PMDB deixa Requião fora dos R$ 35 milhões do PT e acordo com Gleisi fica sem efeito | Fábio Campana

PMDB deixa Requião fora dos R$ 35 milhões do PT e acordo com Gleisi fica sem efeito

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PMDB e PT deixaram o senador Roberto Requião (PMDB) fora do rateio de R$ 35 milhões que os petistas sinalizam apoiar, através de doações, cinco candidaturas ligadas aos parlamentares peemedebistas no Senado. Requião tinha a expectativa de receber parte do dinheiro para sua campanha no Paraná e sinalizou um acordo de não agressão com a senadora Gleisi Hoffmann (PT), sua adversária ao Palácio do Iguaçu, e apoio incondicional à reeleição de Dilma Rousseff (PT). O dinheiro não virá e Requião voltou a bater em Gleisi.

A Folha de S. Paulo, na edição de domingo (27), revelou que o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), costurou o recebimento de uma ajuda de campanha de R$ 35 milhões. O PT arrecadaria o valor por meio de doações, repassaria a quantia a cinco candidatos do PMDB a governos estaduais em Rondônia, Amazonas, Paraíba, Pará e Alagoas – onde Renan Filho é o nome do partido na disputa. Em quatro desses Estados o candidato peemedebista tem o apoio oficial do PT (a exceção é em Rondônia).

O vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), foi informado da exclusão da maioria do partido no repasse e exigiu que fosse feita uma distribuição igualitária para todos os candidatos da sigla. Segundo relatos ouvidos pela reportagem da Folha, a negociação com Renan foi acertada com Aloizio Mercadante (PT), ministro da Casa Civil.

Por meio de sua assessoria, o ministro negou que tenha tratado do assunto com Renan ou com “qualquer liderança do PMDB”: “A Casa Civil não trata das finanças de campanhas, sendo este um tema exclusivo dos partidos”.

O mal-estar no PMDB chegou aos ouvidos de assessores de Dilma. Congressistas afirmam que o imbróglio foi o principal motivo da volta de Temer à presidência do partido. Porém, a equipe de Temer nega, alegando que ele voltou ao comando do PMDB para estar à frente da interlocução política na campanha.

Pelo desenho acordado entre PT e PMDB, seriam repassados cerca de R$ 8 milhões para Alagoas, Paraíba, Amazonas e Pará. Rondônia, Estado do então presidente do partido, Valdir Raupp, ficaria com R$ 3 milhões.

“Eles acharam que ninguém ficaria sabendo. Tem que ser socializado”, ironiza um cacique do PMDB à Folha. A cúpula do partido quer contemplar, entre outros, os candidatos ao governo de Goiás, Iris Rezende, do Ceará, Eunício Oliveira, e do Rio Grande do Norte, Henrique Eduardo Alves. Nenhum deles é apoiado pelo PT.

Petistas negam a articulação, mas afirmam que há pressão de aliados –como PMDB, PR e PP– para ajuda nos Estados. Um peemedebista da cúpula da legenda explica, sob a condição do anonimato, a “dependência” da doação intermediada pelo PT: segundo ele, o empresário doa com mais facilidade “para quem manda”. Auxiliares do comitê presidencial afirmam que a ordem é ajudar, mas só depois que conseguirem resolver a campanha nacional.

Além disso, a orientação é “endurecer” com partidos que possuem ministérios, como o PMDB, já que, na avaliação petista, os titulares das pastas têm interlocução com o empresariado.Segundo relato de participantes da negociação, houve acerto e o valor será distribuído de maneira “igualitária”. Outros peemedebistas afirmam que a negociação não se concretizou. A assessoria de Temer afirma que os partidos da coligação nacional tentarão auxiliar “politicamente” todos os palanques estaduais que estiverem alinhados com Dilma.


4 comentários

  1. grasshopper
    terça-feira, 29 de julho de 2014 – 20:42 hs

    Viu no que deu tanto destempero senador maluco, agora a tua turma ficou sem esta grana toda. E não é pouca porcaria não, duvido que o candidato a senador vá “disponibilizar” tanta grana assim. Se ferrou hein tigrão, pão duro do jeito que é deve estar se roendo de raiva. E rogando muita praga na princesinha e na companheira.

  2. Dieter
    terça-feira, 29 de julho de 2014 – 22:02 hs

    Esse dinheiro o pt vai arrecadar dos cofres públicos cujos donos eles se acham.

  3. Paty
    quarta-feira, 30 de julho de 2014 – 0:44 hs

    Dois Falsos, Mentirosos !

  4. HENRY
    quarta-feira, 30 de julho de 2014 – 10:16 hs

    ACHO QUE ESSA NÃO É A PREOCUPAÇÃO DO CANDIDATO “bob” COMEDOR DE MAMONAS. AFINAL ELE TEM O “marcelo PEDÁGIO almeida”, COMO CANDIDATO A SENADOR E QUE COM O NOSSO DINHEIRO DO PEDÁGIO, BANCARÁ A CAMPANHA DO bob Req.

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