'Não serei submisso ao Planalto', diz Eduardo Cunha | Fábio Campana

‘Não serei submisso ao Planalto’, diz Eduardo Cunha

Foto: Sérgio Lima
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O deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) declarou na manhã desta segunda-feira (10.nov.2014) que não pretende ser um candidato a presidente da Câmara submisso ao Palácio do Planalto. As informações são de Fernando Rodrigues, do UOL.

“Não sou candidato de oposição nem quero ser candidato de oposição. Mas também não quero ser um candidato submisso ao governo. Quero apenas construir uma relação de respeito com o governo e com a oposição”, disse Eduardo Cunha ao UOL pouco antes de se encontrar hoje cedo com o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB), que vai ajudá-lo na campanha para presidir a Câmara em 2015.

A Presidência da Câmara é um posto muito disputado por exalar poder político. É o terceiro cargo na República. Quando se ausentam a presidente e o vice, quem assume o Palácio do Planalto é o chefe da Câmara dos Deputados.

Além disso, o regime no Congresso é presidencialista. Os presidentes da Câmara e do Senado controlam orçamentos gigantes (maiores do que os de muitos Estados) e têm o poder absoluto para formular a pauta de votações da Casa.

Se há um pedido de cassação de mandato ou de impeachment presidencial, quem decide em grande parte o rito processual é o presidente da Câmara. Como se sabe, em 2015 deve eclodir, com toda a sua força, o escândalo revelado pela Operação Lava Jato, que identificou crimes de corrupção dentro do Petrobras com possíveis ramificações no Congresso e no Poder Executivo.

Os presidentes da Câmara e do Senado em 2015 serão os senhores do tempo e das atitudes quando uma CPI analisar os casos de corrupção na Petrobras. Inclusive se o cenário evoluir para algum pedido de impeachment da presidente.

O Palácio do Planalto tem reclamado da antecipação do processo de sucessão na Presidência da Câmara. Eduardo Cunha rebateu essa preocupação na sua conversa hoje cedo com o UOL:

“Uma vez terminada a eleição de 2014, não havia como ser de outra forma. Nas outras vezes, em 2006 e 2010, os candidatos do PT a presidente da Câmara começaram da mesma forma suas campanhas logo depois de garantirem seus mandatos nas urnas. Arlindo Chinaglia [PT-SP] e Marco Maia [PT-RS] fizeram isso. Agora, a diferença é que há um candidato do PMDB”.

Na avaliação de Cunha, interessa apenas ao governo e ao PT interromper agora o processo de sucessão na Presidência da Câmara. Imaginam que assim poderiam produzir algum outro candidato mais palatável ao Planalto. Mas ele, Cunha, não pretende interromper sua campanha.

Nesta semana, o peemedebista deve continuar a ser reunir com bancadas partidárias para tentar fechar apoios à sua candidatura.


5 comentários

  1. Beatrix Kiddo
    segunda-feira, 10 de novembro de 2014 – 17:19 hs

    Até quando vai tanta macheza, até conseguir o ministério que quer? Ou o que “eles” querem? Este bando de safados que apelidamos de deputados representam os interesses dos seus financiadores e dos próprios. Aí quando bem satisfeitos começam a “legislar para a tigrada”, isto quando o mandato não termina antes. Este é mais que está aí pedindo mais para os que já tem muito.

  2. Roberto
    segunda-feira, 10 de novembro de 2014 – 17:25 hs

    Se é contra o PT, eu apóio.

  3. AILSON JAIRO RAAB
    segunda-feira, 10 de novembro de 2014 – 19:05 hs

    Esta contra o PT…ele esta Correto..eu epoio Cunhaaaaaaaaaaaaaaa

  4. Sergio Silvestre
    segunda-feira, 10 de novembro de 2014 – 19:10 hs

    Esse bigato tá querendo faturar,não liga para o Pais nem liga para quem vai puxar o saco,se for para enfiar dinheiro grosso no bolso eu topo.

  5. OSCAR GOMES
    terça-feira, 11 de novembro de 2014 – 7:25 hs

    Duvido!……..Engraçado não vai fazer oposição, porém jamais será submisso ao planalto, não dá pra entender, É uma afirmação muito vazia.

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