"Governo vira bolivariano e Dilma baixa decreto aloprado", diz Faep | Fábio Campana

“Governo vira bolivariano e Dilma baixa decreto aloprado”, diz Faep

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“A sociedade e principalmente as entidades representativas não podem mais silenciar à escalada de medidas que estão conduzindo o país ao padrão político e econômico falido do bolivarismo venezuelano, ou pior, de Cuba”. Essa é a explicação do presidente da Faep (Federação da Agricultura do Paraná) sobre a nota oficial da entidade em que o decreto 8.243, da presidente Dilma Rousseff, que institui a Política Nacional de Participação Social (PNPS) e o Sistema Nacional de Participação Social (SNPS), é classificado como “aloprado”.


Através do seu boletim informativo, revista semanal editada pela Faep (www.sistemafaep.org.br) e é distribuído impresso para mais de 25 mil produtores rurais e lideres políticos, o comportamento do governo federal e o PT são fortemente criticados. A capa da última edição traz uma foto de violência em manifestação sob o título “A Democracia ameaçada” e em seis páginas destrincha as intenções do texto do decreto presidencial. “Acoitados em artigos e parágrafos, o texto tenta, por decreto, mudar a ordem constitucional”, afirma a nota.

Segundo a Faep, o decreto cria um sistema para que a “sociedade civil” participe diretamente em todos os órgãos e entidades da administração pública federal direta e indireta através de conselhos, comissões, conferências, ouvidorias, mesas de diálogo. Tudo isso tem, segundo o decreto, o objetivo de “consolidar a participação social como método de governo”. “A participação social numa democracia representativa se dá através dos seus representantes no Congresso,
legitimamente eleitos. Mas o decreto de Dilma dispensa o Poder Legislativo”, argumenta o documento da federação.

“Em português claro, se os movimentos sociais controlados e manipulados pelo secretário geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, pelo PT e seus sócios não aprovarem, nada prosseguirá. A administração pública é engessada. Os cidadãos que trabalham, pagam contas e impostos que se danem”, complementa a nota da Faep.

Assim, na “sociedade civil” petista, o MST, por exemplo, deverá obrigatoriamente ser ouvido na política agrária; o MTST (os sem teto) na política habitacional e assim por diante. Era assim que acontecia em 1917, com a criação dos “sovietes” da Revolução Bolchevique na Rússia.

No texto do seu boletim, a Faep lembra a quebra do artigo 5º da Constituição (“todos são iguais perante a lei”), o “nefasto” IIIPNDH (Plano Nacional dos Direitos Humanos), assinado por Lula nos estertores do seu governo, as diretrizes do PT para a campanha de 2014, os médicos cubanos e a ajuda econômica ao regime castrista, e outros, como exemplos eloquentes da doutrina do “Fórum de São Paulo”. Este fórum, avalizado em 1990 por Lula e Fidel Castro, fixou o objetivo do chamado “socialismo democrático”, sinônimo do bolivarismo vigente na Venezuela, Bolívia e Equador, por
enquanto.

Diante disso, a Faep conclui: “repudiamos, de forma veemente – como o fez em janeiro de 2010 com o malfadado IIIPNDH – esse decreto lamentável da presidente da República. Apoia e não medirá esforços nesse sentido para enterrá-lo pelo Poder Legislativo e pelo Poder Judiciário, porque os brasileiros não merecem viver numa república bolivariana”.

A seguir, a íntegra da nota oficial da Faep

Um novo decreto aloprado

Decreto de Dilma quer transformar o Brasil numa república bolivariana

O Diário Oficial da União do último dia 26 de maio estampou em suas páginas a mais nova estapafúrdia tentativa dos governos do PT em mudar o regime democrático por decreto. Assim como fez o ex-presidente Lula, no ocaso de seu governo, em 2010, assinando um decreto com o nefasto III Programa Nacional de Direitos Humanos (IIIPNDH), sua pupila e sucessora Dilma Rousseff foi bem mais além. Ela assinou o Decreto 8.243 criando a Política Nacional de Participação Social (PNPS) e o Sistema Nacional de Participação Social. Acoitados em artigos e parágrafos, o texto tenta, por decreto, mudar a ordem constitucional.

