PSTU lança candidatura à presidência | Fábio Campana

PSTU lança candidatura à presidência

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O PSTU (Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado) realizou sua Convenção Nacional Eleitoral na manhã deste sábado, dia 14, e homologou, por unanimidade, as candidaturas do operário Zé Maria à presidência da República e da professora Claudia Durans à vice.

Com a presença de cerca de 500 pessoas de várias regiões do Brasil, aconvenção aconteceu no Sinpeem (Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal – SP).

Com debates sobre a nova situação aberta no país a partir das
manifestações de junho de 2013 e das lutas e greves que se espalharam
desde então, o PSTU defende que as mudanças, que os trabalhadores e a
maioria da população precisam, virão das ruas, lutas e greves.

Segundo Zé Maria, é uma obrigação da esquerda apresentar uma alternativa
aos trabalhadores e setores oprimidos nestas eleições. De acordo com o
operário, os atuais governos, seja do PT, PSDB ou PMDB, não atenderam e
nem atenderão as reivindicações expressadas nas ruas e nas lutas em
curso.

“O que fizeram na Copa é uma demonstração simbólica das escolhas desses
governantes. Foram mais de 30 bilhões de reais para a Fifa, empreiteiras
e grandes empresas, enquanto os hospitais no país estão caindo aos
pedaços, não tem investimentos na educação, faltam moradias e condições
ao povo pobre”, discursou.

“É possível sim usar a riqueza produzida no país para atender as
necessidades dos trabalhadores. Apresentaremos um projeto que atenda
isso. É preciso ter coragem para romper com o imperialismo, banqueiros e
grandes empresários e, governar, de fato, para os trabalhadores e o
povo”, complementa Zé Maria.

A candidata à vice-presidente Claudia Durans destacou a repressão e o
processo de criminalização que os governos deram como resposta às
reivindicações das ruas. Diante do aumento da violência policial e dos
assassinatos na periferia, Claudia falou da necessidade da luta contra o
racismo, o machismo e a homofobia. “Nossa candidatura não deixará de
fazer esse debate e enfrentar essa situação”, disse.

Após a Convenção, o PSTU realizará, na parte da tarde deste sábado e no
domingo, dia 15, o Seminário Nacional de Programa “Nas ruas, nas lutas e
nas greves, construir um Brasil para os trabalhadores”. O objetivo é
reunir os movimentos sociais e intelectuais de esquerda para construir,
junto com o PSTU, um programa socialista para o Brasil.

ANEXOS:
– Fotos de Divulgação da Convenção Nacional Eleitoral
– Folder com a Programação do Seminário de Programa
– Release

Abaixo, breve biografia dos candidatos do PSTU

BREVE BIOGRAFIA:
José Maria de Almeida, o Zé Maria: a trajetória de um operário que não
mudou de lado

José Maria de Almeida nasceu em Santa Albertina, interior de São Paulo,
em 2 de outubro de 1957. Foi três vezes candidato à Presidência da
República, 1998, 2002 e 2010. Mas não começou aí a sua trajetória
política no país. Zé Maria, como ficou conhecido, começou sua militância
política nas greves operárias do ABC no final da década de 70.

O jovem metalúrgico Zé Maria começou sua militância entre os anos de
1976 e 1977, em Santo André (SP). Participou ativamente das lutas e
mobilizações da classe operária no ABC paulista que foram fundamentais
na luta pelo fim da ditadura. Foi preso duas vezes e torturado durante o
regime militar por lutar pelo direito à organização dos trabalhadores e
pelas liberdades democráticas. Esteve à frente, em 1980, da fundação do
PT e, posteriormente, da Central Única dos Trabalhadores (CUT). Em 1992,
foi expulso do PT junto com a Convergência Socialista por defender o
“Fora Collor” contra a direção do partido e por discordar da adaptação
petista aos patrões e ao Estado. Em 1994, ajudou a fundar o PSTU. Hoje,
constrói a CSP-Conlutas, importante instrumento de organização dos
trabalhadores. São quase quatro décadas ao lado dos trabalhadores e da
juventude e com a mesma convicção de que só a luta pelo socialismo pode
mudar de verdade a vida dos trabalhadores.

Cláudia Durans, pré-candidata à vice-presidência da República
Claudia nasceu em São Luiz, no dia 7 de março de 1965. A vida política
se iniciou bem cedo, aos 16 anos, quando ingressou no grupo de jovens do
bairro da Liberdade na capital maranhense. Em 1983, ingressou no curso
de Serviço Social da UFMA, onde participou ativamente do movimento
estudantil. Nesse período, iniciou também sua militância no PT. Em 1992,
junto com o Zé Maria e a organização Convergência Socialista rompe com o
PT e, em 1994, participa da fundação do PSTU.

É assistente social e, desde 1992, professora do Departamento de Serviço
Social da UFMA. Claudia é mestra e doutora em Serviço Social e autora do
livro “Limites do Sindicalismo e Reorganização da Luta Social” (EDUFMA,
2008). Atualmente, é diretora da Associação de Professores da
Universidade Federal do Maranhão e tem participado ativamente das lutas
nacionais em defesa da Educação Pública de Qualidade. Claudia é também
ativista do movimento negro “Quilombo Raça e Classe” e do movimento
feminista “Movimento Mulheres em Luta”.


2 comentários

  1. Vigilante do Portão
    domingo, 15 de junho de 2014 – 8:55 hs

    Já temos em quem votar.

    Casas para todos;
    Escolas para todos;
    Sítios para todos;
    Carro para todos.

    Redução da jornada de trabalho;
    Aumento de salário;
    5 dias de descanso remunerado por semana;

    Entre outras faláceas.

  2. QUESTIONADOR
    segunda-feira, 16 de junho de 2014 – 13:04 hs

    -Outro comunista que nunca obteve êxito em sua campanha…graças à Deus, menos um para combater!!!!
    -Além do mais, a melhor propaganda para se combater um comunista é deixá-lo falar!!!!

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