Autópsia para determinar causa da morte de Jango é inconclusiva | Fábio Campana

Autópsia para determinar causa da morte de Jango é inconclusiva

jango

A autópsia dos restos mortais do ex-presidente João Goulart, morto há 38 anos no Argentina, não identificou a presença de medicamentos tóxicos ou veneno que pudessem ter causado a morte de Jango, como era conhecido. O laudo final da perícia dos restos mortais concluiu que o ex-presidente, deposto pela ditadura miliar, realmente pode ter sido vítima de um enfarte, como foi informado à época por autoridades do regime militar, devido a histórico de cardiopatias.

A negativa da presença de medicamentos tóxicos ou veneno, no entanto, não significa que Jango não tenha sido assassinado. De acordo com peritos que participaram das investigações, as análises foram prejudicadas pela ação do tempo. “Do ponto de vista científico, as duas possibilidades [morte natural e envenenamento] se mantêm”, disse o perito cubano Jorge Perez, indicado pela família Goulart para participar das investigações. Foram investigadas 700 mil substâncias químicas, de um universo de mais de 5 milhões conhecidas.

“Os resultados podem concluir que as circunstâncias são compatíveis com morte natural. O enfarte pode ser compatível, mas a morte pode ter sido causada por outras cardiopatias”, diz trecho do relatório final das análises. “A negativa [da presença de veneno] não permite negar que a morte tenha sido causada por envenenamento” diz outro trecho.


11 comentários

  1. zangado
    segunda-feira, 1 de dezembro de 2014 – 16:58 hs

    Em resumo; não, sim, mas pelo contrário em se tratando de principalmente.

  2. Guilherme
    segunda-feira, 1 de dezembro de 2014 – 17:12 hs

    ou seja, a ausência de prova não permite negar o envenenamento… algo como a ausência de uma bala não permite negar que ele tenha levado um tiro…

  3. Roberto
    segunda-feira, 1 de dezembro de 2014 – 17:51 hs

    Chamou-me a tenção a presença do perito CUBANO…

  4. Viezzer
    segunda-feira, 1 de dezembro de 2014 – 18:30 hs

    Foram fazer isso apenas 38 anos depois da sua morte. É bem a cara do Brasil.

  5. Populus Trouxae
    segunda-feira, 1 de dezembro de 2014 – 20:39 hs

    Quem tá pagando isso?

  6. Daniel
    segunda-feira, 1 de dezembro de 2014 – 22:16 hs

    Esse pessoal teve a mesma idéia depois do que fizeram com os restos mortais do Yasser Araft. Vários peritos de diversos países afirmaram que ele não havia sido enevenado, mas não se dando por satisfeitos correrram achar “um” que disse que era possível o envenenamento apesar de não se ter vestígios.

  7. Roberto santos
    segunda-feira, 1 de dezembro de 2014 – 22:26 hs

    Não,pode ser,quem sabe,um dia,será possível,mas agora nem pensar.E viva o Brasil da Petezada.

  8. Beatrix Kiddo
    segunda-feira, 1 de dezembro de 2014 – 22:38 hs

    A tal “Comissão da Verdade” quer a História do jeito que ela quer. Como a coisa não rolou dentro dos “conformes” agora deixa o dito pelo não dito, mas isto não dura muito tempo não, daqui há pouco encontram um novo Badan Palhares e este faz a “verdade” aparecer, do jeitinho que a tal “Comissão” quer.

  9. BigPaul
    terça-feira, 2 de dezembro de 2014 – 1:59 hs

    Brincadeira. Esse bando de cata osso não tem o que fazer, e pra justificar o que ganham sem nada fazer, desenterram o pobre Jango, ou saem pra procurar osso no Araguaia.
    Tá duro largar a boquinha sagrada, não?Bando de sanguesugas.

  10. Rábula
    terça-feira, 2 de dezembro de 2014 – 9:51 hs

    Ao que parece, o pedido de indenização ainda não pode ser protocolado. Nem mesmo o “perito” cubano encontrou vestígios de envenenamento !

  11. Doutor Prolegômeno
    terça-feira, 2 de dezembro de 2014 – 14:08 hs

    Quanto custa para erário, para os contribuintes os exames para estes fins de teatro político para confirmar apenas o que já se sabia? Ora, dirão alguns, perto do que foi desperdiçado e gatunado na Petrobrás, isso é peanuts… Tentaram desmoralizar em vão o laudo da morte de JK, elaborado por alguns dos mais conceituados peritos forenses do Brasil e presidido por um dos promotores de justiça mais respeitados do RJ, cujo trabalho foi elogiado em carta pessoal de d. Sara Kubitschek. Tudo com dinheiro público à farta para ser gasto em suspeitas e teorias da conspiração tupiniquins.

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