Henrique Pizzolato tem aposentadoria de R$ 20 mil e imóveis de R$ 6 mi em nome da mulher | Fábio Campana

Henrique Pizzolato tem aposentadoria de R$ 20 mil e imóveis de R$ 6 mi em nome da mulher

por Fernando Tupan

Fiel amigo de Henrique Pizzolato, o blogueiro Alexandre Teixeira garante que o réu do processo do mensalão, hoje com 62 anos, só decidiu fugir do país em cima da hora, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) negou, em 4 de setembro do ano passado, os embargos de declaração à condenação de 12 anos e 7 meses de cadeia em regime fechado. O ex-diretor do Banco do Brasil (BB) não tinha direito aos embargos infringentes, a exemplo de José Dirceu e Delúbio Soares. O Correio Braziliense apurou, no entanto, que os planos de Pizzolato para escapar da mão da Justiça começaram oito anos atrás.


O passo inicial foi se desfazer de quase todos os 11 imóveis que possuía em 2005. Uma busca feita pela reportagem nas últimas três semanas em cartórios do Rio de Janeiro e de cidades no Sul do país revelam a movimentação imobiliária de Pizzolato desde o início de 2006. O relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Correios, divulgado em 28 de março daquele ano, confirmou o pior, embora já esperado por Pizzolato, conforme as sinalizações recebidas. Ao indiciar 60 pessoas, o ex-tesoureiro da campanha de 2002 de Luiz Inácio Lula da Silva foi enquadrado pela CPI nos crimes de falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e peculato.

“Nesse momento, ele identificou que o mundo estava caindo em cima dele”, contou o amigo. Duas semanas depois, a Procuradoria-Geral da República ofereceu a denúncia contra 40 réus ao Supremo Tribunal Federal (STF). “Ele trabalhou com planos A, B e C”, reconheceu o amigo de Pizzolato, após questionamentos do Correio sobre a desmobilização do patrimônio. O ex-diretor do BB ainda acreditou que pudesse ser inocentado no fim, mas não deixou de se preparar para o extremo, a cadeia. E dela escapar. Petistas ouvidos pela reportagem descreveram Pizzolato como uma pessoa meticulosa, disciplinada e excelente estrategista.
Do Correio Braziliense


5 comentários

  1. juliano cordeiro
    segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014 – 13:01 hs

    tem muita gente na fita.

  2. Saul de Lima Brenzink
    segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014 – 14:12 hs

    O que deixa a gente revoltado é que todo o planejamento foi feito as barbas do governo. Mas revoltado ainda ficamos por saber, se for realmente verdade, é que esse corrupto embolsou ainda um salário de R$ 20.000,00 na boa. Nós, simples mortais, precisamos trabalhar uma vida toda para receber um salário mínimo de aposentadoria. E ainda pagando os impostos devidos. Como é que o PT quer se garantir no governo se não teve nem a dignidade de colocar seus corruptos no devido lugar? Quem garante que o resto da quadrilha não vai se apropriar do resto do caixa? E ainda vem fazendo a cabeça das mídias brasileira para tentar se garantir mais uma vez na reeleição. É, falamos isso porque o que lemos e ouvimos quase sempre vem em defesa do governo. Para alguns poucos companheiros dos governo a coisa pode ficar muito boa mas, para os demais brasileiros, povo sofrido e trabalhador, só sobram bananas. Acorda gigante adormecido.

  3. QUESTIONADOR
    terça-feira, 4 de fevereiro de 2014 – 13:08 hs

    -Claro que os assessores e as principais lideranças deste partido da estrelinha sempre tem um plano para escapar quando começam a apontar as irregularidades…quero ver MP prender este tecnocrata e ex-diretor do BB…engraçado deram uma diretoria para este camarada a troco de quê???? Comparando-se colocaram o lobo para cuidar do galinheiro!!!

  4. antonio carlos
    terça-feira, 4 de fevereiro de 2014 – 16:29 hs

    É bom mesmo que o fujão não ponha os pés por aqui, pode acontecer com ele o que aconteceu com o Celso Daniel, até hoje ninguém sabe ao certo o que é que aconteceu, só os assassinos e os companheiros.

  5. verde oliva
    terça-feira, 4 de fevereiro de 2014 – 19:05 hs

    Henrique Pizzolato é mais um “case de sucesso”, pelo menos no mundo crime. Não temos polícia para prender e nem juízes para mantê-los presos. O negócio é voltar para a Sicília.

Deixe seu comentário:

Campos obrigatórios estão marcados com *

*

*