Justiça obriga Atlético-PR a permitir acesso de jornalistas à Arena | Fábio Campana

Justiça obriga Atlético-PR a permitir acesso de jornalistas à Arena

arena da baixada just

Da CBN Curitiba:

A Justiça do Paraná determinou que o Atlético-PR não crie restrições de acesso de jornalistas à Arena da Baixada, em Curitiba, para a cobertura de todos os jogos do Campeonato Brasileiro de 2014 a serem realizados no estádio.

A decisão liminar, assinada pela juíza Ana Paula Becker, atende pedido em ação judicial promovida pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná (Sindijor-PR) e impõe multa de R$ 1.000 para cada profissional que seja impedido de trabalhar na praça esportiva.

Segundo o advogado Roberto Mezzomo, do escritório Sidnei Machado Advogados Associados, o Atlético-PR vem recusando sistematicamente o credenciamento de jornalistas, especialmente fotógrafos, que pedem autorização para trabalhar em jogos na Arena da Baixada.

A postura do clube foi observada antes do jogo contra o Palmeiras, no último dia 9, e no decorrer desta semana, que antecede a partida contra o Vitória no domingo (14) às 18h30.

“As negativas apresentadas pelo clube não trazem nenhuma justificativa e violam a Lei Pelé, em seu artigo 42, que consagra o direito de cobertura jornalística desportiva, e a Constituição Federal, que assegura o direito à liberdade de comunicação”, afirma o advogado Roberto Mezzomo.

Deverão ter acesso à Arena da Baixada, segundo a decisão judicial, os jornalistas que estejam efetivamente em serviço, tenham solicitado credenciamento previamente e comprovem possuir cadastro atualizado na Associação dos Cronistas Esportivos do Paraná (ACEP), na Associação de Repórteres Fotográficos e Cinematográficos (ARFOC) e na Associação de Cronistas Esportivos do Brasil (ACEB) ou Associação Brasileira de Cronistas Esportivos (ABRACE).


8 comentários

  1. Diogo Almeida
    segunda-feira, 15 de setembro de 2014 – 12:28 hs

    Um fato pequeno que mostra a total incoerência de membros do judiciário, e principalmente, de setores do jornalismo paranaense! Desrespeito completo à propriedade privada, desrespeito claro aos contratos e partes que assinaram e, principalmente, desrespeito com a inteligência e a razão daqueles que acompanham o esporte e, em alguns casos as mazelas judiciárias! O Clube Atlético Paranaense, assim como todos os clubes do Brasil, só tem obrigações com os detentores da transmissão, com o que foi estipulado entre as partes, CBF, Globo(e afins) e os clubes….a propriedade privada, treinos, entrevistas, etc…está prevista em contrato! O argumento do advogado de defesa, usando o art. da lei pele é mentiroso, pois nenhum veículo, repórter, e outros aqui da terrinha está proibido de usar as imagens em seus meios de transmissão, e o art 42 permite que não se coloque repórteres lá dentro sim, basta ler o OU escrito no próprio artigo! Alegar censura é jogo de cena, coisa de gente que faz troça do conhecimento alheio…Nunca vi o CAP, assim como nunca vi nenhum outro clube(pelo menos que me lembre), mesmo com notícias mentirosas e difamatórias, proibir a publicação de matérias (isto é que seria censura)…..a alegação que fere a igualdade entre os membros da imprensa, o qual o juiz fundamentou a decisão desta catastrófica liminar, também é bizarra…..pois fere o direito dos setores que pagaram para transmitir os jogos, ocupa o lugar de repórteres que deveriam estar lá! Se nenhum repórter da imprensa paranaense tem indicações de seus superiores, eles que paguem o clube! Clubes de futebol não são públicos, não são casa da mãe Joana, onde qualquer um pode entrar a hora que quiser….. um fato pequeno, mas que mostra a atual atuação de jornalistas, o atual comportamento de membros do judiciário e, influência sim, no atual descontrole de toda sociedade brasileiros! Fora Gazeta, fora Tribuna, etc….se querem entrar chutando porta, vão nos clubes populistas, assinem contratos, ou melhorem a qualificação de seus funcionários para que eles ganhem o credenciamento daqueles que escolhem seus representantes (afinal, ambos, tribuna e gazeta fazem parte da RPC, logo da rede Globo)

  2. tadeu rocha
    segunda-feira, 15 de setembro de 2014 – 12:49 hs

    E O COXA …. JÁ ESTA COM UMA PERNA NA SEGUNDA DIVISÃO, QUE FEIO EM PRESIDENTE DO COXA, VAMOS SALVAR O COXA COMEÇANDO PELO PRESIDENTE QUE É MUITO RUIM,,,,,

  3. Luiz Eduardo
    segunda-feira, 15 de setembro de 2014 – 14:34 hs

    Se é uma propriedade privada porque foi colocado tanto dinheiro pú blico na construção da Arena? Por falar nisto, quando o Atlético começa a pagar a fortuna que recebeu ou vai prevalecer o conceito do maravilhoso vereador Mario Celso, que disse : este dinheiro não é para ser pago mesmo. Belo caráter seu vereador de bosta. Seu político sem vergonha.

