Coisa de louco | Fábio Campana

Coisa de louco

Psiquiatras e psicólogos nativos perderam a paciência. Declaram insuportável a presença do Coordenador de Saúde Mental da Prefeitura de Curitiba, indicado pelo PT com aval do ex-ministro Padilha (aquele). Marcelo Kimati já correu o trecho sob proteção da malta petista que dirige a Saúde no país. Para cargos de coordenação regional, esteve em Campinas, São Paulo, Brasília, Teresina, Natal e agora desembarcou em Curitiba. Em toda a sua trajetória por esses lugares ficou a certeza de que a sua indicação apadrinhada faz muito mal à saúde mental. Coisa de louco, diz o Ratinho. Há 4.500 pessoas esperando por um psiquiatra da rede pública em Curitiba e 7.500 aguardam consulta com psicólogo. Que tal? Não é mesmo coisa de louco? Ou de incompetente?


33 comentários

  1. Neto
    sexta-feira, 13 de junho de 2014 – 19:04 hs

    Tem que denunciar este cidadão lá para CPI da Psiquiatria.

  2. Gabrielle
    sexta-feira, 13 de junho de 2014 – 22:41 hs

    A Saúde Mental de Curitiba nunca avançou tanto quanto nesses últimos tempos. Pessoas que antes NUNCA haviam sido atendidas em NENHUM serviço de saúde mental de Curitiba hoje apresentam maior acesso. Estávamos atrasados muitos anos em relação a política Ministerial de Saúde Mental. O que existia antes de tudo isso não passava de propaganda do tipo, Curitiba: saúde mental nota 10! Hoje temos CAPS III, articulação com a rede, fortalecimento do atendimento multiprofissional e humanizado. Apesar de ainda existir muito para ser melhorado, acho que as pessoas deveriam conhecer melhor o que é feito e como estamos caminhando em relação a saúde mental. Como trabalhadora da rede, me sinto ofendida com calúnias que de alguma maneira respingam no meu empenho do dia a dia no SUS! E…venho aqui expor o meu apoio a política de saúde mental implementada na cidade de Curitiba. Faço parte disso, pois estou dia a dia com centenas de usuários, atendendo crise, reabilitando relações, laços e projetos de vida!

  3. Caroline Nascimento
    sexta-feira, 13 de junho de 2014 – 23:52 hs

    Coisa de louco é a procedência dessas informações. Puro delírio bizarro. Essa critica falida de um clubinho coorporativista não me representa!

  4. Paula Cordeiro
    sábado, 14 de junho de 2014 – 8:32 hs

    Infelizmente a manipulação corre solta. Título e texto absolutamente pejorativos e infundados. Os impasses, estigmas, monólogos, exclusões e intolerâncias em saúde mental sempre foram muitos.
    Em Curitiba pela primeira vez estão sendo consolidados avanços importantes na atenção e respeito com a saúde mental. A transformação estrutural de um modelo na condução do cuidado em rede psicossocial articulada também é um grande desafio. Anteriormente o foco era o da hospitalização e medicalização apenas, como psicóloga tenho a certeza do quanto um serviço, ainda mais na linha ambulatorial não da conta e nunca dará da dimensão e complexidade das ações em saúde mental. Vejo com muita satisfação efetivas mudanças e melhorias acontecendo, considerando a integralidade do cuidado, a valorização do sujeito, a inserção social e a garantia de direitos de acordo com princípios da Reforma Psiquiátrica e do SUS.

  5. Juliano
    sábado, 14 de junho de 2014 – 8:54 hs

    Nao é o que as pessoas estão sentindo, Gabrielle. Meu pai nao consegue caps nem q a vaca tussa! Vaga para internar, entao, nem pensar! Ambulatório mesmo, esta a meses na fila e nem sinal de nada. Estamos tendo de nos virar com medprev. Minha irmã quase teve de largar o emprego para cuidar dele. Decepção com a saúde mental de curitiba. Nunca esteve tão ruim.

