Contra 'macumba', vereadores evangélicos barram proposta para centro religioso | Fábio Campana

Contra ‘macumba’, vereadores evangélicos barram proposta para centro religioso

carla pimentel - cmc

Do Caixa Zero, Gazeta do Povo:

Os vereadores evangélicos, liderados por Carla Pimentel (PSC), conseguiram tirar da pauta por três sessões o projeto de lei que concede o título de utilidade pública para o Centro Espírita Tribo do Caboclo Pena Branca. A vereadora diz que se trata de um “centro de macumba” e acha que os evangélicos têm de votar contra a proposta .

No primeiro turno, Carla Pimentel tinha votado contra, mas sozinha. Fez pressão nos pares, dizendo que a postura deles não era condizente com o que se espera de representantes dos evangélicos. E conseguiu que nesta quarta o assunto fosse temporariamente engavetado.

Autor da proposição, o vereador Aldemir Manfron (PP) diz que a reação do grupo evangélico foi “absurda”. “É uma instituição como oura qualquer. Eu sou católico, não tem nada a ver isso. Não podemos ter discriminação”, disse.

Manfron diz que Carla é “sua amiga” e que vai sentar para conversar com ela para resolver a situação.


22 comentários

  1. Luiz
    quarta-feira, 8 de outubro de 2014 – 14:32 hs

    Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:

    VI – e inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias;

    A liberdade de crença é assegurada pela constituição de modo que não apenas os evangélicos, mas inclusive os umbandistas são livres para exercerem sua religião, a qual merece respeito de todos.

    Parece, porém, que há políticos evangélicos querendo impor um fundamentalismo religioso com plena liberdade para a religião que professam, e restrição de liberdade para as demais. Restrição esta baseada na ignorância e preconceito sobre as demais religiões.

  2. Fernando Guimarães
    quarta-feira, 8 de outubro de 2014 – 14:35 hs

    Outro absurdo, como tantos que vemos por aí, discriminando crenças e a fé de pessoas, como se apenas uma verdade existisse, como se o interesse públicos e obras sociais fossem permitidas apenas para uma das ideologias religiosas.
    Lembro de uma frase que meu pai sempre dizia: “Jesus não te dono”.
    A diversidade religiosa existe justamente porque as pessoas são diferentes, cada uma dentro de sua diversidade pode e deve exercer a sua fé em favor do próximo e em seu engrandecimento interno (repare que não estou utilizando a expressão engrandecimento espiritual, justamente para não atribuir um efeito de exclusividade, para as vãs conclusões dos mais radicais).
    Todas as religiões tem seus fundamentos nos mesmos pilares sociais, no sentido de buscarem o bem comum, o conforto do ser humano, a divulgação de seus ideais de amor e solidariedade. Vejo isso em todos os ensinamentos religiosos.
    Sempre afirmei que a deturpação dos ideais de qualquer religião se dá não pelos seus fundamentos, mas pela manipulação inescrupolosa de seus dirigentes. O extremismo e o egoísmo religioso leva ao desvirtuamento de qualquer ideal ou fundamento de cada crença.
    Jesus pregou a ausência de ódio ou discriminação, como lição divina. Não sou expert em textos bíblicos, mas por tudo que li, não vejo nenhuma palavra de preconceito ou ódio contra as demais crenças.
    Uma vez conversando com uma pessoa, nos deparamos com uma vela acesa na praia e logo lançou o petardo: Isto é coisa do diabo…. Deus não vai nem olhar para essa vela.
    Logo perguntei: Mas se essa vela tiver sido acendida por uma pessoa que desejava o bem de outrem (saúde, bem estar, equilíbrio ou qualquer pedido de ajuda), Deus não escutaria o pedido?
    E veio a tréplica: Nunca !!!! Deus não vai dar atenção para esses rituais.
    Encerrei a conversa com a seguinte afirmação: Então meu Deus é bem diferente do meu !!!! Deus que conheço escuta a todos os homens e mulheres de boa vontade, independentemente do ritual utilizado.
    Agora o que querem dizer com o que “se espera de uma postura evangélica”?
    Discriminaçao? Rancor? Ódio? Egoísmo? Temor?
    Nao sei e nao entendo.
    Para nao ser muito filósofo, encerro minha participação com a afirmação da Constituiçao Federal: O Estado é laico, não tem religião, muito pelo contrário, assegura a liberdade religiosa.
    E o que os nossos edis ou parte deles está fazendo? Contrariando a Constituiçao Republica, para não dizer que contrariam os princípios universais de solidariedade e igualdade.
    Abraços
    Fernando Augusto Mello Guimarães

