"Nosso respeito à educação", de Beto Richa | Fábio Campana

“Nosso respeito à educação”, de Beto Richa

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Artigo de Beto Richa

Antes mesmo de iniciarmos a primeira gestão, destacamos em nosso Plano de Governo que a Educação seria prioridade absoluta. E continua sendo. Houve, infelizmente, o episódio da greve de servidores, que reconheço como legítima. No entanto, é importante registrar também o oportunismo político-partidário de adversários que ainda não absorveram a derrota nas últimas eleições, e que tentaram pegar carona na paralisação, espalhando falsas versões sobre o conteúdo das propostas enviadas à Assembleia Legislativa.

Depois de rodadas exaustivas de negociações, com toda a pauta de reivindicações atendida, não vejo motivos para a continuidade da greve, não há mais sentido para a manutenção deste movimento. Faço um apelo aos professores, que sempre mereceram todo o meu respeito e não é só da boca pra fora. Na prática, demonstrei o respeito na valorização dos professores, na busca de um ensino de qualidade para os estudantes de toda a rede estadual. Depois dos resultados do diálogo entre o governo e os representantes dos servidores, os estudantes e as famílias paranaenses não podem ser prejudicados.

Por uma questão de justiça, é preciso recordar ainda que foi o senador Roberto Requião que, quando governador, gravou vídeo dizendo que iria entrar com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade contra o piso nacional de salário dos professores. Hoje, pagamos acima do piso. Ele também entrou com uma Adin contra a hora-atividade, e nós ampliamos a hora-atividade em 75%. Professor do padrão de 20 horas ficava quatro horas fora da sala corrigindo provas, preparando aulas, e hoje fica sete. Quem tem padrão de 40 horas fica 14 horas.

Meu antecessor vetou a lei da Vizivali, angustiando 30 mil professores e pedagogos que já aguardavam havia 10 anos o reconhecimento do curso de licenciatura em Pedagogia. Em seis meses, reconhecemos o curso. Ele repassou R$ 118 milhões em quatro anos para cobrir gastos com transporte escolar; nós repassamos R$ 318 milhões na primeira gestão, quatro vezes mais. Melhoramos a qualidade dos alimentos da merenda escolar, na qual foram investidos R$ 90 milhões de 2007 a 2010 e nós, de 2011 a 2104, investimos R$ 403 milhões; criamos as brigadas escolares; antes, não havia nem extintor de incêndio nas escolas. Trouxemos as Escolas Especiais (vinculadas às Apaes) para dentro da rede estadual de educação, investindo R$ 736 milhões em dois anos. Valorizamos os salários dos professores, com 60% de aumento, o maior da história do Paraná.

Além disso, 37% dos professores e funcionários da rede estadual foram contratados de 2011 a 2014. O fundo rotativo para a educação passou de R$ 209 milhões de 2008 a 2010 para R$ 340 milhões de 2011 a 1014, com 61% de aumento. Para resumir a história: fechamos o ano de 2014 investindo 37,6% das nossas receitas em educação básica e superior, quando a Constituição Estadual nos impõe um índice mínimo de 30%. Tivemos avanços importantíssimos que foram conquistados pelos professores e reconhecidos pelo nosso governo. Depois, quando tivemos um atraso de dois meses do terço de férias, causado inclusive por dificuldades financeiras criadas até pelo aumento de despesas com o próprio funcionalismo, o sindicato da categoria marcou uma greve.

Friso que não foi má vontade ou falta de vontade para pagarmos o terço. É que não tínhamos mesmo condições naquele momento de pagar o terço de férias e a rescisão dos professores temporários. Porém, já pagamos cerca de R$ 70 milhões dos temporários e vamos pagar em março, em parcela única, o terço de férias aos professores, que foi o motivo de convocação da greve. Continuo com crença inabalável de que a educação merece o respeito de todos.


11 comentários

  1. jose guairato
    domingo, 1 de março de 2015 – 11:22 hs

    Pode dar tudo nunca esta bom.
    que tal medir qualidade ensino…

  2. XERETA
    domingo, 1 de março de 2015 – 11:33 hs

    Exmo governador,
    Os professores do bem estão sim satisfeitos.
    COM FORASTEIROS OPORTUNISTAS NÃO HÁ CONVERSA. ELES SABEM DISSO.

