Policiais federais esperam há 500 dias por adicional de fronteira no Oeste do Paraná | Fábio Campana

Policiais federais esperam há 500 dias por adicional de fronteira no Oeste do Paraná

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Há mais de 500 dias, os policiais federais que atuam na tríplice fronteira estão sem receber ao adicional, R$ 91 pago por dia trabalhado, na região. “Diante de um quadro que enfraquece benefícios sociais e trabalhistas, sabemos que hoje a luta pela regulamentação está ainda mais distante do que foi no ano passado”, informa a presidente do Sindicato dos Policiais Federais de Foz do Iguaçu, Bibiana Orsi. As informações são de Jean Paterno d’O Paraná.

A policial diz que a lei 12.855, aprovada em 2 de setembro de 2013, até agora não entrou em vigor pela falta de vontade da presidente Dilma Rousseff (PT) de regulamentar a matéria. Sem o pagamento do adicional, uma vitória que há anos agentes e policiais cobravam, as fronteiras brasileiras enfrentam um período de séria fragilidade, diz a sindicalista.

O adicional foi a fórmula encontrada pela categoria e pelo próprio governo para manter o efetivo e para fazer com os servidores se fixem nessas áreas, tão decisivas para a segurança e para a soberania nacional. Sem a regulamentação, que só depende basicamente de uma assinatura da presidente, as divisas ficam desguarnecidas. “O número do efetivo é cada vez menor, porque a quantia de pedidos de transferência é maior que a de chegadas”, diz Bibiana.

A demora do governo federal em ajustar a situação comprova, de acordo com a sindicalista, que os pacotes anunciados
de fortalecimento das fronteiras são fictícios. “Há o anúncio, a pompa da solenidade, mas as ações, efetivamente, não ocorrem. Pelo contrário. O governo diz que injeta grandes somas para proteger o País, porém ninguém sabe onde está
esse dinheiro”. Diante da recusa de Dilma Rousseff de regulamentar uma lei da qual ela própria é autora, a associação
nacional dos agentes e policiais federais se reunirá ainda neste mês para definir novos protestos em todo o País.


5 comentários

  1. jota santos
    domingo, 8 de fevereiro de 2015 – 12:28 hs

    Campana, como é bom falar das incompetências, injustiças e corrupções do governo federal.
    Não que eu não concorde com as mesmas, pois está uma vergonha.
    Mas desviar a nossa atenção com essas informações e ao mesmo tempo divulgar que este governo estadual é uma perfeição, me perdoe, mas não me faça de trouxa.
    Continue divulgando os podres do governo federal, mas pelo bem da nação seja honesto e também divulgue os podres deste governo estadual que não teve habilidade suficiente para contornar a crise financeira, que em boa parte foi provocada por ações dele mesmo.
    Há não ser que você Campana receba alguma vantagem para falar mentiras neste blog.

  2. Sergio Silvestre
    domingo, 8 de fevereiro de 2015 – 16:26 hs

    QUE GATONA HEIN,QUEM NÃO GOSTARIA DE SER ALGEMADO POR UMA GATA DESSA?

  3. luiz
    domingo, 8 de fevereiro de 2015 – 16:41 hs

    Pau que bate em chico deve bater também em francisco sr. Fabio, é a mesma situação aqui no paraná, agravada pelo fato de o sr. governador beto richa, do qual o sr. é fã, estar literalmente sepultando e remetendo à pior época da educação paranaense, todas as conquistas dos professores, as consequências serão sentidas pelas crianças mais pobres que sempre dependeram da escola pública para se instruírem e tentar a sorte em um sistema injusto e elitista, quem se disporá a trabalhar por um salário miserável em uma atividade sem perspectivas na qual vai se tornar a docência, a educação deve ser um projeto prioritário em qualquer governo, não deve ser vista como despesa, despesa é salário de deputado, de governador, mãe de governador, esposa de governador.
    Para finalizar, soube de um comentário infeliz que teria sido atribuído à sra. Fernanda Richa de que os professores ganham muito bem e oferecem um resultado muito ruim à sociedade pois o ideb do paraná baixou, quem trabalha na educação sabe que o ideb é calculado a partir de uma equação montada com muitas variáveis, e algumas delas não estão sob o controle do professor, nem tampouco da escola, para melhorar a educação deve se cobrar sim dos professores, mas também a sociedade precisa assumir sua parte, pois os mestres a muito tempo já perderam a autoridade em sala de aula devido aos novos tempos, a própria escola com sua estrutura baseada no controle, assemelhando-se à uma prisão deixou de ser um local de aprendizagem para se tornar o local onde os alunos sentem-se constrangidos a frequentarem pelo discurso falacioso da mídia que repete o discurso idiotizante da educação voltada para os interesses mercantis, ou seja, se pagar um salário melhor ao professor não é garantia de uma educação melhor, seja lá o que for que isso signifique, por outro lado pagar um salário ruim é garantia plena de uma educação péssima, isso não precisa nem discutir o que significa, é o povo entregue a própria sorte, vagando sob o domínio de uns poucos que terão o conhecimento sob controle! Grato pelo espaço Sr. Campana gosto do sr. apesar de discordar de sua posição.

  4. jose marcos
    domingo, 8 de fevereiro de 2015 – 21:58 hs

    Os Policiais Civis do Paraná também ficaram sem as diárias das Operações Verão Costa-oeste e Litoral)

  5. JOSE LUIZ
    segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015 – 10:32 hs

    Fica dificil o Governo Federal pagar a “merreca” do adicional de fronteira, quando gasta uma fortuna com auxilio moradia para Juízes, Procuradores, TCU, entre outros que já recebem um salário altissímo em comparação com os Policiais e Fiscais da Receita Federal. Recebem todo o tipo de bemesses e não corren nenhum risco em seus gabinetes!
    A inversão moral não ocorre somente nas favelas e entre os desfavorecidos de educação e cultura. Ela é muitomais acintosa nos altos escalões do Estado!!!

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