O Mineirazo e Dilma | Fábio Campana

O Mineirazo e Dilma

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Merval Pereira, O Globo

Assim como Dilma não faz gol, nem defende pênalti, também não escala o time. Por isso, nada tem a ver com o vexame protagonizado pela seleção brasileira na tarde de ontem no Mineirão. Mais uma vez, porém, foi xingada por parte da torcida presente ao estádio, em igualdade de condições com Felipão e Fred.

Nada mais equivocado do que essa repetição de comportamento, mas, mais uma vez, a equipe de marketing que assessora a candidata à reeleição errou na dose ao imaginar que a campanha da seleção poderia reverter em seu benefício, que não tem nada a ver com o sucesso do campeonato.

Até mesmo a derrota desmoralizante é mais um ingrediente para tornar esta a Copa das Copas, por razões alheias à atuação do governo. Dentro dos estádios, a Copa pode ser considerada a melhor de todos os tempos, e provavelmente a goleada de 7 a 1 sofrida pelo Brasil vai consolidar o recorde de gols marcados nesta edição.

Ficou claro, à medida que a seleção brasileira chegava aos trancos e barrancos à semifinal, que o Palácio do Planalto arvorou-se o responsável pelo sucesso da Copa, e tudo estava sendo preparado para que a presidente Dilma revertesse a situação da abertura, quando, mesmo não discursando por temor das vaias, foi xingada em uníssono no Itaquerão.

Com a seleção se classificando para as semifinais, Dilma confirmou que entregaria a taça ao campeão e classificou as vaias como “ossos do ofício”, na afoita esperança de que, entregando a Copa do Mundo ao capitão brasileiro Thiago Silva, tudo lhe seria perdoado. Fez de tudo para associar sua imagem à da seleção pretensamente vitoriosa, fazendo até o “é tois” do Neymar para exibir-se nas redes sociais.

Mais grave, fez uma ligação direta — mais desastrada do que os passes longos da defesa brasileira para o ataque inexistente — entre o sucesso da Copa e as previsões pessimistas para a economia brasileira este ano.


5 comentários

  1. tadeu rocha
    quarta-feira, 9 de julho de 2014 – 13:52 hs

    foi uma vergonha essa copa para BRASIL, os culpados são … a EMPRENSA , QUE BAJULOU ESSES JOGADORES,, COMO NEYMAR FRED ETC…GALVÃO BUENO ESSE PÉ FRIO, RONALDINHO, CIA LTDA. DEPOIS O FELIPÃO, MAIS QUEM CONTRATOU ELE FOI CBF. ELES SABIAM QUE ELE NÃO ERA O TECNICO CERTO. E ALGUNS JOGADORES QUE NÃO PODERIAM ESTA NA SELEÇÃO…ENFIM UMA VERGONHA

  2. Paranaense
    quarta-feira, 9 de julho de 2014 – 14:28 hs

    Tenho uma teoria sobre o tão falado “apagão” que deu na “seleção do Felipão” e causou a “derrota”:

    É que, aos 9 minutos do primeiro tempo, foi anunciado a presença de Mick Jagger no Mineirão, torcendo para o Brasil.
    Aliado ao fato dos alemães estarem usando a camisa do flamengo . . .
    Só podia dar “pane” no cérebro dos jogadores do Felipão.
    Tanto que, a partir daí, a Alemanha fez 7. Só não fez 10 dou 12, porque não quiz.

  3. Doutor Prolegômeno
    quarta-feira, 9 de julho de 2014 – 15:07 hs

    Assim como o antecessor, Dilma é pé frio de lascar. Seu simples olhar afunda bolo com fermento dobrado. O lulopetismo é a praga de vodu do Brasil.

  4. FUI !!!
    quinta-feira, 10 de julho de 2014 – 5:55 hs

    Se a Dilma pensou que ganhando a Copa do Mundo o as-
    sunto da eleição estava resolvido enganou-se completamente.
    O PT tentou pegar carona na onda da Copa e começou
    surfando e quando viu que o tamanho do tombo seria gigan-
    tesco procurou o paraquedas, mas cadê !?

  5. Ricardo Winters
    quinta-feira, 10 de julho de 2014 – 12:21 hs

    E o que é que tem entregar a taça a Messi? Estou torcendo pelos nossos vizinhos sulamericanos. Se ganhar a competente equipe alemã, merecido também. Que entregue a taça a Lahm. A Copa está sendo linda. Nem assunto Merval tem mais pra falar do governo federal e vem com essa agora. O Brasil perdeu. E feio. Tá na hora da CBF mudar de doutrina. Ah, sim, e o viaduto caiu (infelizmente pelas vidas perdidas e pelo prejuízos decorrentes com a reconstrução) no estado de Aécio, e numa obra do município de BH, no qual o prefeito é do partido de Eduardo Campos.

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