O papel de Dilma | Fábio Campana

O papel de Dilma

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Por Mary Zaidan

Petrobras, Correios, IBGE. Maltratadas pela ingerência do governo, instituições que até pouco tempo eram sinônimos de orgulho, confiança e credibilidade, foram postas na berlinda. Roubadas, abusadas e desrespeitadas, elas sofrem as consequências do perverso modus operandi do PT que, em seu benefício, se apossa do patrimônio do país.

Vítima de contratos escandalosos de bilhares de dólares, a maior estatal brasileira agoniza desde que vieram à tona as esquisitices da compra da refinaria de Pasadena (EUA) e o superfaturamento das obras de Abreu e Lima. Agora, com o ex-diretor Paulo Roberto Costa entregando operadores e políticos envolvidos na roubalheira, a petroleira está no olho do furacão.

Hoje, a mesma Petrobras que o ex Lula usou para derrotar os tucanos José Serra e Geraldo Alckmin, deixa o governo e aliados com nervos à flor da pele. Causa arrepios na campanha petista e tira do eixo a candidata-presidente Dilma Rousseff.

Na sexta-feira, acossada pelos jornalistas sobre o tema, ela lançou-se ao desvario: “O papel da imprensa não é o de investigar e sim divulgar informações”. Uma frase para enrubescer até a mais dedicada imprensa chapa branca.

Os Correios, serviço respeitadíssimo desde o Primeiro Império, devem estar cansados de tanto abuso. Depois de ser o embrião do mensalão, é flagrado agora praticando gentilezas ao postar 4,8 milhões de panfletos de Dilma sem a chancela obrigatória.

Ainda que a remessa tenha sido paga pela campanha, Dilma tergiversa ao insistir nesse argumento. Sabe, mas faz de conta que não, que o cerne da questão não é o pagamento, mas a excepcionalidade conferida.

O governo pode se lixar para os Correios, mas os carteiros, não. Indignados com a regalia, foram eles os denunciantes.

O octogenário IBGE, que há poucos meses perdeu diretores-pesquisadores depois da tentativa petista de adiar a divulgação do Pnad trimestral, enredou-se em novo vendaval: erros graves na síntese anual de 2013. O Instituto acertou ao corrigir e admitir o erro, mas arranhou a sua credibilidade.

Embora faça fita de que quer investigar o caso, o governo não tem demonstrado qualquer interesse na excelência do IBGE. Vem, sistematicamente, cortando verbas do Instituto, impedindo pesquisas. Aconteceu em 2005, quando o corte adiou para 2007 a contagem da população. E, novamente, no orçamento enviado ao Congresso para 2015.

Em vez do papelão de ditar ridículas regras para o exercício do jornalismo, Dilma deveria centrar-se no papel do presidente da República, que é eleito para governar e não para usar e abusar do Estado em nome de um projeto de poder.


10 comentários

  1. zangado
    domingo, 21 de setembro de 2014 – 16:58 hs

    O papel de Dilma é impronunciável …

  2. zangado
    domingo, 21 de setembro de 2014 – 16:58 hs

    O papel de Dilma – impronunciável …

  3. Vigilante do Portão
    domingo, 21 de setembro de 2014 – 18:03 hs

    “Esquisitices”, no caso de Pasadena, é um eufemismo do Campana.

  4. Helena
    domingo, 21 de setembro de 2014 – 19:43 hs

    Eu não sei porque os seus adversários políticos não estão batendo nela tal como merece. E deveria estar nas pesquisas em último lugar, acho que ela é a pior candidata entre todos, tem um currículo “espetacular”!

  5. ferreira
    domingo, 21 de setembro de 2014 – 19:50 hs

    Sim, o pt é o algoz da PeTrobras, dos Correios e das próximas vítimas da vez como :Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, BNDS………..

  6. Preocupado
    domingo, 21 de setembro de 2014 – 19:57 hs

    Como resolver isso se não há diferença entre Estado e Partido para o PT? Sentem-se donos da PETROBRAS, dos CORREIOS e do IBGE, e, assim, acham que podem fazer qualquer coisa lá. Difícil!

  7. ATENTO
    domingo, 21 de setembro de 2014 – 20:08 hs

    O PAPEL DE DILMA DEVERIA SER O HIGIENICO PELO MENOS PARA LIMPAR AS M………. QUE FEZ DURANTE OS QUATRO ANOS

  8. domingo, 21 de setembro de 2014 – 20:45 hs

    Infelizmente a maioria dos eleitores não tem discernimento para vislumbrar as “patacuadas” da DILMA e uma análise do que foi o MENSALÃO I e agora o MENSALÃO II. A corrupção não entra na cabeça desses semianalfabetos e ignorantes. É necessário muita explicação para entenderem esses desmandos e essa roubaalheira generalizada.Se com o dinheiro gasto nos estádios de futebol fossem construídos ESCOLAS, nesses quatro anos já teríamos uma resposta mais convincente sobre entendimento.

  9. sargento tainha
    domingo, 21 de setembro de 2014 – 22:16 hs

    Bahh! Tche!Bah! Fabio!
    Estive no exterior- Paraguai Uruguai.
    Mas no Paraguai do ex-bispo traçador!
    La tá,… uma maravilha com o pessoal trabalhando , sem o bolsa escroto miseria. Aqui virou um antro de Ali baba sua concubina e 75+8+4+25,… picaretas, travestidos de politicos, digo ladroes!

  10. LUIZ B.
    segunda-feira, 22 de setembro de 2014 – 8:33 hs

    ENQUANTO EXISTIR OS PÉ DE BICHO,SUGA SANGUE,MORTOS DE FOME DO B.F.ISSO NÃO MUDA,ESSA QUADRILHA É OPORTUNISTA,E ESSES MORTOS DE FOME TROCAM O VOTO POR UM PRATO DE COMIDA E UMA GARRAFA DE CACHAÇA,NÃO VÃO QUERER PERDER A ESMOLA.

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