TRE reverte inelegibilidade de ex-prefeito de Almirante Tamandaré | Fábio Campana

TRE reverte inelegibilidade de ex-prefeito de Almirante Tamandaré

Na mesma decisão reformou a sentença que condenou os candidatos derrotados à prefeitura Gerson Colodel e seu vice, além de um funcionário da prefeitura.

O Tribunal Regional Eleitoral reformou nesta tarde, 13 de maio de 2014, a decisão de primeiro grau que declarou Vilson Goinski (PMDB), ex-prefeito de Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), inelegível por oito anos. A decisão reformada era da juíza eleitoral Inês Zarpellon, de 30 de outubro, que julgou procedente parte da ação iniciada em 2012 pela coligação do atual prefeito do município, Aldnei Siqueira (PSD). O então candidato a prefeito Gerson Colodel e o seu vice Walter de Camargo, derrotados nas urnas, além de um funcionário da prefeitura, também estavam inelegíveis.

Os quatro recorreram da decisão e tiveram êxito junto ao TRE-PR, que decidiu a favor deles por unanimidade. As acusações eram de três irregularidades na época das eleições de 2012. Uma faixa de propaganda da candidatura de Colodel teria sido colocada no terreno prefeitura, o que configuraria propaganda eleitoral em bem público. Placas com o anúncio de realizações da gestão municipal também teriam sido colocadas em diversas locais na cidade. Essas placas serviriam como propaganda indireta de Colodel, já que ele anunciava a continuidade da gestão de Goinski.


Por fim, outra irregularidade seria um dos funcionários da prefeitura que foi encontrado trabalhando no comitê de campanha de Colodel durante o horário do expediente. O funcionário em questão, Alessandro de Lara, também foi absolvido pelo TRE da condenação de inegibilidade.
Com a decisão favorável do TRE-PR, Gerson Colodel e Walter Purkote estão habilitados para assumirem a Prefeitura Municipal, caso o atual prefeito Aldnei Siqueira (PSD) e seu vice-prefeito Tonhão da Saúde não revertam a cassação de seus mandatos, o que já ocorreu na Justiça Eleitoral de Almirante Tamandaré.
A juíza Inês Zarpelon cassou o prefeito e o vice-prefeito de Almirante Tamandaré – PR em 13 de fevereiro de 2014, levando em consideração irregularidades na prestação de contas que indicam captação ilícita de recursos para a campanha eleitoral.
“(…) posto que as irregularidades atingem quase 50% dos valores arrecadados, o que torna grave as circunstâncias da eleição, evidenciando-se a existência do já conhecido e propalado ‘caixa-dois’”, diz trecho da sentença.
Siqueira e Tonhão recorreram da decisão ao TRE-PR que está analisando o Recurso. Caso não revertam a cassação, o segundo colocado, Gerson Colodel assumirá a Prefeitura do Município de Almirante Tamandaré – PR.


3 comentários

  1. Newton Gusso
    terça-feira, 13 de maio de 2014 – 16:50 hs

    Isso mesmo, agora quero ver TAMANDARÉ SEGUIR EM FRENTE!!! PARABENS GOINSKI E COLODEL!!!!

  2. Luiz Carlos Cunha
    quarta-feira, 14 de maio de 2014 – 14:01 hs

    Ola boa tarde. Parabenizo pela matéria e fico mais otimista com o rumo que a politica em almirante tamandaré poderá tomar, caso seja mantida a cassação do atual prefeito. A campanha eleitoral irregular, rigada com o ” CAIXA-2″, provoca distorção na democracia e tem como consequências uma gestão desastrosa para atender os financiadores da campanha. O Povo de Almirante Tamandaré a tempo sofrem da carência de diversos serviços públicos, a que mais nos assolam é a mal gestão da saúde pública, Educação, meio ambiente com os nossos rios sendo contaminado pelo esgoto doméstico, além da falta de infra-estrutura, e até os mais básico que é a manutenção de ruas e falta de iluminação pública o que aumenta a sensação de insegurança.
    Estive acompanhado as seções do julgamento, e fiquei contente com o desfecho da mesma, tenho algumas foto da seção se tiver interesse poderei lhe enviar.

  3. Ezequiel
    quarta-feira, 11 de junho de 2014 – 23:09 hs

    É lamentável, tem marajá do lado do Colodel, comemorando, enquanto outros marajás, que estão no poder ficam preocupado. Enquanto isso a cidade, e sua população que vota nessas pessoas, infelizmente, ficam em segundo plano.
    Agora fico pensando. O que é pior, sair o que está? Ou assumir o empresário , do mat. de construção. Que vende tinta vencida, pintando de canetinha , a data de validade.

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