"Assistimos ao começo do fim. PT tende a virar um arremedo do PMDB", afirma Frei Betto | Fábio Campana

“Assistimos ao começo do fim. PT tende a virar um arremedo do PMDB”, afirma Frei Betto

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Sonia Racy, Estadão

Ícone do PT , Frei Betto diz que a única saída para o partido que governa o País há 12 anos é voltar às origens e buscar a governabilidade com os movimentos sociais. Um mês depois de ser reeleita, a presidente Dilma Rousseff recebeu Frei Betto e o Grupo Emaús, da Teologia da Libertação, no Palácio do Planalto. Durante uma hora e vinte minutos, também na presença do chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, ouviu uma série de críticas e sugestões para que o governo continuasse “implementando o projeto que tanto beneficia a sociedade brasileira, principalmente os mais vulneráveis”.

A conversa, de acordo com ele, foi ótima. “Só que, de repente, vem o Joaquim Levy com um ajuste fiscal penalizando, sobretudo, os mais pobres. Quem assistiu ao filme Adeus, Lenin! pode fazer o seguinte paralelo: se um cidadão brasileiro, disposto a votar na reeleição da Dilma, tivesse entrado em agonia no início de agosto de 2014 e despertasse agora, neste mês de março, no hospital e visse o noticiário, certamente estaria convencido de que o Aécio havia vencido a eleição”.

Frei Betto – que, com as comunidades eclesiais de base, ajudou a fundar o PT e, como assessor especial do ex-­presidente Lula, coordenou o programa Fome Zero – diz que o que falta ao governo, desde 2003, é “planejamento estratégico”. Segundo ele, que é amigo do ex-­presidente Lula há mais de 30 anos e conhece a presidente Dilma desde a infância – “somos da mesma rua em Belo Horizonte” –, em doze anos de governo, o PT não conseguiu tirar do papel nenhuma reforma de estrutura prometida em seus documentos originais e, ao chegar ao governo, “trocou um projeto de Brasil por um projeto de poder, escanteou os movimentos sociais” e ficou “refém desse Congresso, dependendo de alianças espúrias”. “Agora, seu grande aliado, o PMDB, se rebela e cria – com o perdão da expressão – uma cunha renana para asfixiar o Poder Executivo”.

Qual a saída? “O PT ser fiel às suas origens. Buscar a governabilidade pelo estreitamento de seus vínculos com os movimentos sociais. Fora disso, tenho a impressão de que estamos começando a assistir ao começo do fim. Pode até perdurar, mas o PT tende a virar um arremedo do PMDB”, sentencia ele, que é autor de 60 livros, entre eles A Mosca Azul (“uma reflexão sobre a história do poder e a história do PT no poder”) e Calendário do Poder (“um diário do Planalto”), ambos editados pela Rocco.

A seguir, os principais trechos da conversa com Frei Betto, que recebeu a coluna no Convento Santo Alberto Magno, no bairro de Perdizes, onde mora.

Como o senhor avalia o atual momento do País?
O Brasil está vivendo um momento de crise política e econômica. Prevejo quatro anos de governo Dilma com muita turbulência, manifestações, greves, impasses. E me pergunto se, em 2018, o PMDB apoiará o candidato do PT. Como bom mineiro, desconfio que não e não me surpreenderei se o PMDB lançar um candidato próprio, com apoio do PSB e outros pequenos partidos. A questão é que tivemos 12 anos de governo do PT que, na minha avaliação, apesar de todos os pesares – e põe pesares nisso –, foram os melhores da nossa história republicana, sobretudo no quesito social. Efetivamente, 36 milhões de pessoas deixaram a miséria. Hoje, os aeroportos deixaram de ser um espaço elitista. Se vamos em um barraco de favela, lá dentro tem TV a cores, micro­-ondas, máquina de lavar, fogão, geladeira, telefones celulares, talvez um computador e, possivelmente, no pé do morro, um carrinho que está sendo comprado em 60, 90 prestações mensais. Porém, essa família continua no barraco, sem saneamento, em um emprego precário, sem acesso a saúde, educação, transporte público e segurança de qualidade. O governo facilitou o acesso dos brasileiros aos bens pessoais, mas não aos bens sociais.