O decreto cria um sistema para que a “sociedade civil” participe diretamente em “todos os órgãos e entidades da administração pública federal direta e indireta através de conselhos, comissões, conferências, ouvidorias, mesas de diálogo”. Tudo isso tem, segundo o decreto, o objetivo de “consolidar a participação social como método de governo”. A
participação social numa democracia representativa se dá através dos seus representantes no Congresso, legitimamente eleitos. Mas o decreto de Dilma dispensa o Poder Legislativo.

A “sociedade civil”, citada 24 vezes no texto do decreto de Dilma e do seu partido, está explicito no artigo 2º, I, quando a define como “cidadãos, coletivos, movimentos institucionalizados ou não institucionalizados, suas redes e suas organizações”.

Ou seja, MST, MTST, MPL, CUT, UNE e similares ou não, controlados e financiados pelo PT e pelo governo federal. Os objetivos ficam mais claros quando estipula que todos os órgãos e entidades da administração pública federal direta ou indireta, devem formular seus programas em atenção ao que o tais “mecanismos de participação social”. Em português claro, se os movimentos sociais controlados e manipulados pelo secretário geral da Presidência da República, Gilberto
Carvalho, pelo PT e seus sócios não aprovarem, nada prosseguirá. A administração pública é engessada. Os cidadãos que trabalham, pagam contas e impostos que se danem.

Assim, na “sociedade civil” petista, o MST deverá obrigatoriamente ser ouvido na política agrária; o MTST (os sem teto) na política habitacional e assim por diante. Era assim que acontecia em 1917, com a criação dos “sovietes” da Revolução Bolchevique na Rússia.

O decreto 8.243 de Dilma Rousseff é considerado por especialista como uma das maiores barbaridades jurídicas já cometidas. No entanto o que ele representa é a mais ousada execução do “socialismo democrático” defendido pelo radicalismo do PT para transformar o Brasil numa Venezuela, Bolívia, Equador ou na mais clara ditadura, como Cuba.
Ele busca deslegitimar as instituições em especial o Legislativo e enxovalha a Constituição.

A Federação da Agricultura do Paraná (FAEP) repudia de forma veemente – como o fez em janeiro de 2010 com o malfadado IIIPNDH – esse decreto lamentável da presidente da República. Apoia e não medirá esforços nesse sentido para enterrá-lo pelo Poder Legislativo e pelo Poder Judiciário, porque os brasileiros não merecem viver numa república bolivariana.

Ágide Meneguette – presidente da Federação da Agricutura do Estado do Paraná


15 comentários

  1. RAMIRES
    sábado, 7 de junho de 2014 – 21:42 hs

    JOSÉ SERRA NO GLOBO NEWS………REFORMA AGRÁRIA RADICAL,CAPITAL ESTRANGEIRO FORA, ESTATIZAR, É COISA DA ESQUERDA ANTIGA, ESTAS COISAS SAÍRAM DA PAUTA NO MUNDO DE HOJE.
    JORGE GERDAU NO 27º FÓRUM DA LIBERDADE ……SERÁ QUE
    VAMOS CHAMAR A CRISTINA KIRCHNER PRA VIR AJUDAR ADMINISTRAR NOSSO PAIS, NÃO BASTA Q FEZ NA ARGENTINA?!

    PARABÉNS ÁGIDE, VEJO Q LÍDERES COMEÇAM A TOMAR
    CORAGEM NESTE ENFRENTAMENTO AO ATRAZO.

  2. RAMIRES
    sábado, 7 de junho de 2014 – 21:44 hs

    JOSÉ SERRA NO GLOBO NEWS………REFORMA AGRÁRIA RADICAL,CAPITAL ESTRANGEIRO FORA, ESTATIZAR, É COISA DA ESQUERDA ANTIGA, ESTAS COISAS SAÍRAM DA PAUTA NO MUNDO DE HOJE.

