Administrações do PT e do PDT afundaram Londrina | Fábio Campana

Administrações do PT e do PDT afundaram Londrina

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De 2000 a 2013, alguns dos principais municípios do Paraná viram suas plantas industriais crescerem mais de 80%. É o caso de Foz do Iguaçu, de Cambé e de Cascavel. Outros, como Curitiba e Maringá, observaram um crescimento no número de indústrias próximo a 50% neste período. E Londrina, para variar, ficou bem aquém dos demais, destaca reportagem da Folha de Londrina.

Na cidade, havia 1.726 fábricas em 2000 e 2.216 em 2013: aumento de apenas 28%. O levantamento foi feito com base no número de contribuintes no site da Secretaria do Estado da Fazenda. No ranking estadual, a segunda maior cidade é a 20ª entre as que mais se industrializaram, resultado das administrações de PT e PDT na Prefeitura.

No início do período analisado, Londrina tinha a segunda maior planta do Estado, com 200 indústrias a mais que Maringá. Desde 2006, as posições se inverteram e Londrina agora conta com 100 indústrias a menos que a Cidade Canção. A industrialização é o tema do ano do Fórum Desenvolve Londrina, formado por mais de 30 entidades e empresas. Hoje, às 8h30, na Associação Médica de Londrina (AML), toma posse o novo presidente do Fórum, o economista e diretor da PUC Londrina, Charles Vezozzo.

Números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostram que a indústria da transformação na cidade começou 2014 bem devagar. De janeiro a março, foram criadas apenas 68 novas vagas no setor. Já, em Cascavel, o saldo do emprego industrial foi de 380 e, em Maringá, de 970, ou seja, 14 vezes maior que o de Londrina.

“São quase duas décadas perdidas na industrialização da cidade”, aponta o consultor da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Marcelo Mafra. Segundo ele, falta planejamento não só para o setor, mas para a economia como um todo, que se desenvolve de “forma inercial”.

Ele lembra que, na década de 1990, quando o País vivia uma situação econômica pior que a atual, as lideranças de Londrina criaram o Plano de Desenvolvimento Industrial (PDI), que o Poder Público nunca colocou em prática. “O PDI foi engavetado. Assim que ficou pronto o projeto era para o Município ter criado a lei do plano e a agência de desenvolvimento, mas nada aconteceu”, lamenta.

De acordo com o consultor, a realidade da indústria em Londrina seria “bem melhor”, caso o projeto tivesse sido levado adiante. Mafra, que deu palestra sobre o tema em reunião do Fórum Desenvolve, diz que “70%” do PDI ainda podem ser aproveitados. Ele defende a atualização do trabalho. “Dá para aproveitar muita coisa, adaptar a metodologia para os dias de hoje”, alega.


8 comentários

  1. sergio silvestre
    quinta-feira, 24 de abril de 2014 – 17:54 hs

    Afundaram onde cara Palida,desde Wisom Moreira a cidade é prestadora de serviços e eu sou um deles.
    Londrina nunca teve vocação para ser uma cidade industrial,mas virou uma cidade onde tem grandes investidores imobiliarios com uma carga pequena de impostos.
    Ninguem fala do Belinati que distribuiu benesses para ricaços que possuem meia cidade e recebe milhões em alugueis com IPTUS baratos e as vezes eram feitas acomodações para estes grandes proprietários.
    A elite agora está na prefeitura e estão fazendo o que?

  2. quinta-feira, 24 de abril de 2014 – 18:53 hs

    A Conversinha agradável,através do radio ou tv,o povo se embala e vota neles,resultado,roubalheira,falta de gestao e que paga em primeiro lugar,e o próprio eleitor eufórico.Nao sou de Londrina,já morei naquela cidade especial e sou do tempo de Milton Meneses,Hoskemn de Novais e Dr Wilson Moreira.Grandes administrações!!!

  3. Genildo
    quinta-feira, 24 de abril de 2014 – 19:52 hs

    Sem duvida alguma, Nedson e Barbosa Neto foram os piores prefeitos de Londrina mas não podemos esquecer que a péssima índole doas vereadores contribuiu muito. Não se pode exigir então do atual prefeito que ele solucione questões que perduram a cerca de 15 anos, já a questão dos vereadores não mudou nada, continua da mesma índole….