O que faltou?
Não tivemos, em doze anos, nenhuma reforma de estrutura, nenhuma daquelas prometidas nos documentos originais do PT. Nem a agrária, nem a tributária, nem a política. E aí poderíamos acrescentar nem a da educação, nem a urbana. Em suma, o que falta ao governo – e desde 2003 – é planejamento estratégico.

Como assim?
Governasse na base dos efeitos pontuais, da administração de crises ocasionais, porque o PT trocou um projeto de Brasil por um projeto de poder. Permanecer no poder se tornou mais importante do que fazer o Brasil deslanchar para uma nação justa, livre, soberana e igualitária. Como é que um governo que pretende desenvolver a nação brasileira cria um ministério que eu qualifico de coral desafinado? O que tem a ver Joaquim Levy com Miguel Rossetto? Kátia Abreu com Patrus Ananias? José Eduardo Cardozo com George Hilton?

Em artigo publicado pouco antes das eleições, o senhor listou 13 razões para votar na Dilma. Agora, escreveu novo artigo, A Farra Acabou, com críticas ao governo. O que mudou?
O que mudou é que, infelizmente, aquelas 13 razões não foram abraçadas no segundo mandato de Dilma. A presidente montou um ministério esdrúxulo, que não conseguiu nem sequer ter um projeto de Brasil minimamente emancipatório, como era o Fome Zero. Aliás, o próprio governo que o criou o matou, substituindo-­o por um programa compensatório chamado Bolsa Família – que é bom, mas não tem caráter emancipatório. Todo o governo opera agora em função de um detalhe, não de um projeto histórico, que é o ajuste fiscal. E penalizando os mais pobres, não o capital. Todas as bases desse ajuste estão em cima da redução do seguro­desemprego, do abono salarial, do imposto sobre o consumo. E nada em termos das grandes heranças, dos royalties que saem do País, das grandes transferências de dinheiro, dos brasileiros que têm dinheiro nos paraísos fiscais. A conta vai ser paga por aqueles que já lutam com dificuldade.

O senhor quer dizer que estamos em um caminho sem volta?
O grave do governo do PT – tendo sido construído e consolidado pelos movimentos sociais – foi, ao chegar ao Planalto, ter preferido assegurar sua governabilidade com o mercado e com o Congresso e escantear os movimentos sociais. Hoje, eles são tolerados ou, como no caso da UNE e da CUT, manipulados, invertendo o seu papel. Com isso, o PT ficou refém desse Congresso, dependendo de alianças espúrias. Agora, o seu grande aliado, o PMDB, se rebela, cria – com o perdão da expressão – uma cunha renana para asfixiar o Executivo. Se alguém me pergunta “qual é a saída”? É o PT ser fiel às suas origens. Buscar a governabilidade pelo estreitamento de seus vínculos com os movimentos sociais. Ou seja, o segmento organizado, consciente e politizado da nação brasileira. Fora disso, tenho a impressão de que estamos começando a assistir ao começo do fim. Pode até perdurar, mas o PT tende a virar um arremedo do PMDB. Creio que cabe hoje, ao governo, fazer uma autocrítica séria.

