Atos em São Paulo, Curitiba e Brasília pedem impeachment de Dilma | Fábio Campana

Atos em São Paulo, Curitiba e Brasília pedem impeachment de Dilma

EFE/Aaron Cadena Ovalle
Ato_em_SP EFE Aaron Cadena Ovalle

Da Gazeta do Povo:

“Boa tarde, reaças”, cumprimentou ao microfone cerca de mil pessoas em São Paulo – segundo estimativa da Polícia Militar – o empresário e jornalista Paulo Martins, que foi candidato a deputado federal pelo PSC neste ano no Paraná. “É inegável que o PT constrói uma ditadura no país”, acrescentou, sob fortes aplausos.

O discurso, realizado em cima de um carro de som, foi feito em manifestação a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), convocado pelas redes sociais para este sábado (1º) e promovido na avenida Paulista.

Com uma bandeira do Brasil sobre os ombros, o cantor Lobão defendeu a recontagem dos votos das eleições presidenciais e negou que o movimento tenha como propósito dar um novo golpe militar no país. “Não tem ninguém aqui golpista”, disse ao microfone.

A caminhada é marcada também por provocações entre simpatizantes da esquerda e da direita. Na avenida Paulista, alguns moradores de prédios da região estenderam nas janelas camisetas vermelhas e bandeira da campanha à reeleição da presidente.

“Vai para Cuba”, gritaram os manifestantes em resposta. Eles fecharam uma das faixas da avenida.

No evento, além de pedirem a saída da petista, os manifestantes defenderam um novo golpe militar no país.

“É necessário a volta do militarismo. O que vocês chamam de democracia é esse governo que está aí?”, criticou o investigador de polícia Sérgio Salgi, 46, que carregava cartaz com o pedido “SOS Forças Armadas”.

O número de manifestantes no evento é bem menor do que o total de confirmações nas redes sociais, que chegaram a 100 mil. A caminhada teve início em frente ao MASP (Museu de Arte de São Paulo).

Com cartazes e faixas, os indignados acusaram o resultado das eleições deste ano de ser a “maior fraude da história” e o PT de ser “o câncer do Brasil”. “Pé na bunda dela [presidente], o Brasil não é a Venezuela”, gritaram.

“O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, José Dias Toffoli, é um estagiário do PT”, acusou Paulo Martins.
Sob aplausos, o deputado federal eleito Eduardo Bolsonaro (PSC-SP), filho do deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ), foi apresentado ao microfone como “alguém de uma família que vem lutando muito pelo Brasil”.

Em discurso, o parlamentar disse que se seu pai fosse candidato a presidente, ele teria “fuzilado” a presidente. Segundo ele, Jair Bolsonaro será candidato em 2018 “mesmo que tenha de mudar de partido”.
“Eu voto no Marcola, mas não voto na Dilma, porque pelo menos o Marcola tem palavra”, disse, em referência a Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, um dos chefes da facção criminosa PCC.
A manifestação é acompanhada pela Polícia Militar e pela chamada “Tropa do Braço”, escalada para eventos de rua.

Por volta das 16h, os manifestantes deixaram a avenida Paulista e tomaram a avenida Brigadeiro Luís Antônio, caminhando em direção ao parque Ibirapuera.
Entre as bandeiras carregadas no protesto, estão a do Brasil, a do Estado de São Paulo e da campanha do candidato derrotado do PSDB à Presidência, Aécio Neves.

Contra Alckmin

Também neste sábado, no largo da Batata, zona oeste da cidade, manifestantes se organizaram para protestar contra o governador Geraldo Alckmin (PSDB), em uma manifestação contra a crise hídrica no Estado.

O grupo afirma que a seca que se vive no Estado é de responsabilidade do governador. “O verdadeiro culpado por essa crise não é São Pedro e sim o governador Geraldo Alckmin. Agora os tucanos não têm como escapar”, afirmam os manifestantes.

Ato em Brasília

Manifestantes realizaram na tarde deste sábado, 1º, um protesto contra a presidente Dilma Rousseff na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. Segundo informações do 6º batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, que faz a segurança da área, houve concentração de pessoas no gramado em frente ao Congresso Nacional no início da tarde.

Pouco depois os manifestantes caminharam pelo Eixo Monumental e ocuparam três faixas da via que dá acesso ao Congresso. A PM informou que participaram do protesto, no momento em que o grupo se deslocou pela Esplanada, aproximadamente 500 pessoas.