  6. Luciana Savaris
    sábado, 14 de junho de 2014 – 9:21 hs

    Penso que o comentário parte do desconhecimento em relação ao assunto, uma saúde mental que evolui para CAPS com porta aberta melhorando o acesso, que transforma 07 dos 12 CAPS em 24 horas, que adota a metodologia so apoio, que investe em qualificação das equipes, que cria espaços de gestão participativa, entre muitos outros avanços, com a direção do Dr Marcelo profissional qualificado e excelente gestor não pode ser citado da maneira que foi. Deixo aqui minha manifestação enquanto psicologa de Curitiba.

  7. Ana Luiza
    sábado, 14 de junho de 2014 – 9:43 hs

    Que interessante ver essa crítica surgir agora como se fila de espera para atendimento psicológico e psiquiátrico em Curitiba fosse novidade tecnológica implantada pelo Marcelo Kimati desde que assumiu a gestão no ano passado.
    Sou psicóloga e estou trabalhando na Prefeitura há quase treze anos. Lembro bem que quando entrei uma das primeiras questões enfrentadas era a escassez de vagas para atendimento em ambulatório. rever filas de espera quilométricas, conversar com usuários que aguardavam meses a fio por atendimento, realizar avaliações com as equipes e médicos das unidades de saúde, priorizar os pacientes graves, atender na unidade todos que eram possíveis, inventar estratégias coletivas… Tudo isso e mais um pouco já fazia parte do trabalho há dois anos atrás, há quatro, há seis, há doze… Havia diferenças? Sim! Além de fila para ambulatório, havia também fila para atendimento em CAPS. De meses! Para pacientes graves! Isso era coisa de maluco! Um serviço criado para ter porta aberta para acolhimento de pessoas muitas vezes negligenciadas e rotuladas, tinha portas blindadas e processos de encaminhamento que tornavam o acesso uma corrida de longa com obstáculos! Desde a entrada do Marcelo, isso mudou.
    Assim como, algumas estratégias para melhorar a atenção em psicologia e psiquiatria para os usuários já estão funcionando. O distrito do qual faço parte tem um projeto piloto com psiquiatras matriciando a atenção primária e atendendo usuários que necessitem de atenção psiquiátrica breve. Os resultados tem sido surpreendentes, satisfazendo usuários, equipes de saúde e reduzindo (em alguns casos eliminando) as filas de espera. Ah! Esse projeto foi elaborado e implantado pelo Kimati, que agora batalha para ampliar essa atenção e encontrar estratégias que contemplem a atenção em psicologia.

    Sugiro para todos esses novos preocupados com as filas de espera de psicologia e psiquiatria que venham conversar e mesmo questionar quais as estratégias e o que se pensa para resolver esse problema. Se vocês estão perdendo o sono precioso com a questão agora, saibam que assim como eu tem muita gente que não dorme direito e em cima do assunto há doze anos ou mais. E que o bicho papão da história está longe de atender pelo nome de Marcelo Kimati. (seria fácil se fosse tão simples!)

  8. marca campos
    sábado, 14 de junho de 2014 – 11:34 hs

    Coisa de louco é essa CPI da Psiquiatria ! Curitiba nunca em sua história teve Saúde Mental de fato! Tinha sim, saúde manicomial. Sinto pena de pessoas como vocês.

  9. vanessa bonatto
    sábado, 14 de junho de 2014 – 11:51 hs

    Noticias como essa são um desserviço para população! São balizadas por falsas informações, e claramente por pessoas que não têm o minimo conhecimento do que estão falando! Trabalho na rede de saude mental do municipo, e o avanços que esta gestão está proporcionando são visiveis no nosso dia a dia e com toda certeza sentida pelos usuários dos serviços da rede. No caps que eu trabalho de fevereiro até agora foram aproximadente 530 novos usuários que passaram pelo acolhimento. Os números mostram os avanços. Passamos a ter 9 leitos no serviço, em caso de necessidade de acolhimento noturno. Isso é um relato de um caps que com a mudança da gestão ficou muito mais potente, contando com uma equipe multiprofissional composta por 33 profissionais. Posso esclarecer muito mais se tiver interesse sr. Fabio, de repente o sr. Posta uma noticia mais util para população, com os endereços e telefones dos caps, u.s e upas do municipio!

