No Paraná, Aécio critica Dilma e Marina | Fábio Campana

No Paraná, Aécio critica Dilma e Marina

aécio e alvaro

Do G1:

O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, afirmou nesta quinta-feira (25), em ato de campanha em Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, que não se pode “governar como se vai ao supermercado”. O presidenciável também fez críticas direcionadas à candidata à reeleição, Dilma Rousseff, e à adversária do PSB, Marina Silva. Segundo ele, ambas não tem ‘condições de governabilidade’.

“Não é possivel que você possa achar que vai se governar como se vai ao supermercado: ir até uma prateleira e dizer ‘esse é bom, esse é ruim, esse é biodegradável, esse serve mais. Esse é o produto transgênico, pode não servir , mas hoje serve”, disse. “Não é assim que se governa. Nós temos um projeto para o Brasil, um projeto consistente”, completou.

O candidato voltou a citar as denúncias de corrupção na Petrobras. Ele falou que é preciso ouvir o depoimento de mais ex-diretores da estatal para avançar nas investigações de suposto esquema de beneficiamento de políticos com o pagamento de propina por meio de contratos da petrolífera com empresas. Nos últimos dias, o ex-diretor de Refino e Abastecimento da estatal Paulo Roberto Costa vinha prestando depoimentos à Polícia Federal e ao Ministério Público para acordo de delação premiada, para poder receber benefícios judiciais em caso de condenação.

Aécio também questionou a capacidade de Dilma e Marina governarem o país. “A presidente da República, Dilma Rousseff, perdeu as condições de governabilidade pelo conjunto da obra: economia em frangalho, um cemitério de obras incabadas e abandonadas com sobrepreços, indicadores sociais, todos eles, piorando. A candidata Marina, a quem eu respeito pessoalmente, não adquiriu essas condições de governabilidade”, disse.

“Agenda da federação”

Aécio Neves também defendeu uma “agenda da federação” para o país e prometeu dar fim ao que ele chamou de “estado unitário”, que, segundo o candidato, foi criado pelo Partido dos Trabalhadores no governo federal.

“Nós temos que ter a agenda da federação – eu fui governador do estado brasileiro que tem o maior número de municípios [Minas Gerais], por duas vezes – são 853. Eu sei exatamente a penúria por que passam os municípios brasileiros e as dificuldades por que passam os estados”, afirmou o tucano, que defendeu a negociação da dívida dos municípios

Aécio afirmou, ainda que é preciso devolver aos estados autonomia, para que eles recuperem a capacidade de investimento. “O governo do PT transformou o Brasil um estado unitário, só o governo federal tudo tem e tudo pode. E se agisse pelo menos de forma republicana, o mal seria menor. Mas como temos visto no exemplo paranaense, não tem agido de forma republicana. Nós vamos refundar a federação no Brasil”, afirmou o tucano.

Empréstimos barrados no Paraná

O candidato também criticou o atraso de dois anos na liberação de recursos ao Paraná do Proinveste, linha de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A liberação de R$ 817 milhões ocorreu em junho de 2014, após uma liminar do Supremo Tribunal Federal (STF).

“Ela [Dilma]passará para a história como a presidente da República que permitiu, por questões políticas mesquinhas, que o estado e o povo do Paraná fossem punidos ao longo desses últimos anos”. Para Aécio, houve uma ação deliberada de bloqueio de recursos. “Enquanto estados amigos do Rei, ou da Rainha, tinham facilidades, ao Paraná eram criadas dificuldades”, assinalou.
O Paraná foi o último estado da federação a ter acesso a recursos do Proinveste. A demora provocou atrito entre as gestões nacional e estadual. Inicialmente, a Secretaria do Tesouro Nacional, vinculada ao Ministério da Fazenda, afirmava que o financiamento não havia sido liberado porque o Paraná havia gasto além do limite estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) com a folha de pagamento.

Depois, a Secretaria do Tesouro Nacional alegou que, em 2013, o estado não investiu o percentual mínimo de 12% na saúde. Por fim, uma dívida com o BNDES referente à liquidação do Banco de Desenvolvimento do Paraná (Badep) travou mais uma vez a liberação dos recursos.

Região sul

O tucano, que nesta quinta também visitou os estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, afirmou que a vinda à região já estava programada, mas celebrou o fato de ela coincidir com uma “rota de crescimento” da candidatura dele nos estados do sul. “Eu amanheci hoje no Rio Grande do Sul, onde todos os indicadores, inclusive de pesquisas divulgadas lá ontem, houve o crescimento da candidatura. Em Santa Catarina já lideramos a corrida, e aqui no Paraná as informações que temos é que também estamos na frente”, apontou.


Um comentário

  1. Pedrita do BO'
    sexta-feira, 26 de setembro de 2014 – 11:41 hs

    O povo brasileiro deveria chamar a razão e eleger o Aecio, de longe não e’ o candidato de nossos sonhos, mas com absoluta certeza e’ o melhor que a quadrilha do PT, ou a recém despoetizada Marina sem zina, que um kinderovo!

    Brasileiros vamos a razão!

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