Moradores de rua: polícia age em lugar de ação social | Fábio Campana

Moradores de rua:
polícia age em lugar
de ação social

da coluna do Aroldo Murá:

Eu, e outros leitores da coluna, nos surpreendemos, às 21 horas de terça-feira, 10, quando vimos 7 carros da Guarda Municipal de Curitiba, estacionados na Av. Sete de Setembro, quase esquina de Brigadeiro Franco.

Todos os carros com os piscas ligados, os guardas no lado de fora dos carros. Davam a impressão de estar à espera de ordens de combate.

Curiosos, fomos entender, em seguida, que aquele aparato tinha uma “missão” que não se esperaria ser encarada pela GM: retirar quatro moradores de ruas que dormem sistematicamente no prédio de esquina com a Brigadeiro.

2 – O PAPEL DA FUNDAÇÃO

Os GM levaram tempo parlamentando com os “homeless”.

Eles nunca querem deixar as ruas é verdade.

E pelo jeito, não deixaram aquele espaço.

Até quando observamos o insólito quadro (antes essa tarefa, adequadamente era realizada por equipes da Fundação de Ação Social, presidida por Márcia Fruet), não houve violência policial.

Se está acontecendo com frequência o que se viu naquela “blitz”, é muito mau. Os moradores de rua são um problema para a cidade e, sobretudo, para eles mesmos.

Mas não são caso de polícia. Precisam de médico, psicólogo, assistente social, abrigo.

Eles merecem outro olhar, tal como Márcia prometera no início da gestão de seu marido. Um deles olhares contemplaria a criação de repúblicas para os moradores de rua.

A propósito: como está o projeto que Márcia iria decalcar em experiência mineira e da Secretaria de Desenvolvimento Social do Governo Federal?


11 comentários

  1. Paulo
    terça-feira, 17 de março de 2015 – 13:12 hs

    Guarda municipal não é polícia. Só para lembrar.

  2. Kátia Flávia
    terça-feira, 17 de março de 2015 – 13:26 hs

    Baderneiros que sujam tudo por ali, usam como banheiro, deixam restos de comidas, a cidade esta um lixo, com cobertores, roupas … abandonados no calçadão VX , trav da Lapa, na própria Sete de Setembro ( Estação ate praça ate Angelo Sampaio) !

  3. gmcfrederico
    terça-feira, 17 de março de 2015 – 13:27 hs

    guarda não é polícia, essa atividade (social) é função da guarda municipal

  4. INTROMETIDO
    terça-feira, 17 de março de 2015 – 13:30 hs

    Os moradores de rua devem ser levados para um local que tenha alimentação, cama, banho, laser (sem bebida alcoólica) e acima de tudo o dever de aprender uma atividade laboral, que nunca tiveram, exceto os apresentam def.. mental.
    Isso é o que acho.
    Acho a calçada das ruas não é o lugar próprio pra eles, muito menos para se fazer as necessidades fisiológicas.

  5. dalton.santos
    terça-feira, 17 de março de 2015 – 15:01 hs

    Curitiba esta virando a cidade dos moradores de rua,bem nominado os locais pela leitora Katia. So que existe um problema: eles so saem do local por livre e expontanea vontade o que não lhes interessa e portanto vão ficando e crescendo em numero é só observar pelas varias ruas da cidade.

  6. Roberto
    terça-feira, 17 de março de 2015 – 15:21 hs

    A mulher do banana, deveria trabalhar para justificar o salário… Mas, afinal, quem trabalha na gestão do chorão?

  7. Juca
    terça-feira, 17 de março de 2015 – 16:07 hs

    É que no Brasil a coisa está frouxa Essa gente acha melhor viver na rua e pedir esmola do que procurar uma assistência social. E todo mundo drogado e embriagado pedindo esmolas em cada esquina. Raramente encontra-se um deles sóbrio e realmente necessitado por qualquer infortúnio na vida. Assim, a gente chega a ser injusto por não dar esmolas a quem precisa nivelando todos a essa classe de desocupados chamados moradores de rua.Todos os comentaristas aqui tem razão em suas colocações.

  8. antonio guedes
    terça-feira, 17 de março de 2015 – 17:17 hs

    Para o leitor Paulo, a Guarda Municipal não é polícia. Mas age e tem poder de polícia. Tem até direito de portar armamento.

  9. Pedreiro
    terça-feira, 17 de março de 2015 – 23:56 hs

    Stalin e Hitler tentaram resolver este problema; porém desde Diógenes de Sínope, (413 a.C.) – filósofo que procurava com lanterna acesa em pleno dia, “um homem bom”; a eterna resposta dessas pessoas para a pergunta do que fazer por eles ou para eles será: – “Devolva meu sol”.

  10. JÁ ERA...
    quarta-feira, 18 de março de 2015 – 4:52 hs

    Curitiba de outrora… que saudade…
    Hoje Curitiba já se transformou em quase Rio de Janeiro. Temos
    assaltantes, flanelinhas que controlam as ruas e os mendigos costu-
    meiros que dormem e fazem as necessidades fisiológicas em frente
    a tudo. É um sério problema social que a Prefeitura abandonou com-
    pletamente e deixou para a população resolver. Existem edifícios com
    marquizes onde o morador precisa conviver com o mau cheiro diário
    de dejetos e passar por cima deles para sair para a rua.

  11. indignado
    quarta-feira, 18 de março de 2015 – 9:20 hs

    Sr. Intrometido, saiba que existem espaços para levá–los e dar comida , banho. acontece que eles não querem e não podemos esquecer que dentre muitos moradores de rua que não oferecem risco algum para pessoas há também marginais perigosos que assaltam e ferem suas vítimas. Muitas vezes as equipes da FAS pedem auxílio à Guarda pois correm risco ao se aproximarem desses marginais disfarçados de moradores de rua. Eu apoio o trabalho da Guarda que muitas vezes como o Sr. Paulo nos lembrou Guarda não é polícia , mas tem executar alguns serviços que a polícia não dá conta. Parabéns à Guarda Municipal de Curitiba!

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