  10. NATAL NÃO QUER PT
    sábado, 14 de junho de 2014 – 15:37 hs

    Este rapaz preguiçoso e arrogante, fez um estrago grande em Natal, saindo daqui fugido. Caso de polícia.

  11. Nilce
    sábado, 14 de junho de 2014 – 15:45 hs

    Estou a 8 meses tentando uma consulta com psiquiatra da prefeitura para meu filho e eles não atendem. Agora sei porque .

  12. eliseu benks
    sábado, 14 de junho de 2014 – 16:35 hs

    Fechamento de 3 ambulatórios de psiquiatria e psicologia rm um ano, fila pra consulta com psiquiatra demorando um ano e meio, menos de 300 leitos para internamento psiquiátricos em Curitiba, tratar adolescentes dependentes químicos em caps de adultos ou junto com outras crianças que tem outros transtornos psiquiátricos (indo contra o Estatuto da infância e adolescência); não me parece que houve melhora no sistema de atendimento de saúde mental.

  13. Petista nativo
    sábado, 14 de junho de 2014 – 23:09 hs

    Isso ai nao é indicação do PT de Curitiba coisa alguma. O PT local esta arrumando as malas para desembarcar apos as eleicoes desse desastrado governo fruits.

  14. André
    domingo, 15 de junho de 2014 – 11:00 hs

    Informo que houve o fechamento de 3 ambulatórios de psiquiatria e psicologia um um ano (Clínica Afetiva, Reintegrar e Elo). Mais de 4500 pacientes esperando por uma consulta com psiquiatra e 750 com um psicólogo, com isto o paciente demora um ano e meio para conseguir uma consulta com um destes profissionais. Existem menos de 300 leitos para internamento psiquiátricos no sus em Curitiba. Tratar adolescentes dependentes químicos em caps de adultos ou junto com outras crianças que tem outros transtornos psiquiátricos (indo contra o Estatuto da infância e adolescência). Não me parece que houve melhora no sistema de atendimento de saúde mental, o que estava ruim esta ficando cada vez pior.

  15. Maria Julia de Oliveira
    terça-feira, 17 de junho de 2014 – 9:09 hs

    As pessoas que comentaram acima fazem parte do escrutinio da secretaria de saude de Curitiba e se beneficiam do caos instalado pelo Marcelo Kimati. É fato que quando a atual gestão assumiu as filas ja existiam porém o que se ve pós Marcelo Kimati é a velha maquiagem de numeros e serviços ja tambem velha conhecida dos brasileiros na era pós pt. Você, colega, que trabalha dentro da SMS e esta morrendo de medo de perder o seu carguinho e por isto veio defender o chefinho, pode ter certeza que em no maximo dois anos e meio voltara a atender as enormes filas de usuarios porque esta gestão não se sustenta no poder!!!

  16. Marcio Leite
    terça-feira, 17 de junho de 2014 – 9:15 hs

    Querida Ana Luiza, o “projeto piloto” de matriciamento do seu Distrito, o NASF, é uma das mais vergonhosas atuações do Marcelo Kimati, do Paulo Poli (coordenador da Atenção Básica) e do Adriano Massuda (Secretario de Saude) pois os mesmos fizeram lançamento oficial em fim de abril de 2014, com presença da imprensa inclusive, e até agora (junho) não ha previsão de efetivação dos profissionais. Projetos e articulações manipuladoras do povo e dos profissionais, fins eleitoreiros. É esse o legado da SMS, é disso que você se orgulha? Por favor reveja seus conceitos!!!

