Secretaria monitora 68 por contato com paciente suspeito de ebola no PR | Fábio Campana

Secretaria monitora 68 por contato com paciente suspeito de ebola no PR

Do Bem Paraná:

A Secretaria de Saúde do Paraná (Sesa) está monitorando 68 pessoas que tiveram contado com um paciente suspeito de ter sido contaminado pelo vírus do ebola em Cascavel (região Oeste). A maioria estavam internadas ou trabalham na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) II onde o africano Souleymane Bah foi atendido. De acordo com informações do Superintendente de Vigilância em Saúde da Sesa, Sezifredo Paz, ao G1, a preocupação maior no momento é com pessoas que tenham tido contato com o paciente antes do internamento.

O número de monitorados é maior do que o apontado pelo ministro da Saúde, Arthur Chioro, em entrevista coletiva realizada em Brasília. Segundo o ministro, eram 64 pessoas haviam tido contato com o paciente. Para o grupo considerado de baixo risco – os 68 já em monitoramento – a febre deve ser medida duas vezes por dia, durante os próximos 21 dias. Caso seja percebida alteração, a UPA II deve ser avisada imediatamente.

De acordo com Sezifredo Paz, duas pessoas não identificadas que levaram o paciente até a UPA II estão sendo procuradas com prioridade, por estarem em grupo de risco considerado maior do que os que estiveram na unidade de saúde. Além destes, a Sesa pede que qualquer pessoa que possam ter tido contato com Souleymane Bah, de 47 anos, procurem a Secretaria Municipal de Saúde ou a Vigilância Sanitária para passarem a ser monitoradas.

“Sabemos que ele passou por um albergue, mas eles (imigrantes) usam o mesmo nome e isso dificulta. Estamos levantando todas as informações e tem equipes indo a campo”, afirmou o secretário municipal de saúde de Cascavel, Reginaldo Andrade. Ainda conforme Andrade, imagens de câmeras de segurança serão usadas para identificar as pessoas com quem Bah esteve na recepçõa da UPA II – a estimativa é de que ele tenha ficado por quase quatro horas.

Souleymane Bah chegou por volta das 6h30 desta sexta-feira (10) na base aérea do Galeão, no Rio de Janeiro. O paciente de 47 anos, que é de Guiné, na África Ocidental, foi trazido em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) e levado ao Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, ligado à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), referência em doenças infecciosas. Antes, ele estava internado em Cascavel, no Paraná.

Bah chegou ao Brasil na condição de refugiado e, de acordo com o documento expedido pela Coordenação Geral de Polícia de Imigração, pode permanecer no país até 22 de setembro de 2015. De acordo com o governo, o hospital paranaense recebeu o paciente classificado como suspeito de infecção por ebola na quinta-feira (9). Ele relatou que na quarta (8) e na manhã de quinta teve febre. Até o início da noite, estava subfebril e não apresentava hemorragia, vômitos ou quaisquer outros sintomas. Está em bom estado geral e, mantido em isolamento total.

O ministério da Saúde destacou que, por estar no 21º dia, limite máximo para o período de incubação da doença, o caso foi considerado suspeito, de acordo com os protocolos internacionais para o ebola – a Guiné é um dos três países que concentram o surto da doença na África. O vírus só é transmitido por meio do contato com o sangue, tecidos ou fluidos corporais de doentes, ou pelo contato com superfícies e objetos contaminados. O ebola somente é transmissível quando surgem os sintomas.


Um comentário

  1. Parreiras Rodrigues
    sexta-feira, 10 de outubro de 2014 – 20:45 hs

    Novamente o governo brasileiro dá prova da sua total incompetência no trato da área da saúde. Doente ou não, o fato é que o refugiado entrou no Brasil sem merecer os aparatos que a crise reclama. Europa e Estados Unidos, de imediato, instalaram as barreiras sanitárias nos portos e aeroportos fronteiriços. Queira Deus que os exames de laboratório de Souleiname Bah sejam negativos para o vírus de ebola, caso contrário…

Deixe seu comentário:

Campos obrigatórios estão marcados com *

*

*