Homenagem a Zilda Arns reúne 40 mil pessoas na Arena do Atlético | Fábio Campana

Homenagem a Zilda Arns reúne 40 mil pessoas na Arena do Atlético

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O primeiro passo para a beatificação da médica sanitarista Zilda Arns, fundadora da Pastoral da Criança, morta em um terremoto no Haiti, em 2010, foi dado neste sábado (10) em Curitiba. Pelo menos 200 mil assinaturas coletadas em todo país foram entregues ao bispo auxiliar dom Rafael Bienarski, que responde interinamente pela Arquidiocese de Curitiba, em um evento realizado no estádio Arena da Baixada. As informações são de Guilher Voicht na Folha de S. Paulo deste domingo, 11.

“Essas moções de apoio são a manifestação do povo que reconhece o legado evangelizador de Zilda Arns”, disse a irmã Veroni Teresinha de Medeiros, integrante da Pastoral e responsável pela coleta dos nomes. “Feita a entrega dessas assinaturas, o Fórum Eclesiástico de Curitiba fará os devidos encaminhamentos. Haverá a abertura de um processo em que teremos um postulador e um historiador. Eles recolherão histórias e dados da vida de Dona Zilda para comprovar o registro das suas virtudes heroicas”, disse.

Pelas regras da Igreja Católica, o processo só pode ser iniciado após cinco anos da morte do candidato, que, no caso de Zilda, serão completados na próxima segunda (12). Para ser proclamada beata, ela precisa ter reconhecido seu caráter de santidade, ou seja, viver as virtudes do cristianismo com excelência.

Se a Igreja reconhecer dois milagres atribuídos à religiosa, ela se torna santa.

O apoio à beatificação de Zilda veio também do Haiti. A religiosa foi uma das vítimas do terremoto que devastou o país em 2010. Ela ensinava a metodologia da Pastoral no combate à desnutrição infantil para haitianos.

Segundo Flávio Arns, sobrinho de Zilda e secretário de Assuntos Estratégicos do governo do Paraná, o arcebispo de Porto Príncipe, monsenhor Guire Poulard, enviou uma carta de apoio à beatificação.

“É um reconhecimento. O acompanhamento das crianças é feito nas comunidades de diversas arquidioceses haitianas”, disse Arns.

Segundo a Pastoral, 20 mil pessoas de todo o país acompanharam a celebração. Uma missa foi celebrada por D. Raymundo Damasceno, arcebispo de Aparecida e presidente da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil).

O cabeleireiro e voluntário da pastoral Klismael da Silva, 18 anos, viajou de Caratinga (MG), para Curitiba.

“Se não fosse a doutora Zilda e a Pastoral eu nem estaria vivo. Os agentes da Pastoral acompanharam minha mãe na gestação e meus primeiros mil dias. Nasci desnutrido, mas hoje estou aqui forte e feliz”, disse Klismael.

Ex-coordenadora da Pastoral em São Luís, Raimunda Trita, 62, diz torcer pela beatificação. “Ela merece. Salvou muitas vidas. Quando cheguei aqui, senti o impacto [do trabalho dela].”

A celebração contou também com a presença de políticos de diferentes partidos. Discursaram o prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet (PDT), a ministra Ideli Salvatti (PT), da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, e o senador eleito José Serra (PSDB-SP).


2 comentários

  1. Sergio Silvestre
    domingo, 11 de janeiro de 2015 – 18:17 hs

    Nesse evento eu iria,dona Zilda Arns foi uma grande mulher e trabalhou para o bem,morreu num acidente natural,mas nunca fez piada com o espirito santo.

  2. Carlos Bahia
    segunda-feira, 12 de janeiro de 2015 – 14:09 hs

    Tive o privilégio de trabalhar com a Dr. Zilda Arns, na campanha para eleição do Flávio Arns para o senado e juntos na coordenação dos comício do então candidato Álvaro Dias para governo. A família toda trabalhava unida, com pouca conversa mas muito estratégia. A dra. Zilda Arns era uma médica determinada e experiente na área de saúde pública.

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