  17. Luís Felipe Ferro
    terça-feira, 17 de junho de 2014 – 12:58 hs

    Prezados, venho aqui me posicionar enquanto participante ativo do movimento da Saúde Mental no município de Curitiba, como conselheiro municipal de saúde e comissionado junto à Comissão de Saúde Mental há cerca de 4 anos.
    Acredito que a pluralidade de opiniões é muito rica para o regime democrático, contudo é importante que maior profundidade seja adquirida antes de tecer quaisquer comentários.
    Enquanto docente da Universidade Federal do Paraná, com ações acadêmicas das mais diversas ordens voltadas ao campo da saúde mental, posso afirmar, sem qualquer receio, a competência técnica da gestão atual de Curitiba, em detrimento à apressada e superficial afirmação realizada por Fábio Campana do suposto “apadrinhamento” do atual gestor Marcelo Kimati.
    Acompanhei em pormenores as ações equivocadas e a falta da estruturação da Rede de Saúde Mental que vínhamos vivenciando na cidade de Curitiba até o início da atual gestão. Em 1,5 anos, pudemos evidenciar concretamente a ampliação e implantação de serviços que não existiam no município, frutos do trabalho da atual gestão.
    Diversos CAPS agora funcionam 24 horas, inclusive nos finais de semana; Unidades de Acolhimento e Centros de convivência serão em breve implantados no município; equipes de consultórios na rua encontram-se operacionais; o fluxograma da saúde mental foi redesenhado de maneira inteligente e competente, proporcionando maior conversa entre os serviços, acompanhamento de usuários e capacitação profissional; ações atuais da gestão vêm procurando enfrentar as problemáticas do atendimento de urgência e emergência no SAMU para ampliar a atenção à população.
    Problemas existem e se apresentam em todos os municípios brasileiros. Enquanto integrante do movimento da saúde mental do município não negarei ou maquiarei tais problemas de forma qualquer! Ainda não temos em Curitiba o número previsto de leitos psiquiátricos em Hospitais Gerais; Centros de Convivência e Unidades de Acolhimento ainda são inexistentes no município; os números de CAPS em funcionamento no município ainda não atingem o mínimo previsto pelas portarias do SUS; o SAMU ainda apresenta várias problemáticas para atendimento à crise em saúde mental; a contratação de médicos pelo SUS ainda é deficitária…
    Vimos acompanhando vários casos encaminhados ao Ministério Público do Estado, à imprensa, ouvidoria e outros órgãos de apuração de denúncias e a ação da gestão para enfrentar tais problemáticas. É fato: tais problemas não se transformam do dia para a noite, a implantação e ampliação de serviços, contratação de profissionais, exigem tempo para acontecerem concretamente. Contudo, o que vimos vivenciamos diariamente é grande empenho da gestão atual neste sentido.
    A pressa da notícia, muitas vezes, não consegue acompanhar e visualizar tais processos, os quais exigem investimento cotidiano de tempo e energia para inteirar-se e, com isso, pronunciar-se de maneira mais concisa e mesmo verídica.
    O que acompanhei, ainda, foi a atuação constante do gestor Marcelo Kimati na defesa de uma Saúde Mental mais eficiente e responsiva às demandas da população; de seu investimento profissional e pessoal para compor a rede da saúde mental no município de Curitiba. Preocupa-me, contudo, afirmações apressadas da natureza da qual aqui observamos. Com isso, sim, a população pode ser prejudicada.
    A falta de compromisso com a profundidade das notícias pode ter impacto negativo ao prejudicar, intimidar ou mesmo macular o nome de pessoas, como neste caso do Gestor Kimati, que vem dedicando seu tempo e energia, muitas vezes para além do que é pago, para enfrentar de maneira competente os problemas existentes. Talvez tais descompromissos, esses sim, façam mal à saúde mental.

  18. Faria
    terça-feira, 17 de junho de 2014 – 22:31 hs

    Fora PT e CIA!!!

  19. Márcio santos
    terça-feira, 17 de junho de 2014 – 23:20 hs

    Respeito o comentario de todos mas: Fora PT.

    Psiquiatria de Curitiba não é essa maravilha que vocês estão falando não. Se esta tao boa assim porque a Medprev e acesso saúde estão tao lotados? Porque não tem mais hospital psiquiátrico nossa senhora da luz? Porque eu fico dias nos upas esperando vaga em hospital geral?

    Fora PT. Por favor. Curitiba merece uma saúde mental de primeiro mundo assim como a cidade é considerada. Não sencontentem com pão seco.

  20. Márcio santos
    terça-feira, 17 de junho de 2014 – 23:24 hs

    Vocês estão se contentando com o pouco e quem sofre é o usuário do SUS sem dinheiro dependendo do governo.
    Curitiba é capital TOP e merece uma psiquiatria TOP , não vamos deixar os.coitados que dependem do SUS a merce de políticas mal estruturadas.

