Sérgio Moro quebra sigilo de empresas de Youssef | Fábio Campana

Sérgio Moro quebra sigilo de empresas de Youssef

SÈrgio Fernando Moro

A Justiça Federal do Paraná determinou a quebra do sigilo bancário das empresas GFD Investimentos, Empreiteira Rigidez e RCI Software no período de 1º de janeiro a 14 de novembro de 2014. As três são empresas de fachada usadas pelo doleiro Alberto Youssef para repassar propinas a agentes políticos. A decisão, do juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal, estende o período de apuração da Operação Lava-Jato para 2014. Até agora, só vinham sendo apurados fatos e movimentações financeiras ocorridos entre 2009 e 2013.

O pedido feito pelo Ministério Público Federal (MPF) abrange a campanha eleitoral deste ano. A Polícia Federal e o MPF suspeitam que as propinas obtidas no superfaturamento de obras da Petrobras tenham sido doadas a partidos políticos ou diretamente a campanhas eleitorais. Dessa forma, a doação estaria sendo usada como forma de lavagem de dinheiro desviado da estatal, uma vez que a propina entraria legalmente no caixa dos partidos e dos políticos.

DOAÇÕES A PP E PMDB

A Lei dos Partidos permite que empresas doem dinheiro mesmo em ano eleitoral e não há limite de valores. Proíbe apenas doações de entidades ou governos estrangeiros, autoridades e órgãos públicos, autarquias, empresas públicas ou concessionárias de serviços públicos, sociedades de economia mista e fundações mantidas por órgãos ou entidades governamentais, além de entidades de classe ou sindical. O dinheiro pode ser usado em mais de uma eleição e os critérios de distribuição são definidos pelos próprios partidos. Na prática, as autoridades querem descobrir se a Lei dos Partidos foi burlada e se o dinheiro desviado da Petrobras irrigou partidos e campanhas.

Documentos apreendidos na Operação Lava-Jato indicam que Youssef teria intermediado doações para diretórios e deputados do PP e do PMDB na eleição de 2010. Num dos e-mails interceptados pela PF, o doleiro tratou de doações com representantes da Queiroz Galvão e da Jaraguá Equipamentos. Segundo requerimento da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Petrobras, os valores citados corresponderam aos declarados à Justiça Eleitoral. “O PP nacional apareceu em uma conversa entre Youssef e Morais (Othon Zanoide de Morais Filho, da Queiroz Galvão) no dia 17 de agosto de 2010 como destinatário de uma doação de R$ 500 mil que deveria ser registrada em nome da Vital Engenharia, uma das empresa do grupo Queiroz Galvão. O mesmo diretório apareceu também em outra troca de e-mails entre os dois como beneficiário de R$ 2,04 milhões”, diz o documento da CPMI. O TSE registra doações de R$ 500 mil da Queiroz Galvão e de R$ 2,24 milhões da Vital Engenharia ao PP em 2010.

EMPRESA ENTROU EM LIQUIDAÇÃO

A Jaraguá Equipamentos fechou contratos de R$ 2,215 milhões com a Petrobras entre 2009 e 2014 e um de R$ 508 milhões em consórcio com a Engesa, com 11 aditivos. Após a Lava-Jato, a empresa entrou em recuperação judicial. Seu dono, Álvaro Garcia, um torneiro mecânico que começou com uma empresa de 10 funcionários em Osasco, afirma estar em depressão. O executivo Paulo Dalmazzo, que dirigia a Jaraguá, afirmou à Justiça que repassou R$ 1,9 milhão à MO Consultoria, empresa usada pelo doleiro, para intermediar contratos com a Petrobras. Entre 2010 e 2012, a Jaraguá Equipamentos depositou R$ 4,5 milhões na conta do PT.

O advogado Adriano Bretas, que defende Youssef, disse ontem que as delações premiadas terminam na próxima semana. De acordo com o advogado, Youssef só deve voltar a falar na próxima semana. Nas alegações da ação que Youssef responde por remessas ilegais por meio da Labogen, a defesa afirma que a investigação alcança quatro deputados federais: André Vargas (ex-líder do PT), Cândido Vaccarezza (PT-SP), Vicente Cândido (PT-SP) e Luiz Argolo (SD-BA).

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/brasil/juiz-quebra-sigilo-de-empresas-de-youssef-ate-este-mes-14631268#ixzz3Jntr8bHJ
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7 comentários

  1. Helena
    sábado, 22 de novembro de 2014 – 15:14 hs

    Esse Juiz, é mesmo um “cabra macho”, até seu branco do olho é roxo! Orgulho nacional do Poder Judiciário.

  2. sábado, 22 de novembro de 2014 – 17:24 hs

    Em Portugal,um ex.premier esta na cadeiA,aqui,Sera que vai acontecer com o Lula e Dilma?

  3. Johan
    sábado, 22 de novembro de 2014 – 19:50 hs

    Caro FÁBIO, agora a PF, o MPF, e o magistrado SERGIO MORO, iluminaram o coração do processo da empresa privada PTBRÁS que está conectada e patrocinando o GRANDE escândalo da PTBRÁS. A partir daqui o buraco é mais embaixo, e o caldo deverá engrossar. Essas autoridades devem tomar todo o cuidado, pois cuidado e caldo de galinha não faz mal a ninguém. Defendo a liberdade de opinião, liberdade de imprensa e liberdade de investigação. Apoio a proposta de ” o sul é o meu país” e proponho o IMPEACHMENT JÁ da DILMA, antes da posse, para evitar maiores esclarecimentos. Atenciosamente.

  4. Sergio Silvestre
    domingo, 23 de novembro de 2014 – 10:38 hs

    Juizão bonitão ídolo dos reaças…………………………………………………………………JUDCE BEAUTIFUL MAN???????????????

  5. Strapasson
    domingo, 23 de novembro de 2014 – 13:44 hs

    Olha o armário aí, gente! Aberto! Escancarado!

  6. domingo, 23 de novembro de 2014 – 16:15 hs

    Sergio, agora “saquei” qual é a sua !!

  7. Sergio Silvestre
    segunda-feira, 24 de novembro de 2014 – 12:03 hs

    Coloquei tres frases quase iguais para testar o nivel de QI dos comentaristas e deu 0,38 EM MEDIA.

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