Por meio dos movimentos sociais é que seria possível recuperar a imagem do partido?
Exatamente. O PT precisa sair da posição de bicho acuado em que se colocou. O partido, até hoje, não declarou se os envolvidos no mensalão são inocentes ou culpados; o partido, até hoje, não declarou se ele, que governa o Brasil e, portanto, a Petrobrás, tem ou não responsabilidade na devassa que está sendo feita na maior empresa brasileira. O partido se afastou das bases sociais. Onde estão os núcleos populares que, nos anos 80, encantavam todas as pessoas que chegavam na zona leste de São Paulo, em uma favela, e a dona Maria, orgulhosamente, mostrava um barracão que era a sede do núcleo do PT? Onde está o trabalho de base, de formação política? Embora não tenha sido militante do PT, mas como ajudei a construir o partido por meio do trabalho pastoral, hoje me pergunto: onde estão os líderes do PT que, aos fins de semana, voltam para as favelas e periferias? Onde estão os líderes do PT que não tiveram um assombroso aumento de seu patrimônio familiar durante esses anos, a ponto de não se sentirem mais à vontade em uma assembleia de sem-­teto, em uma aldeia indígena, em um fim de semana em um quilombola? Onde estão eles? Existem. São raros. Não vou citar nomes, mas tenho profundo respeito por militantes e dirigentes do PT que são muito coerentes com aquele PT originário. Mas, infelizmente, eles são exceção.

Como disse recentemente a senadora Marta Suplicy, “ou o PT muda ou acaba”.
É como já disse, o PT tem de mudar no sentido de voltar às suas origens e às suas bases sociais. Acabar não vai, porque tem tantos oportunistas que ingressaram no PT como rampa de acesso às benesses do poder, que o partido tende, inclusive, a inchar de gente que não tem nada a ver com as suas origens. Dou um exemplo: curiosamente, coincidindo com o dia em que a presidente entrega à nação um pacote anticorrupção, no estado do Rio um prefeito é flagrado na corrupção. O que esse cidadão tem a ver com a história de um partido que, ao nascer, se afirmou por três capitais: ser o partido ético na política brasileira, ser o partido dos pobres e ser o partido que, a longo prazo, construiria uma alternativa ao País, com uma sociedade socialista? O PT abandonou os três capitais. Esse pessoal que não tem a ver com o PT viu que, sendo do partido, o maná cai do céu. Fico me perguntando quantos outros exemplos não devem existir por esse Brasil afora?

Poderíamos apontar um culpado por esse rumo diferente que o partido tomou? O ex-­presidente Lula?
Jamais, na minha análise – isso é um princípio – personalizo os acontecimentos. Porque não acredito que a história humana seja feita por meio de salvadores da pátria. É feita de movimentos e processos sociais. É preciso que haja uma luta interna no PT muito acirrada para que o partido seja minimamente coerente com suas origens e propostas.

O senhor é a favor do “volta, Lula”? Ele poderia “salvar” o governo desta atual crise?
Minha avaliação é que Lula só não será candidato à presidência em 2018 se morrer. Fora isso, tenho absoluta segurança de que ele será candidato. Não foi ele que me disse isso, é apenas da minha cabeça. Mas a questão não é “com o Lula voltando, as coisas vão se resolver”. O problema é o rumo que o partido tomou e imprimiu ao governo do Brasil. Há coisas extremamente positivas, mas a expectativa era muito maior. Governo se faz com luta interna, aprendi isso nos dois anos em que estive lá. Governo é como feijão, só funciona na panela de pressão. Aquilo é um caldeirão em fervura permanente. Mas é preciso que haja alguns segmentos dentro do governo capazes de elaborar uma proposta estratégica a longo prazo, que sirva de norte para as políticas. E isso não existe hoje.

O que existe?
Um pacote de propostas pontuais. A falta de horizonte histórico no projeto do governo, agravada pelo fim das ideologias libertárias desde a queda do muro de Berlim, é o que explica por que o debate político hoje desceu do racional para o emocional. É como briga de casal. Quando se perde um projeto amoroso ou da família, emoções afloram, insultos, ofensas, sentimento de ira e vingança, porque não se tem horizonte. Quando esse horizonte histórico existe, quando se tem projeto estratégico, o debate democrático fica no nível da racionalidade, não da emocionalidade. Mas essa fúria nacional que perpassa todos os ambientes só vai terminar se houver alguma força política que aponte um projeto histórico.Thais Arbex.