  21. Joana Gales
    quarta-feira, 18 de junho de 2014 – 22:34 hs

    Engraçado o descompasso de informações entre os puxa sacos do PT e a população.

  22. Liz
    quarta-feira, 18 de junho de 2014 – 22:41 hs

    Antes desta administração a Prefeitura se vangloriava de não deixar ninguém esperando por consulta psiquiátrica mais de um mês. Agora não é isto que tenho ouvido da população, que reclama de CAPS superlotados e demora de varios meses e nada da consulta. Quem precisa de internação então está em maus lençóis. CAPS internam só 7 dias, o que só serve pra fazer de conta. É a seleção natural aplicada em Curitiba.

  23. Eric
    quarta-feira, 18 de junho de 2014 – 23:23 hs

    Que engraçado… Diversas pessoas q estao na gestão, defendendo a gestão como se fossem apenas trabalhadores da saúde mental. Que feio. Se querem defender a gestão, nao assinem como “psicóloga de curitiba”. Assinem como vice-diretora, coordenadora de serviço, coordenadora de carteira de trabalho…

  24. Luciana Savaris
    quinta-feira, 19 de junho de 2014 – 11:41 hs

    Caso não tenha ficado claro, sim sou da gestão, assim como já fui coordenadora de CAPS e sou psicóloga da rede desde o ano de 2001, tenho muito orgulho da minha tragetória e do meu trabalho em todos os lugares que passei, sempre lutei para que cada usuário tenha seu melhor atendimento assegurado, acredito na reforma psiquiatrica, acredito nos CAPS, na potencia que psicologos e psiquiatras geram a atenção primaria, e em todas as ações que estão acontecendo para melhorar a atenção em saúde mental, e acho q todos que tiveram acesso ao texto desse blog, e se sentem tocados pelo tema, tem o direito de se posicionarem, para q não tenhamos uma analise unilateral, fragmentada. Ainda…Luciana Savaris

  25. Elaine
    quinta-feira, 19 de junho de 2014 – 11:46 hs

    Dedico mais de dez anos da minha vida trabalhando na rede de atenção psicossocial de Curitiba, alguns anos como técnica e outros como gestora de CAPS, ao ler não apenas a mensagem do Fábio Campana, mas principalmente os comentários sinto um imenso desconforto e decepção. Radicalismos de qualquer ordem ou posição estão muito longe de me representar. Antes, hoje e depois, sempre teremos motivo para nos orgulhar e de nos frustar com o nosso ofício. Sinto e sei (sei porque participei ativamente) que sempre houve investimento, comprometimento e competência não apenas dos gestores, mas principalmente dos trabalhadores em melhorar a cada dia a atenção a saúde mental de Curitiba. A quebra de um ciclo de gestão, tende a desmoralizar e depreciar a anterior, politicamente pode fazer algum sentido, mas me decepciono quando pessoas envolvidas em nas ambas as gestões, seja como gestor ou técnico, assume postura tão despeitosa com a própria participação na história. Esta gestão não começou do ZERO, como alguns fazem questão de frisar. Está dando continuidade a um trabalho importantíssimo e necessário para a população. Ninguém pode negar que o investimento em nossa rede de SM nunca foi tão forte, acredito que o mérito não se deve apenas ao Kimati, mas aos esforços políticos fortalecidos em todos os níveis de gestão. Atualmente ainda temos vários problemas e fragilidades, fato. Mas qual município não tem. O que continuo me questionando e por que será que tem tantos psiquiatras preocupados com a nossa rede, sem trabalhar nela ou para ela.

  26. José
    quinta-feira, 19 de junho de 2014 – 12:23 hs

    Por favor, aguarde a aprovação do seu comentário.
    Entrevista Ferreira Goulart: Roda Vida.

    http://www.youtube.com/watch?v=wHc2jDOLiw8

    Depoimento de um dos nossos maiores poetas, Ferreira Goulart, no programa Roda Viva da TV Cultura, sobre a paternidade de dois filhos portadores de esquizofrenia.
    Muito lúcido o poeta.

