Campanha de Dilma em 2010 pediu dinheiro ao esquema do 'petrolão' | Fábio Campana

Campanha de Dilma em 2010 pediu dinheiro ao esquema do ‘petrolão’

palo roberto costa veja

Da Veja:

Há três semanas, VEJA revelou que o ex-diretor da Petrobras havia dado às autoridades o nome de mais de trinta políticos beneficiários do esquema de corrupção. A lista, àquela altura, já incluía algumas das mais altas autoridades do país e integrantes dos partidos da base de apoio do governo do PT. Ficou delineada a existência de um propinoduto cujo objetivo, ao fim e ao cabo, era manter firme a adesão dos partidos de sustentação ao governo. O esquema foi logo apelidado de “petrolão”, o irmão mais robusto mas menos conhecido do mensalão, dessa vez financiado por propinas cobradas de empresas com negócios com a Petrobras. À medida que avançava nos depoimentos, Paulo Roberto ia dando mais detalhes sobre o funcionamento do esquema e as utilidades diversas do dinheiro que dele jorrava. Era tudo tão bizarro, audacioso, inescrupuloso e surpreendente mesmo para os padrões da corrupção no mundo oficial brasileiro, que alguém comparou o esquema a um “elefante-voador” — algo pesadamente inacreditável, mas cuja silhueta estava lá bem visível nos céus de Brasília.

A reportagem de VEJA estampada na capa da edição de 10 de setembro passado revelou a mais nítida imagem do bicho. Ninguém contestou as informações. Agora, surge mais um “elefante-voador” originário do mesmo ninho do anterior. Paulo Roberto Costa contou às autoridades que, em 2010, foi procurado por Antonio Palocci, então coordenador da campanha da presidente Dilma Rousseff. O ex-diretor relatou ter recebido o pedido de pelo 2 milhões de reais para a campanha presidencial do PT. A conversa, segundo o ele, se deu antes do primeiro turno das eleições. Antonio Palocci conhecia bem os meandros da estatal. Como ministro da Fazenda, havia integrado seu conselho de administração. Era de casa, portanto, e como tal tinha acesso aos principais dirigentes da companhia. Aos investigadores, Paulo Roberto Costa contou que a contribuição que o ex-ministro pediu para a campanha de Dilma sairia da “cota do PP” na Petrobras.

Quando as autoridades quiseram saber se o dinheiro chegou ao caixa de campanha de Dilma em 2010, Paulo Roberto limitou-se a dizer que acionou o doleiro Youssef para providenciar a “ajuda”. Pelo trecho da delação a que VEJA teve acesso, Paulo Roberto Costa diz não poder ter certeza de que Youssef deu o dinheiro pedido pela campanha de Dilma, mas que “aparentemente” isso ocorreu, pois Antônio Palocci não voltou a procurá-lo.


6 comentários

  1. Zangado
    sábado, 27 de setembro de 2014 – 22:04 hs

    Então o Paloçi também prestava essa “consultoria” …

  2. Paolo
    sábado, 27 de setembro de 2014 – 23:03 hs

    Tenho um adjetivo a essa notícia: PÍFIA!!! Se não tem PROVAS de que a campanha do PT RECEBEU o dinheiro, fica o dito pelo não dito!!! É por essas e outras que esses SAFADOS SE SAFAM SEMPRE!!!!!

  3. DIREITINHA
    sábado, 27 de setembro de 2014 – 23:52 hs

    Pior é saber que tudo isso é apenas denuncia e nada acontece.
    ninguém é punido e o esperto corrupto e delator fica em liberdade.
    e muita injustiça os eleitores ficarem sem saber os candidatos que estão envolvidos antes das eleiçoes.
    eles continuam suas campanhas a todo o pavor.Passa a eleição e tudo é esquecido.

  4. luis
    domingo, 28 de setembro de 2014 – 10:12 hs

    Tudo bem, estamos no fim da campanha, mas tem coisa que dá nojo!

  5. justino bonifacio martins
    domingo, 28 de setembro de 2014 – 12:22 hs

    Querem colar esse canalha na Dilma; não conseguirão. Esquecem as ligações da Marina com o Itau, com o megaespeculador Soros e o menino da cocadaboa das Alterosas!

  6. francisco eugenio canesin
    domingo, 28 de setembro de 2014 – 19:53 hs

    PT ( LULA E DILMA) CHEFES DA QUADRILHA

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