Requião quer devolver ao Estado a capacidade de planejar a longo prazo | Fábio Campana

Requião quer devolver ao Estado a capacidade de planejar a longo prazo

C

De Senge-Pr:

Caso eleito, candidato peemedebista afirma que irá promover concurso público para os quadros técnicos de engenharia e arquitetura para montar um banco de projetos.

O candidato do PMDB ao governo, Roberto Requião, disse que pretende devolver ao estado a capacidade de planejar a longo prazo. A afirmação foi feita na abertura do Debate Paraná, evento realizado na noite desta terça-feira, 19, no Sindicato dos Engenheiros (Senge-PR), com o apoio dos conselhos de engenharia e arquitetura Crea-PR e CAU-PR e o Sindicato dos Arquitetos (Sindarq/PR). “O déficit de engenheiros na gestão pública é um problema nacional, fruto de terceirizações absurdas. Este esvaziamento deve ser corrigido, a partir da abertura de concursos que possibilitem montar um acervo, um banco de projetos, com a oferta de um salário mínimo profissional que não nos envergonhe”, disse.

Porém, o candidato ressaltou que para cumprir o compromisso há a necessidade de avaliar as contas do Estado.”É preciso avaliar a situação econômica do Estado para, em seguida, assumir os devidos compromissos financeiros. Nos últimos três anos do meu governo, a despesa cresceu 20,73% e o ICMS cresceu 24,04%. Administramos o Estado como uma dona de casa, sem gastar um tostão a mais do que foi arrecadado. Atualmente, a despesa subiu 28,51% para uma arrecadação de 25,25%. Ou seja, estamos gastando mais”, completou.

Segundo Requião, o último orçamento de sua gestão como governador 2006 a 2010 foi de R$ 16 bilhões. “Agora, com a ST (Substituição Tributária), o atual governador retirou da economia R$ 32 bilhões. Ainda que tenha sido dobrada a arrecadação, o Paraná ocupa a penúltima posição do Brasil em investimentos como infraestrutura, saúde, formação”, observou.
A alternativa para este quadro, segundo o candidato peemedebista ao governo paranaense está no enxugamento da máquina administrativa do estado com um profundo corte nos cargos comissionados.

Pedágio – Questionado a respeito do não cumprimento dos contratos de pedágio por parte das concessionárias, fato apontado em relatório da Comissão Tripartite, da qual fizeram parte Senge-PR e Crea-PR como representantes dos usuários, Requião disse que o fator preponderante para o isso está relacionado à precariedade e fragilidade do aparato de gestão do Governo do Estado. “Acredito que o pedágio não deve acabar, contanto que apresente um preço razoável. Conheço os sistemas de rodovias de todo planeta e tenho nutrido uma admiração especial pelo sistema norte americao. Lá, ainda que o formato seja privado, ao lado das freeways existe sempre uma alternativa pública”, disse. “Aqui no Paraná, as ações que movi, infelizmente, caíram na armadilha da lentidão da Justiça. Terminei o governo sem poder resolver este problema e o governador que me sucedeu, eleito com o financiamento dos donos do pedágio, suspendeu as ações judiciais. Defendo a retomada destas ações e deste processo.” disse Requião

Copel – A respeito da Copel e seu atual cenário, Requião afirmou que a empresa executa uma “mágica” pouco interessante para si própria e para os consumidores. “Pesquisa recente apontou que a energia produzida pela Copel custa R$ 2,00 o megawatt/hora, mas chega na ponta a um valor de R$ 822, ou seja, uma valorização de 4 mil porcento ao longo do processo. A Copel parou de planejar e passou a simplesmente vender energia, jogando a ineficiência da sua gestão em cima da tarifa que o consumidor compra da Copel Distribuidora. Eleito farei a transposição, um aporte de capital da Copel Geração para a Distribuidora, cobrindo o déficit que a faz ser ameaçada de perder a concessão”, prometeu o candidato peemedebista.

Desenvolvimento urbano – Tendo a política estadual de desenvolvimento urbano em pauta, o candidato disse que, em seu governo, as cidades do interior recebiam forte apoio e consultoria para a elaboração de projetos. “Terminei o mandato colocando o Paraná como o único estado a ter a regularização do Plano Diretor em 100% dos seus municípios. Hoje esse processo é clientelísta, não há mais planejamento e gestão, apenas politicagem. As verbas são distribuídas sem nenhum sentido ou verificação da importância para município e região. Isso tem que ser reavaliado”, defendeu.

Agropecuária – Para os setores da agricultura e pecuária Requião afirmou que vai retomar
programas implementados em sua gestão, como a irrigação noturna, Trator Solidário, Gado Leiteiro e o fundo de aval para garantir empréstimos a agricultores que não têm a propriedade legalizada. “Farei ainda o reforço do IAPAR e da Emater, em paralelo às políticas para superar desigualdades, dar condição de plantio e do financiamento da produção e fomentar o desenvolvimento do setor paranaense”, concluiu.

