Deputada italiana Renata Bueno pede extradição de Henrique Pizzolato | Fábio Campana

Deputada italiana Renata Bueno pede extradição de Henrique Pizzolato

A deputada ítalo-brasileira Renata Bueno, única representante do Brasil no Parlamento italiano, defende a abertura de um processo para a extradição do ex-diretor de marketing do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato, para o Brasil.

Único dos 25 condenados considerado foragido no processo do mensalão, Pizzolato foi preso nesta quarta em Maranello, na Itália, portando documentos falsos, pertencentes ao seu irmão, Celso Pizzolato, falecido em 1978.

“Como ele também cometeu um crime na Itália, precisamos num primeiro momento saber como pode se dar esse processo. Já estou em contato com autoridades italianas para verificar essa situação, mas posso adiantar que o Brasil pode e deve pedir a extradição do condenado no mensalão”, informa Renata, que ocupa uma das quatro vagas para deputados destinadas à América Latina. “Neste caso específico, a dupla cidadania não deveria beneficiá-lo. É preciso evitar que esse direito dado aos descendentes italianos seja usado em favor da impunidade”, afirma ela, que acompanhou o caso desde o início junto às autoridades italianas, inclusive em contato direto com o Diretor Chefe da Polícia Criminal Italiana.

Sobre o caso –

Pizzolato foi condenado a 12 anos e 7 meses de prisão por formação de quadrilha, peculato e lavagem de dinheiro. Sua prisão foi determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) após o julgamento do último recurso, em 13 de novembro. A pena deve ser cumprida em regime fechado, em presídio de segurança média ou máxima.

Após a expedição dos primeiros mandados de prisão na ação do mensalão, Pizzolato anunciou, por meio do advogado, que deixou o país e foi para a Itália. Ele tem dupla nacionalidade e teria saído do território brasileiro 45 dias antes de ter a prisão decretada.

A polícia italiana confirmou que Henrique Pizzolato vai responder pelo crime de falsidade ideológica, o que lhe pode render uma pena de até três anos de reclusão. O caso agora passa ao Ministério do Interior.


7 comentários

  1. Doutor Prolegômeno
    quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014 – 14:40 hs

    Todo mundo está dando palpite e chute neste caso. Coisas do Brasil. Alguns “izpicilaista” disseram que ele pode ser expulso porque entrou com passaporte falso. Expulsar um cidadão nacional seria a coisa mais estapafúrdia que o direito internacional já viu. Nem na Itália de Mussolini. O conceito de cidadania vem do direito romano e é um dos pilares da democracia. Na Roma antiga os cidadãos romanos não podiam ser submetidos às mesmas penas dos estrangeiros, como a crucifixão. Bobagens ditas ao léu, sem pagar imposto. Ainda que ele seja o patife vagabundo que ele é, um Estado democrático de direito, berço do direito e da civilização, não vai jogá-lo às feras ou atirá-lo da rocha Tarpeia sem conceder-lhe amplo direito de defesa. O mesmo Estado que foi esbofeteado e humilhado pelo Brasil, no caso do assassino Battisti, vai dar uma lição de direito.

  2. Geraldo
    quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014 – 16:15 hs

    Que tal a Cicciolina das Araucárias… e seu ex-maridinho baderneiro foi extraditado de Joinville para Curitiba…

  3. carlos rocha
    quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014 – 16:30 hs

    AJÁ OPORTUNISMO DESSA SENHORA.

  4. antonio carlos
    quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014 – 17:10 hs

    Não seja má lindinha, o teu pai não te ensinou que a gente na chuta cachorro morto?

  5. antonio carlos
    quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014 – 17:10 hs

    Não seja má lindinha, o teu pai não te ensinou que a gente não chuta cachorro morto?

  6. Helena
    quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014 – 19:58 hs

    Deputada, deixa esse tranqueira
    ” prá” lá mesmo, aqui tá sobrando

    ‘ tranqueira desse tipo

  7. mary
    sábado, 8 de fevereiro de 2014 – 0:31 hs

    É ISSO AÍ RENATINHA…BOTA PRA QUEBRAR POR AÍ…CORRUPTO TEM QUE IR PRA CADEIA PRA VER O SOL NASCER QUADRADO.

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