Roda-roda nos ministérios | Fábio Campana

Roda-roda nos ministérios

Da revista Ideias

Hoje foi oficializada a troca de quatro ministérios: Casa Civil, Saúde, Educação e Secretaria de Comunicação Social. O anúncio já havia sido realizado em nota na quinta-feira, 30, pela presidente Dilma Rousseff dos três primeiros; no dia seguinte, Helena Chagas, então atual ministra da Secom pediu a conta e em carta agradeceu a oportunidade e afirmou ainda que acredita ter contribuído muito com seu trabalho e esforço.

Na Casa Civil, Gleisi Hoffmann deixou o cargo para concorrer ao governo do estado do Paraná nas eleições de outubro pelo PT e volta a ocupar a vaga no senado, junto com ela também foi exonerado Leones Dall’Agnol, secretário executivo da pasta, que fazia parte de sua equipe. Em seu lugar entra Luiz Antonio de Mello Rabello, então chefe de gabinete do Ministério da Educação. Mello Rabello vem a reboque de Aloizio Mercadante que deixará o MEC e ocupará a vaga de Gleisi. Para substituir Mercadante, foi escalado José Henrique Paim Fernandes, até então secretário-executivo do órgão.

Alexandre Padilha, assim como a ex-companheira de ministério, deixou o cargo de ministro para concorrer ao governo do estado, este em São Paulo. Quem ocupará a pasta será Arthur Chioro, ex-secretário de Saúde de São Bernardo do Campo, no ABC paulista. E, por fim, Thomas Traumann, cuja função era a de porta-voz do governo, preenche o espaço deixado por Helena Chagas.

Tanto o ex-ministro da Saúde, quanto a ex-ministra da Casa Civil já fizeram discursos eleitoreiros. No sábado, em visita à Umuarama para inauguração de 603 casas populares, do programa “Minha Casa, Minha Vida”, Gleisi falou dos repasses de verbas do governo federal, a dizer que o governo do Paraná não recebe os recursos, pois não presta contas adequadamente, além de enfrentar problemas com o MP. Beto Richa, que também estava presente, não teve oportunidade de resposta, uma vez que discursou antes da pré-candidata petista, porém aos jornalistas o governador afirmou que o Paraná sofre discriminação pelo governo federal.

Já Padilha foi inaugurar duas Unidades de Pronto Atendimento (UPA) e dois postos do Programa Saúde da Família (PSF), em Hortolândia, na região de Campinas, no interior de São Paulo e mostrou-se bastante apelativo ao falar do seu time de futebol, de novela e do programa Mais Médicos, uma de suas vitrines. Alexandre Padilha também é alvo do PSDB que o acusa de fazer propaganda eleitoral antes do tempo, pois apareceu em rede nacional para falar da campanha de vacinação contra o HPV. Carlos Sampaio, líder do PSDB Câmara, também o acusa de fazer autopromoção.

O Paraná com a saída de Gleisi ainda contará com três ministros, quem se juntará a Paulo Bernardo, ministro das Comunicações, e com Gilberto Carvalho que ocupa a Secretaria-Geral é o próprio Traumann, paranaense de Rolândia, formou-se em jornalismo pela UFPR, foi correspondente da Folha de S. Paulo em Curitiba, além de trabalhar na revista Veja e Época.
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2 comentários

  1. Parreiras Rodrigues
    segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014 – 14:22 hs

    De forma alguma se pode chamar isso ai de reforma ministerial. Trata-se de desavergonhada – mas legal, arrumação de esquema de cmpanha. E só.

  2. Parreiras Rodrigues
    segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014 – 21:43 hs

    Erram todos os escribas de todos os jornais quando se referem a esse manjadissimo arranjo eleitoral como reforma ministerial.

    Foi montado um time para disputar um jogo, e pronto!

    Uma reforma ministerial – necessária como tantas outras, seria verdadeira se começasse pela extinção da metade desses cabides.

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