PMDB racha e não indica nomes para ministérios | Fábio Campana

PMDB racha e não indica nomes para ministérios

De Nivaldo Souza, iG Brasília:

Em sinal de descontentamento com o isolamento que a presidente Dilma Rousseff deu à ala do PMDB na Câmara na negociação da reforma ministerial -, concentrando as conversas com o vice-presidente Michel Temer e senadores, e excluindo o presidente da legenda -, os deputados peemedebistas decidiram na tarde desta quarta-feira (5) que não indicarão nomes para substituir os ministros Antônio Andrade (Agricultura) e Gastão Vieira (Turismo).

O clima tenso de críticas a Dilma deu o tom da reunião da bancada durante quase três horas. “As razões desta decisão devem-se a disputas políticas públicas por cargos”, afirma a bancada em nota. “Preferimos deixar a presidente à vontade para contemplar outros partidos em função das suas políticas e/ou eleitorais”, diz o documento.

Segundo o líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ), uma minoria dos 76 deputados peemedebistas propuseram deixar todos os cargos ocupados no governo. Como essa decisão não depende apenas da ala na Câmara, o acordo foi sinalizar que não haverá indicação de deputados para os ministérios da cota do PMDB da Câmara – outras duas pastas (Previdência e Minas e Energia) contemplam a bancada do Senado e um quinto ministério (Aviação Civil) ao vice-presidente Michel Temer.

“O PMDB já perdeu o que tinha em relação ao governo anterior (de Lula) e o melhor é não estar mais sub-representado”, diz Cunha. “O PMDB sempre esteve sub-representado e decidiu não continuar discutindo essa sub-representação”, afirma.

Questionado se a posição de ruptura se manteria caso Dilma oferecesse um sexto ministério para o PMDB, condicionando a indicação à ala da Câmara, Cunha disse que colocaria a proposta em discussão. “O PMDB não quer estar sob a pecha de fisiologismo, da disputa de cargos”, diz.

Temer contestado

A não indicação de nomes sinaliza um racha entre a direção nacional do partido, concentrada na ala do Senado e em Michel Temer.

Após a reunião da bancada, peemedebistas diziam informalmente que Temer concentrou poder sem compartilhar decisões com os deputados do partido. Isso aumentou diante da possibilidade de os senadores Vital do Rêgo (PB) e Eunício Oliveira (CE) ficarem à frente dos ministérios dos Portos e Integração Nacional, respectivamente.

O medo de ver a bancada reduzida nas eleições, com a supremacia do PT, foi outro componente do racha do PMDB da Câmara em relação à direção centralizada no Senado. “Não é uma questão mais de cargo, mas da redução que a gente pode ter por causa disso, do PMDB ficar a reboque do PT”, diz um peemedebista.


3 comentários

  1. Vigilante do Portão
    quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014 – 1:59 hs

    O PMDB enxerga longe.

    Será que eles estão sabendo de coisas que nós não sabemos?

    Será que estão preparando um “desembarque”?

  2. vera
    quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014 – 8:50 hs

    Tá na hora do PMDB enxergar a besteira que fez em apoiar o PT. Sai fora dessa, fica fora e atue com independência. Chega de fisiologismo.

  3. tadeu rocha
    quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014 – 9:35 hs

    TEM QUE RACHA MESMO, PMDB FORA DA DILMA, VOCES NAO PRESIZAM DELA DILMA ELA QUE PRESIZA DO PMDB ENTAO VAMOS PARA OUTRO LADO QUE VOCES SERAM BEM VINDOS EU ACREDITO, SR ESMAEL NO SEU BLOG DO PT, O FILHO DO REQUIAO DIS…..FORA BETO, ELE ACHA QUE VAI SER IGUAL O PAI DELE, ELE PRESIZA COMER MUITA VERDURA , ELE JA ESTA ASSIM FALANDO MAL DO GOVERNADOR, IMAGINE DAQUI ALGUNS ANOS,VAI FICAR MUITO METIDO,FILHO DO REQUIAO NAO FAÇA ISSO, É MUITO FEIO ATÉ PARA SEU PAI, QUE ESTA COM UM PÉ COM BETO.

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