  4. LUÍS SANTOS
    segunda-feira, 15 de setembro de 2014 – 15:24 hs

    BOA TARDE JORNALISTA CAMPANA!

    Onde esta a propalada coerência da “groriosa” imprensa esportiva curitibana? Quando falam e/ou escrevem asneiras DIZEM que estão exercendo a famigerada democracia, MAS se alguém contestá-los é censura!
    É óbvio que jogadores e/ou clubes NADA RECEBEM das rádios e jornais (exceto os detentores dos direitos!) pelo material/fotos divulgados. E os cronistas esportivos AINDA têm a pachorra de AFIRMAR que estão divulgando gratuitamente; ora é público e notório que a audiência dessa galera geralmente É TRAÇO! Ademais, é um festival de: “tamém”, “eu acho”, “brigado/brigada”, “né”, “craro”, “jogada aguda” e outras baboseiras! Ah! Alguém seria hipócrita de afirmar o contrário? Então ouça Cbn, Rb2, Transamérica, Banda B, etc…

  5. Diogo Almeida
    segunda-feira, 15 de setembro de 2014 – 15:31 hs

    Luiz Eduardo, este é o tipo de comentário que mostra a cabeça de ovo de alguns…..o fato de um clube privado receber dinheiro público, não estatiza este clube! Não existe clube público filho….demais a mais, o grande equívoco no Brasil é esta sanha anti privatização….mas como o assunto é justiça e futebol, teu argumento é nefasto….o CAP continua sendo um clube privado….e teus outros comentários são os mesmos que sempre falam os torcedores de outras agremiações do Estado, ou de gente sem noção que não diferencia público do privado….

  6. SOLANGE LOPES
    segunda-feira, 15 de setembro de 2014 – 20:58 hs

    Que o Atlético vai dar o calote nos empréstimos contraidos para a reforma da arena, até os cachorros que passeiam na praça em frente, sabem.

  7. Luiz Carlos Giublin Junior
    terça-feira, 16 de setembro de 2014 – 10:00 hs

    Parece que a Justiça também não sabe separar o que é público e o que é privado, já que condenou o CAP. Por outro lado, no estado democrático, “decisão da Justiça se cumpre, não se discute”. Concordo que no Brasil a palavra “privatização” foi endemoniada pela esquerda caviar, o que é de uma imbecilidade monumental. Porém, não concordo em estatizar os custos(da Arena) e privatizar os benefícios(só do CAP). Penso que muita gente neste país tem “cabeça de ovo” e que só sabe diferenciar o público do privado quando isso convém…..Na minha opinião(que é particular) isso tem nome…..e não é bonito…..

  8. Gabriel Denis Weiss
    quinta-feira, 18 de setembro de 2014 – 12:00 hs

    Por falar em dinheiro público, parece que não é só o CAP que usa dinheiro público:
    Uma comissão especial formada por Atlético Mineiro, Corinthians, Coritiba, Flamengo, Fluminense, Internacional e Vitória, representando os 24 principais times do País, propõe a amortização da dívida ao longo de 20 anos, levando-se em conta o futuro crescimento do mercado do futebol no Brasil e o consequente aumento das receitas dos clubes.
    Pela proposta dos clubes, 5% do total da dívida seriam pagos até 2015, 25% até 2021, 35% até 2027 e o restante até 2034.
    Com base nos balanços de 2012, o volume da dívida dos principais clubes de futebol chega a R$ 2,5 bilhões.
    Já o Coritiba, sabe-se que deve mais de R$100 milhões, sabe-se lá desde quando? E mesmo assim, contrata jogadores e técnicos caros (tipo Alex, Deivid, Celso Roth,…) e investe em seu estádio com recursos próprios. Tem até uma placa bem em frente ao Estádio dizendo: “Aqui nós construímos, com recursos próprios”.
    Ora! Se não pagar impostos, até eu construo meu barraco com recursos próprios!

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