'CPI da Petrobras' foi uma grande farsa, aponta Veja | Fábio Campana

‘CPI da Petrobras’ foi uma grande farsa, aponta Veja

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A edição deste fim de semana da revista Veja traz a denúncia de que o PT e o comando da CPI da Petrobras no Senado montaram uma fraude que consistia em passar antes aos depoentes as perguntas que lhes seriam feitas pelos senadores. Esta CPI foi abandonada pelos partidos de oposição logo na sua instalação, após a constatação de que o governo já havia dominado o comando da comissão para impedir qualquer avanço nas investigações.

A oposição ao governo do PT no Congresso participa apenas da CPI Mista da Petrobras. “Quem assiste ao vídeo do começo ao fim percebe claramente o que está sendo tramado naquela sala. E o que está sendo tramado é, simplesmente, uma fraude caracterizada pela ousadia de obter dos parlamentares da CPI da Petrobras as perguntas que eles fariam aos investigados e, de posse delas, treiná-los para responder a elas. Barrocas revela no vídeo que até um gabarito foi distribuído para impedir que houvesse contradições nos depoimentos. Um escárnio. Um teatro”, diz trecho da matéria de Veja. Leia a seguir outros trechos da matéria

A CPI da Petrobras foi criada com o objetivo de não pegar os corruptos. Ainda assim, o governo e a liderança do PT no Senado decidiram não correr riscos e montaram uma fraude que consistia em passar antes aos investigadores as perguntas que lhes seriam feitas pelos senadores. A trama foi gravada em vídeo. Era tudo farsa. Mas começou parecendo que, dessa vez, seria mesmo para valer. Em março deste ano, os parlamentares tiveram um surto de grandeza institucional. Acostumados a uma posição de subserviência em relação ao Palácio do Planalto, eles aprovaram convites e convocações para que dez ministros prestassem esclarecimentos sobre programas oficiais e denúncias de irregularidades. Além disso, começaram a colher as assinaturas necessárias para a instalação de uma CPI destinada a investigar os contratos da Petrobras. Ventos tardios, mas benfazejos, finalmente sopravam na Praça dos Três Poderes, com deputados e senadores dispostos a exercer uma de suas prerrogativas mais nobres: fiscalizar o governo. O ponto alto dessa agenda renovadora era a promessa de escrutinar contratos firmados pela Petrobras, que desempenha o papel de carro-chefe dos investimentos públicos no país. Na pauta, estavam a suspeita de pagamento de propina a servidores da empresa e o prejuízo bilionário decorrente da compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, operação que jogou a presidente Dilma Rousseff numa crise política sem precedentes em seu mandato. O embate estava desenhado. O Legislativo, quem diria, esquadrinharia o Executivo. Pena que tudo não passou de encenação.

VEJA teve acesso a um vídeo que revela a extensão da fraude. O que se vê e ouve na gravação é uma conjuração do tipo que, nunca se sabe, pode ter existido em outros momentos de nossa castigada história republicana. Mas é a primeira vez que uma delas vem a público com tudo o que representa de desprezo pela opinião pública, menosprezo dos representantes do povo no Parlamento e frontal atentado à verdade. Com vinte minutos de duração, o vídeo mostra uma reunião entre o chefe do escritório da Petrobras em Brasília, José Eduardo Sobral Barrocas, o advogado da empresa Bruno Ferreira e um terceiro personagem ainda desconhecido.

A decupagem do vídeo mostra que, espantosamente, o encontro foi registrado por alguém que participava da reunião ou estava na sala enquanto ela ocorria. VEJA descobriu que a gravação foi feita com uma caneta dotada de uma microcâmera. A existência da reunião e seus participantes foram confirmados pelos repórteres da revista por outros meios — mas a intenção da pessoa que fez a gravação e a razão pela qual tornou público seu conteúdo permanecem um mistério. Quem assiste ao vídeo do começo ao fim — ele acaba abruptamente, como se a bateria do aparelho tivesse se esgotado — percebe claramente o que está sendo tramado naquela sala. E o que está sendo tramado é, simplesmente, uma fraude caracterizada pela ousadia de obter dos parlamentares da CPI da Petrobras as perguntas que eles fariam aos investigados e, de posse delas, treiná-los para responder a elas. Barrocas revela no vídeo que até um “gabarito” foi distribuído para impedir que houvesse contradições nos depoimentos. Um escárnio. Um teatro.


6 comentários

  1. NA CORDA BAMBA
    sábado, 2 de agosto de 2014 – 15:58 hs

    O que falta mais para que o povão perceba todas as maracu-
    taias que o PT está fazendo para passar uma borracha nas
    falcatruas ? Não dá mais mesmo…

  2. grasshopper
    sábado, 2 de agosto de 2014 – 16:09 hs

    Todo mundo sabe como toda CPI termina, o que a gente não sabe é qual vai ser o sabor da pizza que vão pedir desta vez, e o nome da pizzaria escolhida. Só isto

  3. CRISTOVÃO
    sábado, 2 de agosto de 2014 – 19:15 hs

    No final será CPI- PETROBRÁS SERÁ servido PIZZA COM GASOSA(LINA), mais uma vergonha do PT

  4. sábado, 2 de agosto de 2014 – 20:25 hs

    A podridão tomou conta do Legislativo também, pois o Executivo tem como norma desde 2003. Cada vez que tentam apurar os malfeitos governamentais e da Petrobras vira tudo em Pizza. Como dar crédito para Dilma e o PT diante de tantas lambanças? Ainda bem que outubro está perto para defenestrarmos essa gangue que se instalou há 12 anos no Palácio Alvorada.

  5. Helena
    sábado, 2 de agosto de 2014 – 22:47 hs

    A CPI da “chapa-branca” é só para referendar as mentiras dos responsáveis pela roubalheira e falcatruas da Petrobrás. Depois dessa
    as ações dessa empresa vão despencar de vez, e a credibilidade de nosso País, desce junto também.
    Meu Deus, onde vamos parar?!

  6. Roberto
    terça-feira, 20 de outubro de 2015 – 6:42 hs

    Este deputado Luiz Sérgio puniu empresários (CORRUPTORES) e safou a cara dos políticos (CORRUPTOS), eis a cara da IMPUNIDADE que impera no Brasil,

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