergonha, termos professores fazendo pesquisa sem fundamento social, e uma meia duzia estudando. O PROUNI sim e o FIES, sim democratiza a educação.

  13. Mateus Ferreira
    quarta-feira, 4 de março de 2015 – 12:27 hs

    Que visão limitada. Perguntem aos paulistas se eles estão interessados em federalizar suas universidades, as melhores do País? Além disso. RS e MG investem pouquíssimo em ensino superior, nem por isso são estados com finanças melhores que o Paraná. Pelo contrário, eles têm uma dívida gigantesca, e o RS tem um gasto com inativo que arrebenta a conta do estado.
    Falar em privatizar uma universidade é piada. É um bem construído em anos com dinheiro público. Além disso, ser uma universidade privada, no Brasil, não é sinônimo de qualidade. Preciso dar exemplos? A cobrança de mensalidade (a constituição hoje não permite isso) talvez seja justa, mas tem que ser feita com muito cuidado, para não impossibilitar que alunos pobres não consigam estudar.

  14. Mateus Ferreira
    quarta-feira, 4 de março de 2015 – 12:57 hs

    É importante acrescentar alguns detalhes.
    1. Há uma matéria circulando na mídia que diz que ALEP, MPE, TCE e TJ-PR levaram 2,5 bilhões de reais a mais do que deveriam devido a uma mudança de legislação feita pela ALEP em 2010, colocando o Fundo de Participação dos Estados no bolo para ser dividido. Esse dinheiro é suficiente para manter o dobro de universidades.
    2. As universidades mantém hospitais universitários, que fazem atendimento para uma parte muito considerável da população. Não se pode considerar que todo o dinheiro, pelo menos o de folha de pagamento, vai somente para manter os cursos de graduação.
    3. Qualquer um que conhece minimamente o funcionamento de uma universidade pública sabe que, sem dinheiro federal, elas param. A maior parte do dinheiro para pesquisa e a totalidade dos recursos de pós-graduação vêm do governo federal, além de outros programas específicos.

  15. VILMAR KURZLOP
    quarta-feira, 4 de março de 2015 – 15:26 hs

    Mateus Ferreira:
    O que está em discussão não é privatizar as Universidades Estaduais e sim Federalizar, já que a competência pelo ensino de 3º grau, conforme estabelecido na Constituição Federal é da União.
    Há benfeitorias sociais e regionais propiciadas pelas universidades estaduais, só que essas mesmas benfeitorias continuarão a serem realizadas pelas Universidades Federais, ou não.
    Gostaria que seus argumentos fossem complementados por uma pesquisa de custo/aluno das universidades estaduais, federais e das particulares.
    Talvez este seja um dos principais índices que justifiquem tanta restrição por uma parte dos paranaenses em federalizar as Universidades Estaduais.

  16. VILMAR KURZLOP
    quarta-feira, 4 de março de 2015 – 15:29 hs

    complementando: já que os benefícios hoje concedidos aos integrantes (funcionários, técnicos e professores) das universidade estaduais (carga horária, comprometimento, avaliação de desempenho, efetividade) são incompatíveis com os praticados/estabelecidos pelo Governo Federal.

  17. Mateus Ferreira
    quinta-feira, 5 de março de 2015 – 10:25 hs

    Caro Vilmar,
    Mencionei a possibilidade de privatização porque esse tema apareceu em alguns comentários.
    Quanto a federalização, ter mais recursos federais para ensino superior aplicados no Paraná não necessariamente implica a federalização das universidades estaduais. É possível abrir outras universidades. Eu concordo com a análise de que há distorções na distribuição das universidades federais e que o Paraná historicamente foi prejudicado. A criação da Unila e da UTFPR foi uma tentativa inicial de reverter a situação.
    Tudo bem, pela constituição o Paraná não é obrigado a investir em ensino superior. A questão é se deve ou não fazê-lo.

  18. Mateus Ferreira
    quinta-feira, 5 de março de 2015 – 10:37 hs

    Acrescentando: também seus argumentos somente se sustentarão com dados. Eu também gostaria de ver um bom estudo sobre a comparação entre o desempenho das universidades federais, estaduais e particulares. Pois comparar a maioria das universidades privadas com as universidades publicas brasileira é preciso bastante cuidado. Não dá para tomar uma pequena faculdade que não oferece nada mais do que uma graduação (nem sempre de qualidade) para medir todas as funções que uma universidade pública desempenha. Se você comparar com PUC-RJ, PUC-SP, Unisinos, daí a conversa é outra.

  19. Mateus Ferreira
    quinta-feira, 5 de março de 2015 – 10:45 hs

    A comparação com as universidade federais é boa. Agora não dá para pegar o orçamento e dividir pelo número de alunos e achar que isso dá o desempenho de uma universidade. Além disso, essa comparação não é decisiva para seu argumento de federalização. Por que não exigir da universidades estaduais os (alegados) patamares superiores de desempenho das universidades federais? A federalização tem que se basear em outros pontos, e não parece que os seus são fortes. Repito: São Paulo poderia ter pegado o dinheiro que até hoje foi para as universidades estaduais e ter investido em outras áreas, mas não o fez. Será que os paulistas se arrependem disso?

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