    JORGE GERDAU NO 27º FÓRUM DA LIBERDADE ……SERÁ QUE
    VAMOS CHAMAR A CRISTINA KIRCHNER PRA VIR AJUDAR ADMINISTRAR NOSSO PAIS, NÃO BASTA Q FEZ NA ARGENTINA?!

    PARABÉNS ÁGIDE, VEJO Q LÍDERES COMEÇAM A TOMAR
    CORAGEM NESTE ENFRENTAMENTO AO ATRASO.

  3. Edson - Sudoeste PR
    sábado, 7 de junho de 2014 – 22:06 hs

    Ótimo o Decreto, assim os movimentos sociais poderão fazer um papel importante, sugestões importantes para o bom andamento das boas políticas sociais do governo que tem mudado o Brasil e dado condições aos menos favorecidos, olhando por todas as classes, fatos que esse povo de direita como esse da FAEP não toleram…Por que será que eles ficaram tão revoltados e com medo do decreto?? Será que é por exemplo por causa que a Câmara Federal tem uma enorme bancada de deputados ruralistas que manda e desmandam, como quer a FAEP??

  4. Helena
    domingo, 8 de junho de 2014 – 0:29 hs

    Cada dia de mandato do PT, só faz justificar o por quê da ditadura militar, se não fosse ela já estaríamos há muito tempo tal como Cuba. Essa corja que ´se apoderou do nosso país, aos poucos está conseguindo transformar em uma Cuba.
    O Sr. Meneguette tem toda razão.

  5. Valdemar Rossi
    domingo, 8 de junho de 2014 – 2:22 hs

    Exatamente.
    A manter esses quadrilheiros no poder, não vai muito e milícias de maloqueiros vão estar à nossa porta dando ordens.

  6. Luiz Carlos Giublin Junior
    domingo, 8 de junho de 2014 – 7:50 hs

    Já passou da hora de reagir a política gramsciana do PT. Todos os fatos citados na nota da FAEP são provas cabais que o PT quer transformar o Brasil numa grande Cuba, depois de passar uma temporada no bolivarismo venezuelano. Esses dois regimes só trouxeram miséria, repressão e boa vida para um pequeno grupo de parasitas. ACORDA BRASIL, O INIMIGO ESTÁ SE SENTINDO FORTE O BASTANTE PARA AGIR A LUZ DO DIA….SE CONTINUARMOS COMO CORDEIRINHOS INOCENTES NÃO PODEREMOS RECLAMAR DEPOIS…..

  7. Renato Pereira
    domingo, 8 de junho de 2014 – 10:06 hs

    A presidenta Dilma e seus assessores demonstram que não conhecem a Constituição Federal ou “fingem” não conhecê-la. Este decreto somente servirá para aumentar ainda mais a rejeição pelo atual governo.
    A inflação preocupante, desorganização para preparar a Copa do Mundo, vários escândalos de corrupção e um decreto com índole socialista do século anterior indicam um ” fim da linha ” para este governo. As pesquisas de intenção de voto começam a demonstrar este quadro. Isto porque a campanha ainda nem começou.
    A presidente e seu partido estão “semeando ventos” vai chegar a uma hora que “colherão tempestades” . . .

  8. justino bonifacio martins
    domingo, 8 de junho de 2014 – 10:39 hs

    Uma nota aloprada. O setor do agronegócio, do qual a Faep é copartícipe, nunca ganharam tanto quanto nos governos ditos petistas,ao lasdo dos banqueiros. São tão sovinas que não admitem uma mínima participação popular nas decisões que lhes dizem respeito.