  3. dibel
    quarta-feira, 8 de outubro de 2014 – 15:05 hs

    Alguém precisa avisar a essa representante do povo que o mesmo direito ao credo que tem ela e seus iguais evangélicos, também tem os outros. Trata-se de discriminação que, cá entre nós, é sempre lembrada pelos evangélicos. Que tem a missão de fazer leis não pode simplesmente ignorar a constituição federal. Ou será que não estamos mais em um Estado laico?!?!?!?

    Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
    […]
    VI – e inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias;

  4. lika
    quarta-feira, 8 de outubro de 2014 – 15:24 hs

    Como que alguém ainda vota num bando de idiotas ou ediotas desses,
    querem misturar religião com politica, ao invez ficar perdendo tempo e discussão com isso. esses evangélicos é um cancer na politica brasileira, não fazem porcaria nenhuma, somos um país laico, cada um cuida da sua religião ou seita. e tenho dito

  5. zeca
    quarta-feira, 8 de outubro de 2014 – 15:25 hs

    cadê o direito à liberdade de culto?

  6. Lancaster
    quarta-feira, 8 de outubro de 2014 – 16:52 hs

    Enquanto esse estado pseudo-laico deixar que opinião – religião – de um indivíduo interfira na vida de vários outros, cada vez mais veremos essas bizarrices desses políticos evangélicos.

  7. Arne Saknussen Neto
    quarta-feira, 8 de outubro de 2014 – 18:29 hs

    Estes evangélicos querem estatizar a religião. Também querem estatizar o corpo das pessoas, dizendo o que cada um tem que fazer e como se comportar. A história já ensinou que quando religião se confunde com o estado, boa coisa não dá!

  8. BILU BILU
    quarta-feira, 8 de outubro de 2014 – 19:07 hs

    CARLA PIMENTEL REPRESENTA A ESCORIA DA SOCIEDADE, OS EVANGELICOS, QUE SE ACHAM OS DONOS DA VERDADE MAS, NO FUNDO SÃO OS PERVERTIDOS, OS PROSTITUTOS, OS MARIMBONDOS, OS ZEBUS, OS JEGUES, OS ATRASOS DA SOCIEDADE. JESUS NUNCA MAIS VAI VOLTAR !

  9. macedo
    quarta-feira, 8 de outubro de 2014 – 19:25 hs

    é preocupante a ação e o crescimento destes grupos xiitas

  10. Dieter
    quarta-feira, 8 de outubro de 2014 – 19:57 hs

    Pera aí.O Estado não é laico? Então não pode tolher a liberdade de culto religioso,protegido pela constituição, só porquê um bando de xiitas obtusos acham que SUA crença tem que prevalecer.

  11. Gustavo
    quarta-feira, 8 de outubro de 2014 – 20:05 hs

    De acordo com a lei municipal 13.086.2009 a entidade deveria ter pelo menos um ano de funcionamento antes do projeto de lei ser protocolado. No entanto o projeto de lei de utilidade pública foi protocolado no dia 22 de outubro de 2013 e as atividades jurídicas do centro de umbanda no dia 14 de agosto de 2013, ou seja apenas dois meses antes. Isso quer dizer que o Centro Espírita não preenche os requisitos determinados em lei, portanto é irregular e não pode ser aprovado! Não se trata de laicidade do Estado, tão pouco intolerância religiosa. Representamos sim os evangélicos e preciso ecoar a voz desta parcela da população, mas neste caso a utilidade pública não deve ser aprovada!

  12. ANA
    quarta-feira, 8 de outubro de 2014 – 21:00 hs

    A vereadora está sendo criticada por ter sido COERENTE com aquilo em que acredita! Respeito sua coragem em enfrentar aqueles que estão sempre “em cima do muro”!

