As ameaças chegam ao emprego | Fábio Campana

As ameaças chegam ao emprego

de José Marcio Mendonça, na Infomoney:

Está definitivamente aceso o sinal amarelo na área de emprego no Brasil, ainda o principal dado que o governo pode apresentar em seu discurso para defender a política econômica adotada até agora, mas prestes a ser substituída pela nova equipe escalada por Dilma para comandar a economia em seu segundo mandato.

Apesar de ter surpreendido os analistas, apresentando a criação de 8.381 empregos formais em novembro, os números indicam grande desaceleração nesta área. Os especialistas esperavam resultado negativo no mês passado, seguindo o que havia acontecido em outubro.

O tamanho da queda nas contratações com carteira assinada pode ser medido pelos números globais do ano: de janeiro a novembro foram 938 mil novos postos de trabalho criados, o pior resultado desde 2003, quando foram abertos 861 mil postos.

Como a expectativa de dezembro é negativa, o próprio governo espera encerrar o ano com a criação de 700 mil vagas, o que será o pior resultado desde pelo menos 2002, início da série histórica. O próprio Ministério do Trabalho, responsável pelos dados do Caged, classificou o desempenho como “modesto”.

Foi o resultado mais fraco para o mês desde 2008 e 82% inferior também ao registrado em novembro do ano passado, quando foram criados 47,5 mil postos. Não foi de todo ruim porque a tendência é novembro ser mais fraco nas contratações do que outubro –que neste ano registrou uma baixa de 30 mil vagas.

A explicação do ministro Manoel Dias é de que houve atraso na contratação de empregados temporários para o fim do ano, por isso novembro foi superior a outubro.

Para dezembro a previsão não é boa. As vagas criadas para atender as festas de Natal e Ano Novo começam a ser fechadas.

E as perspectivas para o início de 2015 também não são nada alentadoras. Há setores, como o automobilístico – e, por extensão, toda a sua longa carreira – que estão no limite, segurando o nível de emprego utilizando férias coletivas e afastamentos temporários. A indústria, que apresenta já saldo negativo este ano, na maioria dos seus segmentos está com estoques elevados e com capacidade ociosa acima da média.

O temor é que as demissões maiores comecem logo após as festas.


2 comentários

  1. Johan
    sexta-feira, 19 de dezembro de 2014 – 15:47 hs

    Caro FÁBIO, a sociedade começará a sentir o ODOR desagradável de couro queimado, já durante as festas de NATAL, porém não tem do que se queixar, pois o BRASIL irá entrar em férias, na próxima semana. A eleição está ganha por mais 04 anos pela ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA PETISTA. O emprego, ora, isso é para os pobres, que são defendidos e mantê-los pobres. Inclusão social, essa é uma ação para os “cumpanheros”, e de mais a mais, foram 12 anos de regalias, salários elevados, elevação na faixa de renda da Receita Federal, todos sem excessão, são CLASSE MÉDIA. Consolidação de desenvolvimento, ora isso é para sociedade pobre. Agora chegou o momento da verdade, a sociedade irá devolver com juros todos os excessos recebidos, praticados e garantidos pela ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA PETISTA. Defendo a liberdade de imprensa, liberdade de opinião e liberdade de investigação. Apoio a proposta de ” o sul é o meu país”, e proponho o IMPEACHMENT JÁ da DILMA, antes da posse, para evitar maiores constrangimentos e vergonhas a sociedade brasileira. Atenciosamente.

  2. Saul
    sexta-feira, 19 de dezembro de 2014 – 16:35 hs

    Logo após que festas? Com o tarifaço do Beto, pacote de maldades, e as medidas adotadas pela Dilma, com aval da Câmara e Senado, as festas só ocorrerão no âmbito do governo. Com o aumentaço de 26% no salário dos senhores parlamentares, eleitos por nós, ficamos então a praguejar vendo os nossos salários sendo corroídos pela infração e o serviço desaparecendo. O governo de modo geral têm muito a comemorar e nós, ficamos ainda no embate político, defendendo um ou outro marajá. O povo tem o governo que merece e, por mérito, só tomamos no fiofó. Parodiando o Chapolin Colorado “quem irá nos defender?” Ou vamos para os novos partidos, o PUTA ou para o MERDA. E vamos ter uma puta merda, com aval do Julio.

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