  9. Aldoney Batista Siqueira
    domingo, 8 de junho de 2014 – 11:49 hs

    A preocupação do Presidente da FAEP faz sentido! Por diversas vezes ja manifestei através deste blog, a minha preocupação com os rumos que vem sendo tomado na forma de governar. Não é porque está no poder o PT, poderia ser outro partido, o fato é que precisa ser feito urgentemente uma mudança no nosso sistema “federativo”. É preciso dar a importância necessária e devida as bases que são os estados e municipios. O poder nas mãos do presidente(a) do Brasil, são maiores do que o de um Rei. Governam com medidas provisórias, decretos, normas, regulamentos e tantas coisas que não tem como acompanhar. É urgente o estudo sobre um novo sistema que venha de encontro aos verdadeiros anseios e problemas sociais, sem já mais deixar de lado o diálogo e os poderes lagalmente constituidos da democracia “executivo, legislativo e judiciário”. É importante colocar que no momento estes poderes estão enfraquecidos, a sociedade olha com desconfiança as ações destes poderes, ora é uma coisa, ora é outra, a demora pra se fazer justiça é por demais tardio, e com isso mata-se a esperança do povo. Se há uma coisa que nenhum governante ou poder deve fazer é: “matar a esperança de um povo”, quando se mata a esperança de um povo, chega-se a beira do abismo, e isso não pode acontecer. Parabéns Presidente pelo artigo e sua preocupação. Aldoney B. Siqueira, ex-prefeito, ex-diretor da CODAPAR, ex-asses.Inst.SEAB.

  10. Do Interior....
    domingo, 8 de junho de 2014 – 11:51 hs

    É a verdade, nua e crua.
    Depois ainda tem gente que fala mal do FHC.
    Pior que tudo, é a ameaça à constituição e à democracia, o que este governo petista vislumbra.

  11. o amigo do povo
    domingo, 8 de junho de 2014 – 12:52 hs

    Outubro está quase aí, a resposta ao tal decreto aloprado pode ser bem dada nas urnas. E aonde estão as tão aguerridas bancadas religiosas? Dormindo ou pensando só nos próprios interesses?

  12. domingo, 8 de junho de 2014 – 20:05 hs

    As colocações do Pres Meneguette retratam sem dúvidas as preocupações de todo o setor produtivo e em especial do transportes de cargas do Paraná. Os decreto 8243 que cria a Politica Nacional de Participação Social e o Sistema Nacional de Participação Social é uma afronta a democracia em se tratando do aparelhamento do governo federal através da participação nefasta grupos radicais por ele mantido.
    “Quando todas as armas forem propriedade do governo e dos bandidos, estes decidirão de quem serão as outras propriedades” .Benjamim Francklin
    Sérgio Malucelli
    Presidente da Federação das Empresas de Transportes de Cargas do Pr

  13. Helena
    terça-feira, 10 de junho de 2014 – 21:58 hs

    A maior exploração está nos altos tributos que pagamos e ainda não temos o retorno destes, na verdade quem recebe os benefícios são os países de governos totalitários, nós ficamos apenas com INSEGURANÇA PÚBLICA, SAÚDE PÚBLICA CAÓTICA, EDUCAÇÃO DE BAIXO NÍVEL, TRANSPORTES DE PÉSSIMA QUALIDADE E TUDO DA PIOR QUALIDADE.
    ENTÃO QUEM EXPLORA MAIS NESTE PAÍS????

  14. Luiz Lucchesi
    sexta-feira, 13 de junho de 2014 – 11:16 hs

    Parabéns ao colega Engenheiro Agrônomo Ágide Meneguette/Presidente da FAEP pelos corajosos e coerentes posicionamentos em favor da democracia e da liberdade em nosso País.

  15. rafael gimenes de araujo
    sábado, 12 de julho de 2014 – 9:56 hs

    É fácil temos que dar um resposta a esse Maldito governo do PT nas urnas em outubro, FOra PT e seus aliados ideológicos ,temos que nos espelhar e regimes de governo que tem sucesso e não em regimes falidos com o socialismo bolivarismo ou comunismo

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