  27. Alvarenga
    quinta-feira, 19 de junho de 2014 – 12:33 hs

    Sou professor aposentado e tenho um filho de 44 anos esquizofrênico.
    Ele tem a doença há 25 anos, tempo aliás, em que muito provavelmente essas meninas que escrevem aqui não eram nascidas ou formadas. Assisti o desmantelamento da saúde, (não só a mental) de perto e na carne. Hoje tenho que pagar plano de saúde, comprometendo a qualidade de vida da minha esposa que é portadora de esclerose múltipla, já que não tenho médico, não tenho hospital, e não tenho medicação suficiente, O que tenho é um bando de recém-formados e seus jargões: rede; gestor, acolhimento, grupo terapêutico e o iscambal. Chega de incompentência e trolóló. População quer médico, remédio, hospital e profissional competente: o reste é balela!

  28. Jose
    quinta-feira, 19 de junho de 2014 – 12:49 hs

    Entrevista Ferreira Goulart: Roda Vida.

    http://www.youtube.com/watch?v=wHc2jDOLiw8

    Depoimento de um dos nossos maiores poetas, Ferreira Goulart, no programa Roda Viva da TV Cultura, sobre a paternidade de dois filhos portadores de esquizofrenia.
    Muito lúcido o poeta.

    Depoimento Ferreira Goulart:
    http://www.youtube.com/watch?v=E8uLFXaGTDo

  29. Alexandre
    quinta-feira, 19 de junho de 2014 – 22:34 hs

    Como psiquiatra, informo que não sou contra o CAPS, mas sou contra o fechamento de hospitais integrais e ambulatórios em detrimento de um atendimento no qual se coloca o CAPS no centro de referência.
    Isto pelo fato de que o tratamento proposto pelo CAPS não suporta todo tipo de paciente. Se isto não bastasse, é de conhecimento de todos a falta de recursos no CAPS (ex: falta de médicos a noite em alguns CAPS III / número excessivo de pacientes por médico).

    O fechamento de serviços ambulatoriais e hospitais integrais acaba gerando os absurdos de vermos alguns pacientes a mais de 5 anos em acompanhamento em CAPS o que, ao invés de ajudar o paciente, o torna “dependente” do sistema.

    Ninguém leva em conta, mas isso gera um rombo previdenciário, pois vemos pacientes que poderiam estar trabalhando e tratando em regime ambulatorial e estão em CAPS buscando regimes mais intensivos de tratamento para manter seu afastamento de trabalho.

    Assim como qualquer outro tratamento mais intensivo, o CAPS deveria ser um local de tratamento breve. Aliás, se quem trabalha em CAPS tivesse essa consciência, talvez uma grande parte da fila de espera para tratamento psiquiátrico não existisse.

  30. lúcio
    sexta-feira, 20 de junho de 2014 – 9:54 hs

    “Em 2004 o Tribunal de Contas da União (TCU), realizou auditoria para avaliar as ações as ações de atenção à saúde mental gerenciado pela Secretaria de Assistência à Saúde do Ministério da Saúde (SAS/MS), por meio da Coordenação Geral à Saúde Mental. Concluíu, entre outros aspectos, pela insuficiência da rede extra-hospitalar, dificuldade na capacitação de recursos humanos, restrição de gastos dos municípios devido à lei de responsabilidade fiscal, problemas de logística na aquisição e fornecimento de medicamentos, estigmatização dos beneficiácios pela sociedade, avaliação deficiente das ações pela ausência de indicadores no Plano PluriAnual (PPA) e inexistência de informações necessárias para a gestão das ações de saúde mental nos sitemas do Sistema Único (SUS)”