13 comentários

  1. zangado
    segunda-feira, 30 de março de 2015 – 19:43 hs

    Piaste tarde, Frei Betto.
    Outro que vem jogar no não sabia de toda essa ladroagem e prega que os responsáveis mudem para ficarem como e onde estão.
    Melhor cuidar das suas almas, fradão, que os corpos e as vontades já se corromperam ao máximo.

  2. segunda-feira, 30 de março de 2015 – 19:45 hs

    Frei Beto e um crapula,vive a sombra da malandragem do PT.Pte uma organização demoníaca,da qual pertence elee o Boff,grandes responsáveis pelas desgraças que estaoacontecendo no Brasil.Sao malandros vestidos de Padres. Fora gambada de vagabundos!!!

  3. Paolo
    segunda-feira, 30 de março de 2015 – 20:05 hs

    Concordo com esse inútil e espero que ele convença a ANTA de que deve “voltar às origens”, nomear toda a gangue vermelha para todos os cargos, dando um CHUTE no traseiro do PMDB!!! É isso mesmo, Dilma, manda todos os reaças embora e fique somente com os pogressistas do PT, MST, MSTU, TL, escambau!!! Daí o CAOS se instala rapidinho e finalmente poderemos nos livrar dessa SÚCIA, dessa SOC!!! SOU ADEPTO DO CAOS, POLÍTICO, ECONÔMICO E SOCIAL!!!! Somente assim conseguiremos nos livrar dessa SOC que nos desgoverna!!!!!!!!!!

  4. BigPeter
    segunda-feira, 30 de março de 2015 – 23:16 hs

    Frei Beto; Grupo Emaús; Dilma e Aloizio Mercadante. – Santo Deus. O que fizeram, esses idiotas que votaram no comuno petismo até aqui, dos 500 anos de história do nosso país. – Fomos transformados no lixão da história.
    Esse grupo todo ai citado, devia estar é na cadeia. E há muitos anos.

  5. RISADINHA
    terça-feira, 31 de março de 2015 – 1:13 hs

    Tomou um passe?

  6. JÁ ERA...
    terça-feira, 31 de março de 2015 – 5:32 hs

    Na verdade o PT apodreceu por conta própria. Um partido dos trabalha-
    dores que precisava governar em prol dos trabalhadores deu um veneno
    mortal para os ricos mas levou junto os pobres inocentes… Esta é a ver-
    dade.

  7. MANOEL BOCUDO.
    terça-feira, 31 de março de 2015 – 8:45 hs

    UM PADRE FAZENDO MEA CULPA, BEM RARO, ESSE ERA DO TEMPO QUE O PT DEFENDIA OS METALURGICOS E OUTROS TRABALHADORES, HOJE ELES TIRAM SEGURO DESEMPREGO, ABONO E FINCAM A FACA NOS IMPOSTOS, ALTA DOS COMBUSTÍVEIS, SERÁ QUE ELE FALA NA MISSA SOBRE ESSES DESMANDOS DO PARTIDO DELE NESSAS ROUBALHEIRAS ??? REZA PELA PETROBRAS, POSTALIS ??????

  8. Parreiras Rodrigues
    terça-feira, 31 de março de 2015 – 10:24 hs

    Concordo com frei Betto, menos quando ele diz acreditar na necessidade da volta ao PT às suas origens. O PT perdeu as origens. Cuspiu nas bandeiras que costurou e hasteou, brandidas pelos verdadeiros ideologistas de uma politica onde o desenvolvimento global do pais aconteceria em cima dum exuberante projeto social. Os crentes nas mudanças acenadas, tombaram pelo caminho, desanimadas e envergonhadas. Substituiram-nos, os crentes e os ideólogos, os tarados pelo poder a qualquer custo e que dele se aproveitassem materialmente, monetariamente. Os militantes aos quais se refere, à dona Maria que acenava para o barracão núcleo de debates do PT, foram substituidos pelos comissionados. Ninguém vai a qualquer concentração petista, sem a devida paga. Não existe mais origem, frei Betto, nem horizonte algum e quem destruiu foi quem acreditamos como arauto, como João Batista, esse estelionatário e safado que atende pelo apelido de Lula, o Judas do movimento sindical que a todos acena com um banana do alto da sua cobertura no triplex do Guarujá.

