Na ONU, Dilma usa discurso para ressaltar seu governo | Fábio Campana

Na ONU, Dilma usa discurso para ressaltar seu governo

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Da Folha:

A pouco mais de uma semana do primeiro turno das eleições no Brasil, a presidente Dilma Rousseff usou cerca de metade de seu discurso de 24 minutos na abertura na Assembleia-Geral da ONU, em Nova York, para falar sobre temas internos, dizendo que seu governo “assumiu a responsabilidade” de combater a corrupção no país e destacando avanços sociais dos “últimos 12 anos”, de governo do PT.

“A história mostra que só existe uma maneira correta e eficiente de combater a corrupção: o fim da impunidade com o fortalecimento das instituições que fiscalizam, investigam e punem atos de corrupção, lavagem de dinheiro e outros crimes financeiros”, disse Dilma, em meio ao escândalo da Petrobras.

“Essa é a responsabilidade de cada governo. Responsabilidade que nós assumimos, ao fortalecer nossas instituições”, completou, em referência ao trabalho feito pela Polícia Federal.

“Fortalecemos e demos autonomia aos órgãos que investigam e também ao que faz controle interno do governo. Criamos leis que punem tanto o corrupto quanto o corruptor.”

Dilma disse que o governo manteve a solidez fiscal diante da crise e “continuou a distribuir renda, estimulando o crescimento e o emprego, mantendo investimentos em infraestrutura”.

“Não descuramos da solidez fiscal e da estabilidade monetária e protegemos o Brasil frente à volatilidade externa”, disse. “Resistimos às suas piores consequências: o desemprego, a redução de salários, a perda de direitos sociais e a paralisia do investimento”, afirmou.

“O Brasil saltou da 13ª para a 7ª maior economia do mundo e a renda per capita mais que triplicou. A desigualdade caiu.”

Dilma destacou que o país reduziu a dívida líquida pública de aproximadamente 60% para 35% do PIB, e a dívida externa bruta em relação ao PIB de 52% para 14%. “As reservas internacionais foram multiplicadas por dez, e, assim, nos tornamos credores internacionais”, disse.

A presidente defendeu o controle da inflação no país, que está no teto, dizendo que a taxa “tem se situado nos limites da banda de variação mínima e máxima fixada pelo sistema de metas em vigor no país”.

Dilma, contudo, admitiu que a crise global atingiu o Brasil, “de forma mais aguda, nos últimos anos”. “Tal fato decorre da persistência, em todas as regiões do mundo, de consideráveis dificuldades econômicas, que impactam negativamente nosso crescimento”, afirmou.

UNIÃO GAY

Tocando um tema sensível da campanha no Brasil, a presidente destacou que a Suprema Corte “reconheceu a união estável entre pessoas do mesmo sexo, assegurando-lhes todos os direitos civis daí decorrentes”.

Segundo ela, a universalidade dos direitos fundamentais “devem ser protegidos de toda seletividade e de toda politização, tanto no plano interno como internacional”.

Dilma abriu seu discurso destacando a construção, “nos últimos 12 anos” do governo PT, de uma “sociedade inclusiva baseada na igualdade de oportunidades”.

“Há poucos dias, a FAO [órgão da ONU para a alimentação e a agricultura] informou que o Brasil saiu do mapa da fome. Essa mudança foi resultado de uma política econômica que criou 21 milhões de empregos, valorizou o salário básico, aumentando em 71% seu poder de compra”, disse.

SÍRIA

Apesar de não condenar diretamente os ataques dos EUA e seus aliados à milícia radical Estado Islâmico (EI) na Síria, iniciados há dois dias, a presidente disse que o “uso da força é incapaz de eliminar as causas profundas dos conflitos”.

“A cada intervenção militar não caminhamos para a paz, mas, sim, assistimos ao acirramento desses conflitos”, disse, citando a “persistência da questão palestina, o massacre sistemático do povo sírio, a trágica desestruturação nacional do Iraque, a grave insegurança na Líbia, os conflitos no Sahel e os embates na Ucrânia”.

“Verifica-se uma trágica multiplicação do número de vítimas civis e de dramas humanitários”, afirmou.

Sem especificar, Dilma disse não ser possível aceitar que “essas manifestações de barbárie recrudesçam, ferindo nossos valores éticos, morais e civilizatórios”.

A presidente reforçou a posição do Brasil de “condenar o uso desproporcional da força” de israelenses contra palestinos na faixa de Gaza e criticou a “administração precária” da crise na região.

“Esse conflito deve ser solucionado e não precariamente administrado, como vem sendo. Negociações efetivas entre as partes têm de conduzir à solução de dois Estados –Palestina e Israel– vivendo lado a lado e em segurança, dentro de fronteiras internacionalmente reconhecidas.”

As crises internacionais foram usadas por Dilma para defender uma “verdadeira reforma do Conselho de Segurança”, um “processo que se arrasta há muito tempo”.

“Estou certa de que todos entendemos os graves riscos de paralisia e da inação da ONU”, disse.