  3. Zé Venancio
    domingo, 1 de março de 2015 – 12:44 hs

    Prezado Beto,
    Penso que deve dizer isto olho no olho com os representantes dos professores e demias funcionários do nosso estado. Enviando incompetentes, você demonstra infelizmente um grande desrespeito aos professores e à toda classe de servidores.
    Porque foi à reunião com reitores das universidades estaduais, e não com a APP???
    Elimine os atravessadore e assuma pessoalmente a responsabilidade, que afinal de contas é sua mesmo, de terminar com esta crise administrativa.
    Em tempo: pare de uma vez de falar que deu 60% de aumento. O que fez foi simplesmente respeitar a lei do piso nacional da educação e datas- base, além da lei da hora atividade. Isto não é aumento é obrigação legal do estado!
    Por fim, não acha saudável colocar alguém ligado MESMO a educação estadual no comando da nossa SEED? Xavier é extremamente necessário para você? Alguém reconhecido por você e pelos professores e chefes de núcleos regionais não existe mesmo?
    Penso que o nosso Paulão Schmidt, auxiliado luxuosamente pelo nosso querido Maurício Pastor seriam a dupla ideal.
    Schmidt tem força de trabalho, iniciativa e preparo administrativo, com boas técnicas de gestão, assim como o Maurício, grande chefe do NRE Curitiba, que será um grande auxiliar do Paulão.
    Pense nestas humildes considerações, Beto.

  4. Mírian Waleska
    domingo, 1 de março de 2015 – 13:46 hs

    ISSO JÁ VIROU UMA PALHAÇADA, ESTÁ NA HORA DOS PAIS EXIGIREM QUE ESSES PROFESSORES VENHAM CUMPRIR COM AS SUAS OBRIGAÇÕES. MASSA DE MANOBRA DO PT.

  5. Zangado
    domingo, 1 de março de 2015 – 14:24 hs

    Depois que perdeu-se a credibilidade, se é que ela existia após 4 anos de vai-da-valsa governamental e de uma campanha em que já se escolhia o menos pior, é muito difícil readquiri-la. Não será com efeitos de marketing, arrochos na sociedade e nos servidores e nada nos desmandos administrativos perpetrados que o Estado se recupera. E ano próximo já tem eleição. A fatura dos acertos de campanha será cobrada. Não há perspectiva de melhora com a atual equipe governamental e a base aliada no parlamento. Quem. sobreviver verá.

  6. do mato
    domingo, 1 de março de 2015 – 15:40 hs

    o que vão falar agora? que a culpa é do Requião?
    só ver os graficos da folha

    http://www1.folha.uol.com.br/poder/2015/03/1596369-descontrole-financeiro-explica-crise-no-parana.shtml

  7. domingo, 1 de março de 2015 – 19:42 hs

    entao renuncie o cargo governador pinoquio, governa como ilha da fantasia o parana so para pia de predio.

  8. TOLEDO
    domingo, 1 de março de 2015 – 19:53 hs

    Vai pra casa Beto Richa, voce pode se eleger sindico. Tá bom pra voce.

  9. COELHO RICOCHETE
    segunda-feira, 2 de março de 2015 – 8:46 hs

    Quem o inimigo poupa, nas suas mãos padece – Victor Hugo

    Declare ilegal a greve e corte o ponto dos faltosos que eles voltam pra sala de aula em meia hora, tal e qual os cobradores e motoristas de ônibus fazem quando há acordo na greve deles.

  10. Uzumaki
    segunda-feira, 2 de março de 2015 – 8:47 hs

    Números, números e mais números. E a realidade das escolas continua uma lástima. Sucateamento, laboratórios de informática e ciências em ruínas, telhados caindo, pátios depredados, fundo rotativo insuficiente e atrasado e principalmente o desrespeito ao educador. Uma infinidade de problemas que causam insatisfação e ansiedade nos profissionais. Não sabemos pra onde foi a maioria desse dinheiro que o governador citou. O que se sabe é que os problemas continuam persistindo e dão cada vez nais graves.

  11. PRIORADO DE SIÃO
    segunda-feira, 2 de março de 2015 – 10:41 hs

    Passou da hora do Legislativo e do Judiciário se manifestarem sobre os seus cortes de gastos reais… Mínimo do mínimo, 20 % … q com certeza bem enxugadinho não vai fazer diferença nos serviços, somente nas mordomias, alguém duvida ????

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