Richa garante reabertura da Santa Casa de Colombo | Fábio Campana

Richa garante reabertura da Santa Casa de Colombo

richa santa casa colombo kissner

O governador Beto Richa visitou nesta quinta-feira (25) a Santa Casa de Misericórdia Nossa Senhora do Rosário, em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba. Richa garantiu o repasse mensal de R$ 200 mil para custeio da instituição, além de mais de R$ 1 milhão para equipamentos para o centro cirúrgico. Com isso, a Santa Casa, que estava sem atender desde 2012, será reaberta no início de outubro.

“Esse investimento vai permitir o retorno do atendimento da Santa Casa, que é referência para a população de Colombo e de vários municípios da região”, ressaltou Richa. “Essa iniciativa faz parte da política de apoio e valorização do governo estadual aos hospitais filantrópicos paranaenses, para fortalecer o atendimento aos pacientes do SUS”, afirmou o governador.

Em julho de 2011, o Governo do Estado lançou o programa Hospsus, que destina incentivos para qualificação dos hospitais públicos e filantrópicos. Em quatro anos, os recursos destinados a custeio já ultrapassam R$ 200 milhões. Para obras e equipamentos, são mais de R$ 70 milhões aplicados nessas instituições.

“Esses investimentos estão possibilitando a qualificação da atenção hospitalar no estado, inserindo os hospitais nas Redes de Atenção à Saúde”, afirma o secretário estadual da Saúde em exercício, René Santos.

HISTÓRICA – Com 75 leitos, a Santa Casa de Colombo tem capacidade para atender cerca de 6.700 pessoas por mês e pretende ampliar ainda mais. “É uma entidade histórica em Colombo, que funcionava há 50 anos e, infelizmente, ficou fechada”, afirmou a prefeita de Colombo, Beti Pavin. “Desde o ano passado trabalhamos para dar condições para que ela voltasse a funcionar. Graças a essa parceria com o Governo do Estado voltaremos a dar um ótimo atendimento à população”, ressaltou.

Inicialmente, a Santa Casa de Colombo vai atender a 70% pelo SUS e o restante na rede particular. A abertura será gradativa, iniciando pelos atendimentos ambulatoriais e consultas especializadas e, em seguida, poderá realizar cirurgias eletivas de média complexidade. A entidade também pretende implanta uma Unidade de Tratamento Intensivo (UTI).

“A possibilidade que damos hoje, com a celebração deste convênio, cria condições para superar os problemas que existiam e que levaram à suspensão do atendimento. Com isso, vamos desafogar outras unidades”, explicou o diretor da 2ª Regional Metropolitana da Saúde, José Carlos de Abreu. O retorno da Santa Casa permitirá aliviar a demanda da Unidade de Pronto Atendimento Alto Maracanã.

FILANTRÓPICOS – O secretário da Saúde em exercício, René Santos, lembra que uma parcela significativa dos prestadores de serviços hospitalares pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em todo país são hospitais filantrópicos e Santas Casas. O Paraná conta com 103 instituições beneficentes na área da saúde, das quais 55 são Hospitais Filantrópicos e Santas Casas de Misericórdia.

Atualmente, 45 hospitais filantrópicos recebem, pelo programa Hospsus ou via convênios com a Sesa, recursos estaduais para custeio, investimentos em obras e equipamentos, e capacitação profissional. “O curso de gestão hospitalar oferecido pelo Hospsus em parceria com a Femipa e a PUC foi uma ferramenta importante para a qualificação de nossos serviços hospitalares”, ressalta o secretário.

“O apoio do Estado a essas instituições foi fundamental para avanços como o aumento da oferta de leitos de UTI em todas as regiões do Paraná, a redução da mortalidade materna e infantil e a redução de mortes prematuras por AVC e Infarto”, afirma Santos.

PEQUENO PORTE – Outro ponto fundamental para melhorar a assistência à saúde no Paraná e em todo país é a necessidade de uma política federal para os hospitais de pequeno porte, entre os quais estão muitas Santas Casas e Hospitais Filantrópicos.
O Governo do Paraná já passou a atender também 104 hospitais públicos municipais com menos de 50 leitos e já inseriu na proposta orçamentária de 2015 o atendimento, também, às Santas Casas e Hospitais Filantrópicos com menos de 50 leitos. Além disso, está previsto reajuste do incentivo aos hospitais que já são beneficiados. Além disso, está previsto reajuste do incentivo aos hospitais beneficiados desde a primeira fase do Hospsus.

MAIS RECURSO – Assim como associações e confederações da área da saúde, o Governo do Paraná sabe que o SUS sofre com o subfinanciamento pelo governo federal e tem gestionado junto ao Ministério da Saúde para que o sistema tenha mais recursos da União.

Esse é o foco do movimento Saúde+10, encabeçado por diversas entidades sanitárias do país que, em 2013, recolheu 2,2 milhões de assinaturas e apresentou ao Congresso Nacional projeto de lei que obriga o governo federal a aplicar 10% da receita corrente bruta da União no SUS. Os municípios brasileiros devem aplicar 15% de suas receitas correntes líquidas em saúde e os estados, 12%.

“Se o Governo Federal aplicasse o percentual que lhe cabe, o SUS teria um acréscimo de R$ 43,3 bilhões/ano no orçamento federal de 2014 e ao Paraná caberia R$ 2,3 bilhões/ano a mais”, ressalta Santos.


2 comentários

  1. sergio silvestre
    quinta-feira, 25 de setembro de 2014 – 22:58 hs

    Ué,a Santa casa estava fechada?????Qua!!!!!!!!!!!!!!

  2. Colombense
    sexta-feira, 26 de setembro de 2014 – 19:23 hs

    Este pseudo governador esqueceu de dizer que quem a Santa Casa foi fechada na gestão dele. E que se não fosse o Deputado Kielse iniciar a reforma com a ajuda dos empresários de Colombo, esta instituição já teria sido demolida e o terreno ido á leilão. Ele só aprendeu o caminho da Santa Casa agora, uma semana antes das eleições. Se ele quisesse reabrir mesmo já teria o feito há muito tempo antes….
    Palhaçada um negócio desses….

Deixe seu comentário:

Campos obrigatórios estão marcados com *

*

*