12 comentários

  1. Doutor Prolegômeno
    quarta-feira, 24 de setembro de 2014 – 13:14 hs

    A falação externa deste governo é ditada pela ideologia que exala bueiros de Havana, Caracas e outras vilas cucarachas. Para compensar as políticas internas “conservadoras”, que namoram bancos, empreiteiras, oligopólios privados e outros interesses inconfessáveis, o lulopetismo posa de “pogreçista” em política externa, aliando-se a bandidos, ditadores e genocidas, como Al-Bashir, a família mafiosa dos Castro e Assad. Tudo sob a batuta de BlackTeeth, o filósofo.

  2. ferreira
    quarta-feira, 24 de setembro de 2014 – 13:25 hs

    Essa guerrilheira, defensora de ladrões e homicidas, com sua hipocrisia está qualificando o povo brasileiro perante o mundo de maneira vergonhosa e mentirosa, não sabe cuidar de sua casa como doméstica e foi dar pitaco na ONU.
    Vá de retro ……………….

  3. Sergio R.
    quarta-feira, 24 de setembro de 2014 – 14:24 hs

    O anão diplomático foi a ONU e confirmou: É anão mesmo.

  4. Moisés Fróes
    quarta-feira, 24 de setembro de 2014 – 15:27 hs

    A corruPTsta Dilma acha que os membros da ONU são trouxas, burros, iguais àqueles eleitores do Brasil que votam Nella.

  5. sergio silvestre
    quarta-feira, 24 de setembro de 2014 – 15:36 hs

    Imaginem,contar para os netos suas façanhas na luta pela democracia do Pais.Imagino também aqueles que vociferam contra ela,não tem nada para contar para os netos e filhos,sempre ficaram ao descaso da história,ai ladram para serem notados .
    Pobres diabos,se acomodaram na mediocridade e esqueceram que seu tempo se foi e todo perdido com asneiras.
    Lendo o teor desses comentarios acima é de dar pena destes raivosos.
    Estão com raiva de que???????????????

  6. Zangado
    quarta-feira, 24 de setembro de 2014 – 15:45 hs

    A ONU costumava ser uma esperança, depois desse pronunciamento perdeu a finalidade …

  7. Perguntador
    quarta-feira, 24 de setembro de 2014 – 16:03 hs

    Devia ser expulsa de lá pelos componentes. É uma pouca vergonha usar uma organização que deveria ser séria, que devia ser responsável por grandes decisões de nível mundial, para fazer campanha de baixo nível para reeleição.

    Essa ANTA me envergonha e a muitos brasileiros, tenho certeza.

  8. Helena
    quarta-feira, 24 de setembro de 2014 – 16:32 hs

    Uai, então ela, o Lula e toda a tropa petista deveriam se entregarem à Polícia Federal

  9. SEXAGENÁRIO
    quarta-feira, 24 de setembro de 2014 – 17:22 hs

    Sergio Silvestre, essa guerrilheira lutou pela “democracia” soviética/cubana/chavista. Se você acha boa, mude-se do Brasil para Venezuela, Cuba, Bolívia, ou para pqp.
    Nós queremos mudar o Brasil para ficar melhor para nossos netos e contar a eles como nos livramos dessas pragas !
    Obs: sei do que estou falando, fui preso em Brasília no ano 1968 ( lembra do AI-5) quando estudante e não me aparelhei aos comunistas por que essa ideologia era e é é boa para os vagabundos oportunistas.

  10. Parreiras Rodrigues
    quarta-feira, 24 de setembro de 2014 – 18:03 hs

    Fui preso em 73 por escrever, e por lutar pela redemocratização no debate, no confronto de idéias, no convencimento, não metralhando, roubando com interesse de substituir uuma ditadura da direita por uma ditadura de esquerda. Dilma, Genoíno, Zé Dirceu nunca lutaram por ideais, mas por interesses próprios.
    Preso, olhado torto na escola, despedido de emprego – difícil na época, pediam ficha do Dops, a minha tava cheia de explicações como escreve difamando as autoridades militares e coisa e tal.
    Meus netos não se envergonham de mim, já os dela…

  11. luiz antonio
    quarta-feira, 24 de setembro de 2014 – 20:34 hs

    Ela alardeia que foi torturada, mas nunca veio a público dizer do que era acusada, bem como explicar porque os processos contra ela estão guardados e ninguém pode ter acesso. Devia contar na tal Comissão da Verdade o que ela fazia na época negra da ditadura. Se é pra esclarecer pontos obscuros sobre a ditadura, comece dando o exemplo.

  12. Tarzan
    quinta-feira, 25 de setembro de 2014 – 10:24 hs

    Essa senhora tem indícios de ter comido MAMONA (receita do senador REQUIÃO inimigo nº1 do Paraná) por falar tantas ASNEIRAS.
    No seu (DILMÁ) desgoverno e do MOLUSCO a corrupção faz parte dessa gangue que só está faltando criar o MINISTÉRIO DA CORRUPÇÃO.

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