TCE homologa liminar que reduz tarifa do ônibus em Curitiba | Fábio Campana

TCE homologa liminar que reduz tarifa do ônibus em Curitiba

Determinação é que o desconto de R$ 0,43 seja aplicado a partir da definição da nova tarifa, o que deve ocorrer antes do final deste mês

Reunidos em sessão plenária na tarde desta quinta-feira (6 de fevereiro), os conselheiros do Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) homologaram, por unanimidade, a liminar que determinou a redução de R$ 0,43 na tarifa técnica do transporte coletivo de Curitiba e Região Metropolitana. Em sua decisão, o Pleno da Corte também determinou que não seja incluído nenhum novo item, quando da fixação da nova tarifa social, que é o valor cobrado dos usuários. O reajuste da passagem de ônibus deve ocorrer até o final de fevereiro.

A decisão do colegiado do TCE foi unânime. A medida cautelar foi deferida no dia 30 de janeiro, pelo conselheiro Nestor Baptista, relator do processo (nº 624373/13), instaurado em Relatório de Auditoria. O documento apontou irregularidades nos contratos firmados entre a Urbanização de Curitiba S.A. (Urbs) e as empresas prestadoras do serviço de transporte coletivo na Capital e região.

A determinação é que o desconto seja aplicado a partir da definição da nova tarifa, o que deve ocorrer antes do final deste mês. O reajuste está previsto no contrato firmado entre a Urbs e os consórcios que respondem pelos quatro lotes do sistema. Com a decisão desta quinta-feira, a tarifa técnica deve ser reduzida em 14%, dos atuais R$ 2,99 para R$ 2,57 – levando-se em consideração os arredondamentos.

Trabalho exaustivo

O conselheiro Nestor Baptista contestou a versão de que houve erro no relatório elaborado por comissão técnica nomeada especialmente para fiscalizar os contratos da Urbs com as empresas privadas e o Fundo de Urbanização de Curitiba (FUC). “Estiveram envolvidos nesta auditoria 32 servidores, que trabalharam exaustivamente para não cometer nenhum engano”, afirmou. O relator fez questão de deixar claro, ainda, que todas as partes tiveram amplo direito ao contraditório.

A medida cautelar homologada pelo Pleno determina à Prefeitura de Curitiba e à Urbs que, ao definir a nova tarifa, sejam retirados do cálculo os tributos exclusivos (como Imposto de Renda da Pessoa Jurídica e Contribuição sobre o Lucro Líquido), a taxa de gerenciamento de 4%, os custos envolvidos no desenvolvimento dos Hibribus e a taxa de risco. Todos estes valores eram repassados ao usuário do sistema.

O documento também determina que seja alterado o parâmetro para fixação do custo com combustíveis. O valor passará a ser determinado pelo preço mínimo previsto pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), não mais pelo preço médio, pois as empresas compram grandes quantidades de óleo diesel e, por isso, negociam preços mais baixos.

Outras determinações constantes da liminar são a retirada total dos custos com depreciação e remuneração de investimentos em edificações apresentados pelas empresas concessionárias e a redução percentual do consumo do diesel, pela readequação para cada um dos lotes licitados. O novo cálculo seria feito de acordo com os percentuais reais apresentados por empresa e não pelo parâmetro superior ao praticado pelo edital de licitação.


2 comentários

  1. Vigilante do Portão
    sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014 – 8:27 hs

    E a Prefeitura,
    Não se manifesta?

    Fruet está viajando.
    A Vice, propositadamente, faz “rolezinho” no Paraguai.

    Vão empurrar com a barriga.
    Depois, colocar a culpa no Beto Richa.

    Enquanto isso, a RPC/Gazeta,
    SILENCIA.

    Fosse com o Ducci,
    Hummmm,
    A emissora daria manchete:

    “DUCCI descumpre determinação do TC e não reduz o valor da passagem…”

    Como é o Fruet, amigo da Gleisinha(*), a emissora e o jornal, NADA DIZEM.

    (*) Prestem atenção:

    A campanha está comendo solta na Gazeta do Povo e na RPC.

    Não basta a emissora ter se tornado a “voz da Perefeitura”,
    Tantas são as matéria elogiosas.
    Insistem em mostrar a Gleisinha.
    Contei, nos últimos 15 dias, foram 10 matérias sobre a candidata.

    Enquanto isso, os telejornais da emissora foram transformados em arautos da desgraça.

    A Sanepar é a “bola da vez”.

    Fazem parecer que há falta generalizada de água.

    Questões pontuais, decorrentes do excesso de consumo, são potencializadas.

  2. Ex-funcionário
    sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014 – 8:28 hs

    Então tá TC… e as denúncias contra a Fundação Araucária que vocês ignoram dois testes seletivos frios… licitações e várias outras denúncias??? TC/PR é um órgão que só investiga quando tem algum interesse…

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