Em Curitiba, manifestantes se reúnem na Praça Santos Andrade

Como em São Paulo e Brasília, Curitiba também foi palco de uma manifestação contra a reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT). Autodenominados a nova geração dos “Caras Pintadas”, os manifestantes se concentraram em frente à praça Santos Andrade, no Centro da capital, por volta das 14 horas deste sábado (1º).

Muitos deles estavam equipados com bandeiras do Brasil, faixas e cartazes com dizeres de protesto ao resultado da eleição presidencial. A camisa verde e amarela também marcou presença. “O Brasil está em luto. Vamos agir galera!”, foi uma das designações usadas para apresentar o evento no Facebook. Na rede social, 888 pessoas chegaram a confirmar presença.

A Guarda Municipal de Curitiba confirmou a realização do ato, porém, disse não saber informar quantas pessoas participaram porque não acompanhou a manifestação. A rádio CBN informou que o ato reuniu cerca de 500 participantes.

– (Com Estadão conteúdo e Folhapress)


9 comentários

  1. Luiz B.
    sábado, 1 de novembro de 2014 – 23:06 hs

    Os porcoruPTistas não sabem o que ” nós ” militares somos capazes de fazer pra livrar o país desse lixo imundo e seus idiótas seguidores.

  2. Sergio Silvestre
    domingo, 2 de novembro de 2014 – 1:21 hs

    Coisa feia de uma meia duzia de tontos que querem ganhar no Tapetão,e tem ainda esse nazista o tál Paulo Martins chamando quem de reaças ,ele????????

  3. FUI !!!
    domingo, 2 de novembro de 2014 – 7:45 hs

    A intervenção militar seria uma utopia, porem bem que a situação
    de um país indo para o abismo mereceria este tipo de radicalismo.
    O que não podemos deixar acomodar é esta nossa imensa insatis-
    fação em relação ao governo ladrão do PT. Começando pelo Lula e
    Dilma nós podemos ficar passivos. Ou endireitamos esta nação ou
    esqueçam as próximas décadas… estaremos falidos !!!

  4. CORINGA
    domingo, 2 de novembro de 2014 – 9:02 hs

    Ou tira o PT do governo ou separa o país deixa a Dilma com o norte e o nordeste e nos elegemos nosso presidente. Quero ver nordestino vir procurar emprego no sul porque nos estados deles só tem bolsa família.

  5. justino bonifacio martins
    domingo, 2 de novembro de 2014 – 9:06 hs

    Campana, não mostram a manifestação de Curitiba porque teve 100 gatos pingados. Por outro lado Luiz B. os brasileiros não querem a volta da ditadura assassina e de grandes escandalos que eram escondidos porque a imprensa estava amordaçada, censurada.

  6. bobinho
    domingo, 2 de novembro de 2014 – 15:07 hs

    O movimento dos não enche Kombi…

  7. imauricci
    domingo, 2 de novembro de 2014 – 19:31 hs

    justino b.m,você não sabe de nada “inocente útil do PT”

  8. NA CORDA BAMBA
    segunda-feira, 3 de novembro de 2014 – 7:53 hs

    O movimento de impeachment da Dilma cresce a cada dia. Acredito que
    no decorrer do desenrolar do Petrolão vai acontecer muita coisa ainda…

  9. segunda-feira, 3 de novembro de 2014 – 10:02 hs

    “Agora só falta essa camarilha, dizer que os reacionários da elite estão querendo derrubar a presidANTA. Mas já faz muiiiiiiiiiito tempo que “ELES” são a elite. O ignóbil do Lula disse na campanha que o Aécio era “PREIBÓI” (sic). Playboy é o “MIDAS” do filho dele que tudo que toca vira ouro. Ô mininim competetente, tinha que ser contratado pelo SEBRAE para dar curso de empreendedorismo para ensinar os novos empreendedores o segredo de tamanho sucesso. APRENDER A EMPREENDER. De colocar inveja em Mark Zuckerberg e outros do mesmo quilate. Um dia esse País amadurece, acorda e escorraça essa quadrilha que tomou de assalto o Brasil. Petrobras. Correios. Mensalão. O que mais precisa aparecer? Ser fossemos um País só um pouquinho mais sério essa presidANTA e o molusco já estariam presos, direitos politicos cassados. Um dia chegaremos nesse nível de consciência politica e juridica…” – Profº Celso Bonfim

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