Cassação de Vargas e votação da LDO para meta fiscal agitam Congresso | Fábio Campana

Cassação de Vargas e votação da LDO para meta fiscal agitam Congresso

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Líder do PT, Vicentinho diz que posição da bancada está clara, mas que renúncia seria melhor solução

De Júnia Gama, O Globo:

BRASÍLIA – O Congresso se aproxima do início do recesso parlamentar com algumas votações importantes ainda pendentes. Uma das principais é a votação do processo de cassação do deputado André Vargas (sem partido-PR) na Câmara, prevista para esta quarta-feira, depois de vários adiamentos. Ele é suspeito de exercer tráfico de influência para favorecer o doleiro Alberto Yousseff, preso da operação Lava-Jato. A votação será aberta e é preciso no mínimo 257 votos favoráveis para que Vargas seja cassado. Seus ex-colegas de partido defendem que o deputado renuncie ao mandato para evitar constrangimentos. O líder do PT, deputado Vicentinho (SP), afirma que a posição da bancada é pela cassação e que, mesmo que isso não traga resultados legais, e apenas políticos, Vargas deveria renunciar ao mandato para dar liberdade aos petistas de votarem como quiserem.

– Na nossa bancada a votação vai ser pela cassação. É um sentimento que vejo na bancada, já conversei com várias pessoas. Alguns deputados muito próximos a ele podem se sentir constrangidos, então seria bom André Vargas renunciar na última hora para deixar o pessoal mais tranquilo. Mesmo que ele renuncie será cassado do mesmo jeito, não muda do ponto de vista jurídico. A mudança é que ele se afasta, para que votem como quiserem – afirma Vicentinho.

TEXTO PODE NÃO IR À SANÇÃO

Também está na pauta desta semana a finalização da votação do projeto que altera a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2014 e libera o governo de cumprir a meta de superavit primário deste ano. O texto-base foi aprovado na semana passada depois de muitas brigas e confusões no plenário da Câmara. A continuação da análise do PLN 36, que permite o abatimento da meta de superavit primário de todos os gastos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e das desonerações, está marcada para esta terça-feira. Ficou faltando apreciar um destaque apresentado pela oposição, e a intenção dos parlamentares contrários à aprovação da proposta é prolongar ao máximo possível a sessão. Apesar do texto-base já ter sido aprovado, a matéria pode ficar prejudicada e não ir à sanção caso não seja concluída a votação do destaque.

No mesmo dia, o presidente da Câmara, Henrique Alves (PMDB-RN), irá trabalhar para manter sua promessa de campanha e aprovar a PEC do Orçamento Impositivo, que obriga o governo a pagar as emendas dos parlamentares. Henrique Alves defende que a Câmara aceite as mudanças propostas pelo Senado para que o texto possa ir à promulgação, mas há resistências entre os deputados ligados à área da Saúde. Ronaldo Caiado (DEM-GO) diz que a mudança operada no Senado a pedido do governo seria uma “armadilha” que limitaria os investimentos na área e levariam o governo a pedir a volta da CPMF.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/brasil/cassacao-de-vargas-votacao-da-ldo-para-meta-fiscal-agitam-congresso-as-vesperas-do-recesso-14766750#ixzz3LJFuDZCz


Um comentário

  1. segunda-feira, 8 de dezembro de 2014 – 15:27 hs

    Quem diria o PT com vergonha do PT é coisa de louco!

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