Pedro Lupion propõe a criação da CPI da Repar | Fábio Campana

Pedro Lupion propõe a criação da CPI da Repar

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O deputado Pedro Lupion (DEM) vai apresentar nesta quarta-feira, 25, requerimento propondo a criação da CPI da Repar. Conforme denúncia do Ministério Público Federal, pelo menos R$ 84,6 milhões foram desviados da refinaria para pagamentos de propinas e financiamentos de campanhas eleitorais. “A corrupção atingiu a obra da refinaria da Petrobrás em Araucária. Já descobriram o desvio de milhões e muita coisa pode estar por trás disto. Os desvios que aconteceram pode ter afetado seriamente a arrecadação estadual, apresentar problemas no cálculo de distribuição do fundo de participação, entre outros graves problemas”, justificou Lupion.

Além de apresentar o requerimento, o deputado adiantou que vai coletar as 18 assinaturas necessárias para instalação da CPI. “Além do mais, quando falamos de desvios sabemos que o dinheiro fruto da corrupção chega no mercado viciando a sociedade, pois trata-se de dinheiro sujo, imundo. Os aspectos sociais acarretados por desvios precisam ser investigados urgentemente e por esta Casa. Precisamos agir como deputados”, disse.

De acordo com o procurador do MPF Deltan Dallagnol, foram dez atos de corrupção identificados na Repar. Além disso, o MPF identificou R$ 226,8 milhões de lavagem de dinheiro relacionados com a obra. Segundo o MPF, o desvio de recursos e a lavagem de dinheiro envolvendo a Repar ocorreram através do Consórcio Interpar – formado pelas empresas MPE, Mendes Junior e Setal.

Numa operação, o consórcio repassou R$ 11 milhões à empresa Auguri, de Júlio Camargo, referentes a um contrato de prestação de serviços fictícios. A seguir, o dinheiro foi enviado ao exterior através da empresa Pimenonte, também de Júlio Camargo. O dinheiro chegou a contas de Mário Goes, que operacionalizou o repasse a Renato Duque e a Pedro Barusco, ex-diretor e ex-gerente da Petrobras.

Na segunda operação, o MPF identificou um repasse de R$ 111 milhões para empresas de Augusto Mendonça que fizeram um repasse de R$ 20 milhões para empresas de fachada controladas pelo doleiro Alberto Youssef, que repassou o dinheiro para o ex-diretor Paulo Roberto Costa. Outra parte, R$ 4,2 milhões, foi repassada diretamente ao tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, enquanto R$ 36,4 milhões foram repassados a empresas de Adir Assad, operador de recursos para o ex-diretor da Petrobras Renato Duque e para o ex-gerente Pedro Barusco.

(fotos Sandro Nascimento)


4 comentários

  1. Sergio Silvestre
    terça-feira, 24 de março de 2015 – 19:58 hs

    Coisa feia, etem gente que vota nessas tranqueiras,tudo para não ter a mais importante das CPIS,essa da quadrilha que estava dentro do Palacio.

  2. zangado
    terça-feira, 24 de março de 2015 – 20:35 hs

    A REPAR deve ser investigada, inclusive, com respeito ao cumprimento das exigências ambientais, porque se a empresa tem algum problema financeiro, as exigências ambientais tendem a ser as primeiras a serem descmpridas por “economia”.

    Haja vista o precedente do maior acidente ocasionado no Rio Iguaçu anos atrás.

  3. Flávio
    terça-feira, 24 de março de 2015 – 21:55 hs

    esse é um moleque que não sabe o quê está fazendo na assembléia.

  4. A CULPA É DO FHC
    terça-feira, 24 de março de 2015 – 23:02 hs

    PARABÉNS DEPUTADO PEDRO LUPION!!

    INVESTIGAÇÃO QUE IRÁ DEIXAR O ESTOQUE DE LEXOTAN, NA CAPITAL, EM NÍVEIS COMPARÁVEIS COM O RESERVATÓRIO DO CANTAREIRA.

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