Governo na lona, oposição zonza | Fábio Campana

Governo na lona,
oposição zonza

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Sem uma ação política articulada, as oposições, PSDB à frente – que aglutinou o antipetismo -, perdem-se em questões periféricas, na crítica verbal

Cerca de dois milhões de brasileiros ocuparam as ruas no último domingo. Vestidos de verde e amarelo uniram-se em repúdio à corrupção, berraram fora Dilma, fora PT. Bateram panelas na mesma noite e na seguinte em protesto aos ditos patéticos de ministros e da própria presidente. Não foram ouvidos. Nem pelo governo nem pela oposição.

Apenas dois dias após as manifestações que deveriam ter mexido com os brios de quem se opõe ao estado de calamidade do país, partidos de oposição, incluindo o maior deles, o PSDB, agiram na contramão do Brasil, da lógica e das ruas.

Não só endossaram a tri-multiplicação do fundo partidário – de R$ 372 milhões para quase R$ 870 milhões -, como receberam, de bom grado, R$ 10 milhões para emendas de parlamentares novos, presentinho do PMDB, por meio do relator do orçamento, senador Romero Jucá (RR).

Um desatino.

Ainda que o completo desacerto da economia tenha sido provocado pelos governos petistas – Lula que não aproveitou a bonança e Dilma que nada sabe e arrota todo o saber -, fazer oposição inviabilizando o país é coisa para o PT, e não para gente que se diz responsável.

No vácuo, o PMDB – sempre ele -, aquele que é aliado de Dilma e não o é, que está no governo e não está, arvorou-se como o principal interlocutor das insatisfações populares. Contrariando o peemedebista Jucá, anunciou que defenderá o veto ao aumento do fundo partidário, dizendo-se “sensível” às vozes das ruas.

Também parte do PMDB a proposta para que Dilma reduza de 39 para 20 o número de ministérios.

O PT, por sua vez, tenta se reconectar com as ruas. Usa o pedaço fiel, personificado nas centrais sindicais, no MST e nos movimentos pró-moradias. Não raro, causa mais estragos ao governo do que a oposição. E para atender a esse público cativo, visto que o resto dá-se por perdido, faz Dilma recuar no ajuste fiscal. Claro, onde ela não devia.

Sem uma ação política articulada, as oposições, PSDB à frente – que aglutinou o antipetismo de quase metade do país no candidato Aécio Neves -, perdem-se em questões periféricas, na crítica verbal.

Rechaçar as bobagens diárias de um governo que se movimenta entre o exército de robôs e o exército do Stédile é pouco, muito pouco. Milhões de brasileiros foram e continuarão indo às ruas para por fim à corrupção institucionalizada pelo PT. Para estacar a sangria. Não querem mais pagar impostos e não ter serviços, muito menos enriquecer uns e outros privilegiados.

Não têm respostas prontas. Sabem mais o que não querem.

Mas, se é natural que o governo Dilma opte pela tangente com um requentado decreto anticorrupção que nada resolve e talvez até crie entraves para punições, é inadmissível que as oposições não se cocem.

O cambaleante governo Dilma está nocauteado. Nas ruas e fora delas. PSDB & cia têm pouco tempo para compreender as demandas e agir à altura.


2 comentários

  1. Mírian Waleska
    domingo, 22 de março de 2015 – 16:57 hs

    A nos só resta perguntar: E agora, quem poderá nos defender?

  2. FISCAL DE REALEZA
    segunda-feira, 23 de março de 2015 – 1:52 hs

    FABIO MAS É ASSIM MESMO GENTE QUE FOI AS RUAS PEDINDO MORALIDADE E CHEGA DE CURUPÇAO DOIS DIAS DEPOIS FORAM PRESOS POR ROBAREM O PARANA E VOCE MESMO ESTA SENDO ACUSADO DE CURUPÇAO OU ASOCIAÇAO AO CRIME DE CURUPÇAO NO PARANA EX JOSÉ AGRIPINO FOI FAZER BADERNA NA RUA E É UM LADRAO COMPROVADO DE SEU ESTADO ENTAO ESSA MARCHA NAO TEM VALOR QUANDO É LIDERADO POR POLITICOS E SEGUIDORES POLITICOS E É PÓR ISSO QUE O PSDB NAO SE MANIFESTA POIS ESSA SEMANA AECIO NEVES ESTA SENDO DENUNCIADO POR RECEBER MENSALAO DE 120 MIL DOLAR JA NO TEMPO DE FHC E AI FABIO SEGUIR QUEM ENTAO O DIABO TE LEVA AO FOGO DO INFERNO OS OPOSITIRES QUE DIZEM SER LIMPINHOS A LAMA JA TOMOU CONTA DELES A MUITOS ANOS

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