Considerações finais – Ao encerar a sua participação no Debate Paraná, Roberto Requião destacou a sua ação no Senado e sua experiência no contexto internacional verificada com a influência nociva de administrações capitalistas da América e Europa. “Entre todas as atividades que realizo, tenho aprendido muito a partir da interação com as administrações do mundo, como o Panamá, Uruguai, Itália, Grécia e Espanha”, disse. “Em todos, vejo uma pesada situação gerada pelo domínio absoluto do capital. Acredito que o capital é bom quando investido em inovação, mas a cobiça nos leva à crise”, comentou.
Sobre as metas se eleito, Requião afirmou que pretende eliminar impostos, estabelecer políticas de financiamento de desenvolvimento de inovações, implementar o imposto zero para inovação tecnológica, seja ela importada ou produzida no Brasil.
“Temos aqui um estado forte, poderoso e criativo. Temos que acabar com a desistência absoluta da competição, sob o pretexto que não podemos competir com a Ásia., estabelecendo um dique de
contenção a este tipo de raciocínio submisso”, finalizou.
Nesta quarta-feira, o Debate Paraná prossegue com a sabatina do candidato do PTC ao governo, Tulio Bandeira. O evento será na sede do Senge-PR, na Rua Marechal Deodoro, 630, 22º andar, com transmissão online pela internet.

Confira abaixo a agenda completa do Debate Paraná

Tulio Bandeira, candidato do PTC – quarta-feira, 20 de agosto, das 20 h às
21h30
Gleisi Hoffmann, candidata do PT – quinta-feira, 21 de agosto, das 20h às
21h30,
Bernardo Pilotto, candidato do PSOL – sexta-feira, 22 de agosto, das 20h
às 21h30,
Ogier Bucchi, candidato do PRP – segunda-feira, 01 de setembro, das 20h às
21h30,
Beto Richa, candidato do PSDB – terça-feira, 02 de setembro, das 20h às
21h30,
Geonísio Marinho, candidato do PRTB – quarta-feira, 3 de setembro, das 20h
às 21h30
Rodrigo Tomazini, candidato do PSTU – quinta-feira, 4 de setembro, das 20h
às 21h30.

Por Daniela Licht (Assessoria de Imprensa Crea-PR – Regional Curitiba)


7 comentários

  1. Martha
    quarta-feira, 20 de agosto de 2014 – 17:11 hs

    Requião foi 3 vezes governador e não fez. Vai fazer agora? Se for eleito novamente, vamos ter que dizer para a população ingênua que o elegeu; “Sabe nada, inocente”. Requião parece aquele caloteiro que está sempre adiando o pagamento, sempre prometendo e não cumprindo. E ainda consegue mais um empréstimo…

  2. Brenno
    quarta-feira, 20 de agosto de 2014 – 17:14 hs

    Como no seu outro governo, vai chamar o deputado petista Enio Verri para a Secretaria de Planejamento? Pois é, tem gente que acredita em coelhinho da páscoa, papai noel, boi de mamão, cuca, saci pererê…

  3. Beatrix Kiddo
    quarta-feira, 20 de agosto de 2014 – 17:45 hs

    A cada dia que passa o senador prova que eu estou certo, o cara é maluco mesmo. Agora quer recriar um banco de projetos, quando o mesmo maluco acabou com o Badep, que era um banco de projetos . O cara confia totalmente na falta de memória e na ignorância do eleitor.

  4. zangado
    quarta-feira, 20 de agosto de 2014 – 18:26 hs

    O mesmo do mesmo para depois não fazer nada disso e fazer o mesmo, isto é, nada …
    Já teve oportunidade demais para fazer o que está “pregando”.
    Como ele não tem vergonha de fazer isso, os paranaenses e principalmente a classe técnica do Estado deveria lhe dizer um solene e exemplar “NÃO” em outubro !!!

  5. Parreiras Rodrigues
    quarta-feira, 20 de agosto de 2014 – 20:23 hs

    Doze anos de governo são doze anos de governo. Se foram “fantásticos” os seus doze anos de governo, o Paraná não precisaria mais ouvir as mesmas promessas de desenvolvimento, de melhorias na saúde, na educação, na segurança.
    Tem gente que acredita. Quem não conhece, compra. Eu, hein?

  6. INDIGNADO
    quarta-feira, 20 de agosto de 2014 – 22:42 hs

    DEVE TER APRENDIDO A PLANEJAR AGORA PORQUE EM NENHUM DOS SEUS TRÊS MANDATOS CONSEGUIU PLANEJAR PARA OS PRÓXIMOS QUINZE DIAS QUANTO MAIS PARA VÁRIOS ANOS.

  7. NA CORDA BAMBA
    quinta-feira, 21 de agosto de 2014 – 5:37 hs

    Este maluco precisa ser encaminhado para um hospício e
    fim de papo !!!

Deixe seu comentário:

Campos obrigatórios estão marcados com *

*

*