  9. Cesar
    terça-feira, 31 de março de 2015 – 10:36 hs

    FICO ADMIRADO COM O FATO DE O ESTADÃO DAR ESPAÇO PARA ESSE DEBILÓIDE,ÍCONE DA PODRIDÃO!
    AGORA TODOS ELES ESTÃO FAZENDO UM MEA-CULPA,KKKK.
    É PRECISO VOLTAR ÀS ORIGENS…
    QUER DIZER QUE VÃO DEVOLVER A GRANA USURPADA E VOLTAR A VIVER UMA VIDA SIMPLES?
    PERGUNTA SE O LULA VAI PARAR DE ANDAR DE JATINHO E PEGAR ÔNIBUS?
    KKKKKKK.
    MUITA DESFAÇATEZ DESSA TURMINHA!

  10. Rábula
    terça-feira, 31 de março de 2015 – 10:39 hs

    “Frei Beto, Comunidades Eclesiais de Base, Teologia da Libertação” – Vanguarda do atraso esperneando para não perder as boquinhas !

  11. Doutor Prolegômeno
    terça-feira, 31 de março de 2015 – 10:49 hs

    A mesma conversa mole e fiada dos padres e frades de passeata da década de 60. A esquerda pós-hippie da Igreja não se atualizou, continua com as mesmas ideias piegas e reformistas de sessenta anos trás. A padroada barbuda, que trocou a batina pelas calças jeans (aliás invenção capitalista americana da pura origem) continua com a mesma ladainha retrógrada. Deviam denunciar dos seus púlpitos (que já não usam) a corrupção pandêmica instalada pelo lulopetismo, que roubou em doze anos mais dinheiro “duzpobri”, do a “zelite” em mais de cem anos de República bananeira.

  12. Zé Galinha
    terça-feira, 31 de março de 2015 – 14:41 hs

    Este Senhor, entre outros petista de batina, deviam se enclausurar pelo resto da vida em algum convento para pagar pelos pecados em que foram coadjuvantes e não ficar vomitando conceitos tentando convencer inocentes, como fizeram no passado.

  13. Luiz Carlos Moares
    quarta-feira, 1 de abril de 2015 – 17:47 hs

    Por isso que o Clero não tem que se meter em politica partidária. Cade o protagonismo dos leigos que eles tanto falam? Leigo só tem espaço se pertencer ao PT caso contrário encontra dura oposição. Jesus deve estar muito triste com este comportamento. O lula foi fabricado por lideres da Igreja para fazer o que fizeram com o Brasil. Ele entrou de vermelho e saiu de branco, lulinha paz e amor e ganhou as eleições.Desculpa a expressão como diz Frei Betto, olha a cagada que vocês fizeram, arrebentaram com nossa nação e agora vem pousar de Maria Madalena Arrependida. Jesus não se envolveu com a politica. Deixa isso com os leigos e se fizerem caca excomunga o infeliz. MAIS VOCÊS NÃO PELO AMOR DE DEUS. Cuidem do rebanho que vos foi confiado e jamais façam papel de lobo. Obs. Digo isso não pela Igreja fundada por Cristo dirigida pelo Papa Francisco e milhares de Bispos, Cardeais, Padres, diáconos honrados fiéis e obedientes ao Evangelho e sim por alguns que a ela pertence mas que infelizmente ainda não descobriram sua verdadeira VOCAÇÃO.

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