  31. Lúcio
    sexta-feira, 20 de junho de 2014 – 9:55 hs

    ” O Número de leitos em hospitais psiquiátricos 10 anos, durante o período de 1996 à 2005, foi reduzido em 44.8%, ou seja, os 76.343 leitos existentes em 1996, caíram para 42.076 leitos em 2005, no Brasil.”
    “No mesmo período as internações na especialidade de psiquiatria despencaram de 267.256, em 1996 para 146.406 internações no ano de 2005.”
    “Outro dado preocupante é o aumento significativo da mortalidade de pacientes portadores de transtornos mentais e de comportamento, conforme a CID-10, capítulo V, na população geral.”
    Nesses dez anos foi registrado um crescimento de 89.3% por essas doenças. Em 1996 morreram no Brasil, 7.703 pacientes com algum tipo de transtorno psiquiátrico, Esse número subiu para 8.831 óbitos em 2005″
    Visando confrontar tais dados com a realidade da assistência aos doentes mentais que se instalou no país após a implantação das novas políticas públicas representativas de reforma psiquiátrica, são apresentados dados referentes à morbidade hospitalar com ênfase no número de óbitos por transtornos mentais e do comportamento. O número de óbitos de doentes mentais internados em hospitais psiquiátricos, no Brasil, reduziu em 75.94% no período de 1998 a 2007. Em 1998 morreram 1511 pacientes que receberam algum tipo de tratamento médico em hospital psiquiátrico no Brasil, enquanto que em 2007, esse número baixou para 1.134 mortes.”
    Ainda com relação à assistência aos doentes psiquiátricos, implantada após a reforma psiquiátrica no estado de SP, estudo inédito divulgado pelo CRM/SP, demonstra:
    47% dos CAPS não contam com retaguarda de internação psiquiátrica.

    37% não contavam com retaguarda de emergência psiquiátrica.

    66% não disponibilizam atendimento médico clínico na unidade.

    25% não tinham retaguarda para emergências clínicas.

    70% referiram falta de profissionais.

    Em 50 CAPS não haviam médicos.

    16% não tinham responsáveis médicos, e dos que tinham, 66% estavam irregulares frente ao CREMESP.

    30% do CAPS III, os de maior complexidade, não possuíam condições de funcionamento integral.

    45% dos CAPS não realizava capacitação da equipe.

    20% do prontuários apresentavam falhas de projeto terapêutico, não apresentando-os individualizadamente, não apresentavam controle laboratorial para os psicotrópicos utilizados, não havia formalização da concordância do paciente ou da família com o tratamento proposto.

    27% dos CAPS não mantinham articulação com recursos comunitários para integração profissional do paciente.

  32. fernando
    sábado, 21 de junho de 2014 – 23:13 hs

    Esse pessoal que defende a atual gestão se compõe dos mesmos profissionais que defendiam com unhas e dentes a gestão anterior…

    ou seja, flutuam conforme o vento para manter seus ricos salarios e comissões que ganham para se manterem em cargos na SMS e nao ter que ralar realmente atendendo os pacientes nos serviços — CAPS, ambulatorios, etc…

  33. Mário Lunardi
    terça-feira, 29 de julho de 2014 – 20:58 hs

    É certo que avançar custa caro. É certo que o jogo político ‘as vezes nubla nossa capacidade de julgar. Mas querer fazer tábula rasa de um trabalho que em menos de dois anos mudou o cara, com coragem, da Saúde Mental de Curitiba, é ou estar desinformado ou má fé. Os que agora gritam o fazem em nome de quais interesses. De uma corporação? De uma empresa? Me dá impressão que nada disso haveria se empresários e corporativistas se sentissem contemplados. Gritariam tanto? Penso que não. Aliás tenho certeza. Não se trata de pessoalizar neste ou naquele sujeito, isto infantiliza a discussão inclusive, mas sim de entender que hoje, o modo de tratamento, acolhimento e sobretudo, o respeito ao usuário e sua família avança. E escolhemos, sim sou da gestão, o caminho de defender o interesse do usuário do SUS .. Há problemas? Evidente que sim. Onde neste vasto mundo da saúde mental não há? Onde? Mas achar que a solução são leitos abundantes de psiquiatria, que nunca houveram e medicalização, via profissionais da psiquiatria, é voltar a idade média. Lessem um pouco de um livrinho saboroso chamado A história da Loucura entenderiam. Se quiserem debater acolhemos, se quiserem destruir defenderemos o que acreditamos ser o caminho certo. Aos discordantes resta, daqui dois anos disputarem a eleição democraticamente. Porque no grito, não vão levar.

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