Nota de esclarecimento sobre o concurso do TJ | Fábio Campana

Nota de esclarecimento sobre o concurso do TJ

A UFPR enviou nota de esclarecimento referente à matéria MP investiga violação de envelope de provas de concurso público do TJPR. É o que segue:

Curitiba, 23 de maio de 2014

NOTA DE ESCLARECIMENTO

Em respeito e consideração aos candidatos e demais envolvidos no Concurso do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná – TJPR Edital 019/2013 – Cargo de Técnico Judiciário ESCLARECEMOS que em função das informações e notícias distorcidas e inverídicas divulgadas na mídia nos últimos dias a respeito do referido concurso público, o Núcleo de Concursos – NC da UFPR vem prestar as seguintes informações:

– No domingo 18 de maio de 2014 o NC aplicou a prova para mais de 65.000 candidatos inscritos para o concurso de Técnico Judiciário do TJPR ;

– Na biblioteca do Setor de Agrárias e no bloco Marcos Enrietti foram ensalados 103 candidatos, turmas 1402 a 1406, que concorriam a uma vaga destinada aos Portadores de Necessidades Especiais – PNE;

– Estes candidatos apresentavam deficiências diversas necessitando de atendimento especial, por exemplo, braile, intérprete de libras, ledor, redator e outros mais;

– Como não houve a possibilidade de indicar o grau de deficiência de todos os candidatos foi preciso realizar uma triagem momentos antes do início da prova;

– A medida que os candidatos foram ingressando, o grau de deficiência e o tipo de atendimento foi sendo determinado. Deste modo, os candidatos, que necessitavam de um atendimento mais especializado ficaram nas dependências da biblioteca, e os demais, que poderiam realizar a prova sem atendimento especial foram encaminhados para as salas do bloco Marcos Enrietti;

– As inspetoras de local, Grezielle C. de Lima, Evelyn da Silva e a aplicadora de prova Daniele Kadanus, para evitar o atraso no andamento do concurso para estes candidatos, abriram os envelopes lacrados, e separaram as provas dos candidatos que ficariam fazendo a prova na biblioteca e encaminharam as demais provas para as salas do bloco Marcos Enrietti. Tendo como apoio nessa Inspetoria os Policiais Federais Senhores João Alberto de Quadros e Marcos Antonio Mormul. Este procedimento é adotado para este grupo de candidatos quando um eventual prejuízo pode ocorrer por atraso na distribuição das provas;

– Os profissionais designados para trabalhar com os candidatos PNE, são indicados pelo Núcleo de Apoio às Pessoas Portadoras de Necessidades Especiais-NAPNE, e são especializados, treinados e possuem vasta experiência neste tipo de atendimento;

– Em nenhum momento houve violação, fraude, ou atitude ilícita com a abertura dos envelopes de prova, o que houve sim, foi o bom senso e profissionalismo dos envolvidos;

-O NC/UFPR possui mais de 40 anos de experiência na execução de Processos Seletivos e Concursos Públicos e sempre pautou a sua ação pela lisura e transparência de seus atos, contando com o apoio da Polícia Federal para coibir possíveis fraudes nos referidos processos;

– Desta forma são descabidas as informações veiculadas nos últimos dias pela mídia, e lamentamos que atitudes levianas venham levantar dúvidas sobre a lisura do processo executado para o TJPR.

Respeitosamente,

Prof. Dr. Raul von der Heyde
Coordenador Geral
Núcleo de Concursos – NC/PROGRAD/UFPR


6 comentários

  1. jose
    sábado, 24 de maio de 2014 – 19:34 hs

    Sério, não houve tempo para saber o grau de deficiencia, um concurso que levou mais de um ano para as provas, e como o outros candidatos vão confiar ja que independente de ser prova para PNE as provas são as mesmas dos demais candidatos, esse concurso tem cheiro de falcatrua.

  2. Beda
    segunda-feira, 26 de maio de 2014 – 16:32 hs

    Concordo com José. Houve tempo suficiente, quase 1 ano, para o preparo e aferição dos candidatos portadores de deficiência, cada um no seu grau de dificuldade. Violar as provas e transitar descabidamente fere o princípio da isonomia e legalidade entre todos que acreditam na imparcialidade deste concurso. Além disso, temos ainda o caso da filha do desembargador da comissão fazendo a prova. E pior: o desembargador se dá uma “perdido” ao não saber que a filha dele estava inscrita para o concurso. Neste grau de instrução quer dar uma de joão-sem-braço. Que covarde otário… Ou seja, quer primar para o seu cocho primeiro e povo que fique na lama, como sempre. Esse desembargador merece uma promoção de “desmerecimento” e deixar o cargo vago para outro que seja, ao menos, honesto.

  3. Pamella
    segunda-feira, 26 de maio de 2014 – 21:46 hs

    Eu não pude entrar por 2 minutos na UFPR, sendo que eu estava lá dentro do pátio com 1 hora de antecedência. Agora vocês vem dizer que não deu tempo de se organizar??? um concurso que levou mais de 1 ano para acontecer??? quem garante que não tirada fotos da prova? passado torpedos? TEM QUE SER ANULADO SIM ESSE CONCURSO……….

  4. ANDERSON
    segunda-feira, 26 de maio de 2014 – 21:49 hs

    eu também não consegui entrar, me barraram na porta. Tão eficientes que são, que abriram as provas antes?! querem fazer as coisas corretas façam, mas façam valer para TODOS.

  5. Heber
    sábado, 31 de maio de 2014 – 17:47 hs

    Não interessa se é deficiente ou não, regras são regras e o que está no edital tem que ser seguido a risca.

    Se houve ruptura dos lacres sem a presença de alunos dentro dos horários estipulados, houve descumprimento do contrato, e com base nos institutos (PATCTA SUNT SERVANDA e REBU SIC STANTIBUS), com base também nos princípios da boa fé objetiva e paridade, esse concurso não deve proceder. Terá de ser refeita nova prova, caso contrário, ficará escancarado e claro a CORRUPÇÃO DENTRO DO TJ E UFPR, e caso as autoridades não se atentem a isso, dentro dos rigores da lei CONFIGURA CRIME DE PREVARICAÇÃO !!!!

    Existe um Golias, mas existem milhares de Davis! vamos buscar nossos direitos, ou vamos colocar fogo na Constituição, pois se ela não é respeitada, não serve pra nada!

  6. Jean
    quarta-feira, 4 de junho de 2014 – 12:04 hs

    Realmente algo está sendo encoberto, agora aparecem até policiais federais como testemunhas da “idoneidade” da situação. Com certeza a UFPR terá muito prejuízo ao realizar uma nova aplicação das provas, é mais fácil pra ela pagar testemunhas e elaborar um bom texto, coisa que eles fazem com excelência, para poder tapar esse buraco chamado falcatrua. Com o tempo passando, tudo vai ficando no passado e sendo esquecido. Mas fica registrado: A DESCULPA NÃO AGRADOU, AS FERRAMENTAS USADAS PARA JUSTIFICAR UMA FALCATRUA, ROMPIMENTO DE PRINCÍPIOS, SÃO MERAMENTE PALAVRAS VAZIAS !

Deixe seu comentário:

Campos obrigatórios estão marcados com *

*

*