Paraná de novo no escândalo da Petrobras | Fábio Campana

Paraná de novo no escândalo da Petrobras

O Paraná não sai do noticiário nas denúncias de corrupção da Petrobras, conhecido como Petrolão. Agora surge uma nova conexão paranaense no Petrolão, segundo informa a Folha de S. Paulo de hoje (22). Uma vendedora de roupas, Vanessa Regina de Almeida Dutra Pontes, de 38 anos, com renda mensal de R$ 1,2 mil, que mora na periferia de Curitiba, descobriu que é proprietária de uma empresa que recebeu R$ 59 milhões entre dezembro de 2012 e abril de 2013.

A empresa é a Alnapa Soluções, que vem sendo investigada pelo juiz Sérgio Moro na Operação Lava Jato. A Alnapa integra um grupo de cinco empresas que teria enviado para o exterior US$ 124 milhões (ou R$ 323 milhões) entre janeiro de 2012 e março de 2014.

A polícia não sabe, até o momento, se as firmas foram usadas para escoar propina relativa a obras superfaturadas da Petrobras ou se é outro esquema criminoso paralelo sem conexão direto com a estatal. Um sistema muito parecido foi usado pelo doleiro Youssef para enviar para fora do país pelo menos US$ 239 milhões entre 2009 e 2014. Parte desse dinheiro chegou às mãos de Paulo Roberto Costa. Até o momento, a conexão mais sólida entre esse esquema e o Petrolão é o envolvimento da doleira Nelma Kodama, presa pela Operação Lava Jato com 200 mil euros na calcinha.

O esquema é investigado pelo juiz federal paranaense Sérgio Moro e o principal operador financeiro do sistema é o doleiro Alberto Youssef, de Londrina. O primeiro diretor da Petrobras a ser preso e aceitar fazer a delação premiada é Paulo Roberto Costa, de Telemaco Borba. As denúncias já atingiram uma senadora do estado, Gleisi Hoffmann (PT), acusada de ter levado R$ 1 milhão do esquema criminoso para sua campanha ao Senado de 2010. O dinheiro teria sido pedido a Paulo Roberto Costa pelo marido de Gleisi, o ex-ministro das Comunicações, Paulo Bernardo.

A polícia não sabe, até o momento, se as firmas foram usadas para escoar propina relativa a obras superfaturadas da Petrobras ou se é outro esquema criminoso paralelo sem conexão direto com a estatal. Um sistema muito parecido foi usado pelo doleiro Youssef para enviar para fora do país pelo menos US$ 239 milhões entre 2009 e 2014. Parte desse dinheiro chegou às mãos de Paulo Roberto Costa. Até o momento, a conexão mais sólida entre esse esquema e o Petrolão é o envolvimento da doleira Nelma Kodama, presa pela Operação Lava Jato com 200 mil euros na calcinha.


3 comentários

  1. AFANAZIO
    quinta-feira, 22 de janeiro de 2015 – 19:32 hs

    parece que no noroeste do Paraná teve algo “roubalheira” em usina em parceria com a Petrobras ou BNDES, se tiver acontecido esse negócio, é só investigar que pega os bandidos. A população quer o dinheiro de volta. Vagabundo tirando carro zero, fazendo putaria com dinheiro do povo; …. agora é mais longe né, avião, lancha, importados, evasão de dinheiro, lavagem de capitais, imóveis, bens desviados para terceiros, organização criminosa, um passeio pelo Código Penal e leis extravagantes. Sem falar no deboche.

  2. Beatrix Kiddo
    quinta-feira, 22 de janeiro de 2015 – 20:27 hs

    Depois desta vou correndo até a Receita, quem sabe eu também não sou dona de alguma “empresa”? Não quero ir em cana por crime que não cometi.

  3. Paolo
    quinta-feira, 22 de janeiro de 2015 – 23:42 hs

    Minha dúvida é: será que algum dia esse mega-escândalo para ROUBAR O ERÁRIO montado pelo PARTIDO DOS TABAIADÔ (PT) vai acabar? Todo dia aparece uma ramificação, uma falcatrua nova! Só hoje ficamos sabendo desse caso de que trata o post e do envolvimento de ZD!!! E o incrível é que essa organização criminosa continua operante, mandando no país inteiro!!!

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