  4. Luiz Antonio de Sá Pereira
    sexta-feira, 25 de abril de 2014 – 9:52 hs

    Moro a mais de trinta anos em Londrina onde tenho meu escritório e nesse tempo todo o que presenciei foram:
    a) falta de um Plano Diretor e criação uma área para grandes indústrias a exemplo de outras cidades;
    b) ganância dos especuladores imobiliários e conivência dos vereadores na hora de aprovarem os loteamentos. Isto causou estrangulamento na infra-estrutura de transporte e logística. Grandes indústrias necessitam de fluxo de transporte;
    c) prefeitos corruptos como o Belinati afugentaram os investidores para outros municípios da região. O Belinati é do time do Lerner et caterva;
    d) a cidade desenvolveu e se especializou na “prestação de serviços” tais como saúde, educação, consultoria, etc;

    Não venham falar do que não sabem e do que não viveram e presenciaram.

  5. Confiança no Brasil
    sexta-feira, 25 de abril de 2014 – 12:01 hs

    O problema nas gestões do PT são as ideologias ortodoxas. O mundo evoluiu e eles continuam burocratas controladores e centralizadores de um estado gigante, agravado pelo amadorismo inerente de suas fileiras e simpatizantes.

  6. QUESTIONADOR
    sexta-feira, 25 de abril de 2014 – 13:17 hs

    -E o Belinatti????
    -Esqueceram do grande populismo do Belinatti????

  7. Sociedade Responde
    sexta-feira, 25 de abril de 2014 – 21:47 hs

    Quem não quer nem ouvir falar em Nedson Micheleti é a população de Londrina e com justa razão. Foi, sem dúvida, uma das piores administrações públicas do município, demonstrou toda a sua incapacidade e despreparo para a gestão pública, tornando a vida dos cidadãos um inferno. ** É bom que se diga – e basta pesquisar – Londrina foi uma das mais importantes cidades do interior do Brasil (exceto capitais), e não apenas do Paraná. Qualquer estudante da época sabia disso. ** Os governos anteriores de Wilson Moreira e Hósken de Novaes, foram excelentes governos, firmes, austeros e competentes. ** Em termos de MELHORIA DA QUALIDADE de vida da cidade, até os governos de Belinati deram de mil à zero em Nedson Micheleti. ** Tanto é que Belinati sempre foi o queridinho da população londrinense. Teria cadeira cativa na prefeitura, se não fossem às ‘espertezas’ desnecessárias. ** Aliás, espertezas também cometidas por Nedson e seu grupo, que aliada à péssima administração pública, o colocou numa posição vexatória na qualidade de homem público, que nem podia sair às ruas, sem ser agredido verbalmente por parte da população. ** Está tudo registrado. É só consultar as páginas da história. ** Sem falar na série de ações judiciais às quais se enrolou, perdeu ilegibilidade política, entre elas, por desrespeito à moralidade pública, danos ao erário, improbidade administrativa, condenado a devolver recursos financeiros aos cofres públicos, campanha eleitoral com verba de caixa dois, campanha eleitoral não condizente com a lei vigente, além daquele rumoroso caso do “Cartel da Merenda”. Isso para ficarmos por aqui. ** Destaque-se ainda, que em seu mandato naquela prefeitura, aconteceram inúmeras greves que abalaram o serviço público e colocaram a população contra a administração municipal, tal o desmando e a anarquia em que ser tornou o serviço público nas muitas ocasiões. Era greve uma atrás da outra. ** Uma delas, inclusive, e a mais longa – uma eternidade –, os grevistas não permitiram que Nedson desse experiente na prefeitura, tendo recorrido a outro prédio público e às escondidas para poder dizer que governava, mesmo diante do caos estabelecido. ** Portanto, vale dizer, e lamentavelmente, que a gestão de Nedson Micheleti foi sim, um dos piores momentos da administração pública de Londrina. ** Acredito até que mesmo a de Barbosa Neto, apesar de tudo que já aprontou, ainda não destronou a de Micheleti. ** Aliás, dizem os moradores de Londrina que lá, ele não se ele nem para síndico de prédio. ** Triste constatação, não?

  8. Helena
    domingo, 27 de abril de 2014 – 20:07 hs

    E seus companheiros de partido estão afundando o Brasil, exceto alguns por aí, com raríssima exceção .

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