Eduardo Campos diz que recusou oferta do PT para sair candidato em 2018 | Fábio Campana

Eduardo Campos diz que recusou oferta do PT para sair candidato em 2018

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O candidato à Presidência Eduardo Campos (PSB) afirmou nesta segunda-feira (7) ter recusado propostas feitas pelo governo para que ele e seu partido permanecessem na coalizão de apoio a Dilma Rousseff (PT), entre elas uma “para 2018”. Nos bastidores, petistas dizem que houve a sinalização a Campos de que ele poderia ser o candidato da aliança ao Palácio do Planalto daqui a quatro anos, caso se mantivesse fiel a Dilma.

A declaração de Campos foi dada em resposta à pergunta sobre por que o PSB, que hoje considera o governo Dilma um fracasso, integrou a gestão por mais de dois anos e meio, vindo a romper com o Planalto só em setembro do ano passado.

“Quando vimos que o projeto tinha inconsistências, fizemos a crítica interna. E fizemos o que não é comum na política, saímos do governo. Saímos pela porta da frente. A nós foi tentada várias promessas, de participação no governo, de participação em chapa, promessa para 2018”, afirmou Campos, sem detalhar essas supostas ofertas.

No segundo dia oficial de campanha, o pessebista fez uma caminha em Águas Lindas (GO), no entorno do Distrito Federal, na tentativa de passar o sinal de que o governo convive com bolsões de pobreza em sua vizinhança. No domingo, ele estreou a campanha com uma visita à favela Sol Nascente, no Distrito Federal, uma das maiores do país.

“Marqueteiro”

“Acho que chegou a hora da presidente Dilma sair de trás do marqueteiro e vir para as ruas falar com o povo, dizer o que ela fez nesses quatro anos. Porque a gente procura no Brasil real e não encontra o governo desses quatro anos”, afirmou em entrevista ao lado de sua vice, Marina Silva, outra dissidente da coalizão petista.

“Há o Brasil colorido do marketing e um Brasil em preto e branco que o marketing não mostra”, reforçou Marina. Segundo a dupla, a prioridade da chapa é percorrer o “Brasil que pede socorro”.

Na caminhada pelo comércio de Águas Lindas, por algumas vezes Marina, candidata à Presidência em 2010 e bem mais conhecida do que Campos, foi o centro das atenções.

No percurso, os dois encontraram várias pessoas do Norte e do Nordeste (Marina é do Acre, Campos é de Pernambuco), incluindo um primo de segundo grau do pessebista, Ângelo Fábio Braga Arraes, 42. Eletricista e morador de Águas Lindas, Ângelo afirmou que já havia tentado se encontrar várias vezes com Campos, mas nunca obtivera sucesso.

O candidato à Presidência brincou dizendo que o reconheceu como parente pelos olhos claros e pelo formato calvo da cabeça, segundo ele similares ao do avô, o ex-governador de Pernambuco Miguel Arraes, morto em 2005. “Se puser a foto dele ao lado do meu avô não precisa fazer DNA”, brincou.

Na caminhada, Campos e Marina também fizeram prognósticos para a final da Copa. O pessebista aposta em Brasil e Holanda. Marina afirmou torcer para ser o Brasil “contra qualquer um”. Além da caminhada pelo comércio, os dois visitaram um projeto social na cidade.


Um comentário

  1. Saul
    terça-feira, 8 de julho de 2014 – 9:02 hs

    Esse cidadão é cria do PT, como a Marina Silva. E não esperem nada diferente se não está sendo operado o plano B do PT. Como todos sabem o governo está mais por baixo que c….. de cobra, e para não perder a mamata lançaram Eduardo Campos já coligado com Marina Silva, ou seja, querem permanecer seja lá como for. É bom o povão ficar esperto pois, depois da copa é que teremos a real situação do Real. A economia está em queda livre, a inflação voltou pesada, indústrias estão abortando os plano de investimentos, principalmente no setor automotivo. A coisa está feia. Pense bem em quem votar. Muitos empresários estão seriamente preocupados com o destino do Brasil. A indústria interna não consegue competir com a externa. Isso gera desemprego e perda de rendas. Não vamos permitir que os aloprados petistas acabem com o país. O governo PT não está preocupado com o povo. Se estivesse estaria controlando a economia incentivando o crescimento do setor privado, criando novos empregos, aumentando a renda do trabalhador, incentivando o setor público e mantendo o gasto público baixo. Nada está tão ruim que não possa piorar. Abram os olhos ou se ferrem mais quatro anos.

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