  13. Sergio R.
    quarta-feira, 8 de outubro de 2014 – 21:55 hs

    Utilidade pública? Qual a utilidade? Qual o benefício? Os vereadores estão fazendo projeto de lei para isso? É para isso que usam nosso dinheiro? Acho que o vereador está no lugar errado. Quem sabe nas próximas eleições também não vai procurar emprego.

  14. quarta-feira, 8 de outubro de 2014 – 22:57 hs

    O q a vereadora está defendendo é a verdade o caminho e a vida,foi o q Jesus disse q Ele é.
    Por acaso Jesus fez macumba alguma vez.
    Quando Ele vier nos buscar, vcs vão ver quem estava certo, vão se arrepender + vai ser tarde.

  15. PAULO GENEROSO
    quinta-feira, 9 de outubro de 2014 – 0:31 hs

    A ignorancia juntou-se para protestar.
    Em primeiro lugar nenhuma igreja evangelica e considerada de utilidade publica e nao se trata de deligiao, mas se uma organizacao deva ser considerada de utilidade publica ou nao.
    E da mesma forma que uma igreja evangelica nao deve ser considerada de utilidade publica um centro de umbanda tambem nao.
    Os adjetivos mencionados por alguns comentarios acima sao lamentaveis, desrespeitosos e intolerantes.
    Onde estavam quando nos evangelicos eramos perseguidos.
    Meu comentario tem nome e sobrenome.
    Parabens bancada evangelica da camara , representando bem nao somente nos mas toda a comunidade. E bem.

  16. MENSALEIRO JÚNIOR
    quinta-feira, 9 de outubro de 2014 – 9:30 hs

    GOSTARIA QUE ESSA VEREADORA ME RESPONDESSE SE A IGREJA DELA PAGA IMPOSTO SOBRE O QUE ARRECADA.ISSO É UMA VERGONHA,AS IGREJAS ARRECADAM BILHÕES E NÃO PAGAM NEM UM CENTAVO DE IMPOSTO. CADE A MORAL DESSES EVANGÉLICOS

  17. Eduardo Guidi
    quinta-feira, 9 de outubro de 2014 – 10:31 hs

    A vereadora esta discriminando, ela deve tratar de religião na “Igreja” dela, a postura do legislador deve ser laica.
    Se ela não sabe, alguém deveria explicar

  18. QUESTIONADOR
    quinta-feira, 9 de outubro de 2014 – 13:57 hs

    -Admira-me conceder título de utilidade pública à sede de igrejas…não seria necessário tanta discussão para este tema.
    -Mas se pensarmos que outras igrejas já obtiveram o mesmo benefício, porque não conceder também ao Centro Espírita Tribo do Caboclo Pena Branca???
    -De qualquer forma, este assunto está rendendo “pano para manga” e quem está aproveitando os “15 minutos de fama” é a senhora vereadora, que provavelmente, não demonstra muito entusiasmo com o trabalho de vereador!!!

  19. dibel
    quinta-feira, 9 de outubro de 2014 – 15:07 hs

    Não venham com essa fábula de que o objeto em discussão é o projeto de utilidade pública. O meu comentário anterior tem a ver com a expressão grosseira utilizada em tom pejorativo “CENTRO DE MACUMBA”, claramente para depreciar a fé dos que frequentam o local.
    O Deus que professo – assim entendo – não me permite discriminar àqueles que O buscam de forma diferente da minha, pois, estaria negando a Ele mesmo.

  20. Lucas
    quinta-feira, 9 de outubro de 2014 – 17:28 hs

    Uma pessoa dessa na política? Ela não governa pra evangélicos, ele governa pro povo e o povo é plural.
    Uma pessoa dessa deveria morar numa caverna sozinha, afastada do resto da sociedade. Se não sabe vive em sociedade, se isola.

  21. Silvio
    sexta-feira, 10 de outubro de 2014 – 9:59 hs

    O preconceito é algo abominável vindo da boca de quem quer que seja, mas é muito mais grave quando vem da boca de pessoas que deveriam ser o exemplo!
    Condenável a posição desta pobre senhora…
    Cativa de sua crença, pois por ela foi eleita, esquecesse que está em uma casa de leis, e somente por elas deverá se reger!!!

  22. Marcelo
    sexta-feira, 7 de novembro de 2014 – 12:56 hs

    louca…

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