Rolezinho no Planalto | Fábio Campana

Rolezinho no Planalto

Por Guilherme Fiuza, O Globo

O rolezinho do PT no Palácio do Planalto, como se sabe, caminha para perfazer 16 anos — o dobro do Estado Novo de Getúlio Vargas. Se Dilma Rousseff não aparecer fantasiada de Marcos Valério em algum dos seus pronunciamentos à nação — ela já fez o do réveillon, só faltam o do carnaval, o do Dia da Mulher, o da Páscoa, o do Dia do Trabalho, o do Dia das Mães, o de Corpus Christi, o do Dia dos Pais e o do Dia da Independência — ninguém tasca mais quatro anos de rolezinho petista.

Tudo correndo bem no primeiro turno, Dilma nem precisará convocar cadeia de rádio e TV no Dia de Nossa Senhora Aparecida e no Dia de Finados, porque os concorrentes já estarão finados no início de outubro.

Enquanto a próxima data festiva não chega, o governo popular trabalha duro para reciclar sua retórica coitada. E acaba de encontrar uma nova jazida, que talvez possa jorrar poesia social-demagógica até a eleição. O fenômeno dos rolezinhos — invasão de shoppings por multidões de jovens da periferia — foi uma providência divina na vida ociosa dos governantes petistas.

Não que eles se importem de mentir um pouco mais nos pronunciamentos oficiais, como no anúncio do superávit de 2013: o governo roubou 35 bilhões de reais da meta (meta para eles é um estado de espírito) e divulgou, com a maior tranquilidade, o cumprimento da mesma.

Ainda rebolou como um Anderson Silva na frente do adversário, informando que estava divulgando a façanha com antecedência para “acalmar os nervosinhos”. Fale a verdade: se você conta uma mentira desse tamanho em casa e ninguém duvida, ou você vai ficar zangado com a ignorância dos seus ou vai querer abrir imediatamente uma franquia da bocarra petista.

Mas aí surgiu o rolezinho. Trata-se, antes de tudo, de um vocábulo patético, cafona, que poderia muito bem ter saído da cabeça de um soldado de José Dirceu — desses que passam a vida bolando vírus sociais como munição ideológica.


10 comentários

  1. Paulo
    sábado, 18 de janeiro de 2014 – 23:56 hs

    O PT NUNCA MAIS sairá do poder, não pelo voto! Já dominam todas as instâncias, inclusive a JE!

  2. ROLÊ
    domingo, 19 de janeiro de 2014 – 0:27 hs

    Quero ver ela dar um ROLEZINHO aqui em Curitiba com o professor Galdino. kkk

  3. Vigilante do Portão
    domingo, 19 de janeiro de 2014 – 5:52 hs

    Não aprendem com os erros.

    Logo no início das manifestações populares de 2012, Dilma e seus capachos do PT, criticaram o Governo de SP por ter usado a Polícia na repressão.

    Em seguida, o movimento tomou conta do País, Estados governados pelo PT, como RS e Bahia, também colocaram a PM na rua para reprimir as manifestações.

    Nada se ouviu do Planalto e do PT.

  4. Parreiras Rodrigues
    domingo, 19 de janeiro de 2014 – 9:50 hs

    PT ganha mais quatro anos. Não por méritos. Muito pelo contrário. Mais pela fragilidade da Oposição. Thamos phodhidhos.

  5. jose rosa
    domingo, 19 de janeiro de 2014 – 11:15 hs

    rolezinho.no palacio na casa da Dilma

  6. SÓ RESTA O DESESPERO
    domingo, 19 de janeiro de 2014 – 22:51 hs

    É o desespero dos militantes de direita travestidos de “jornalistas” “comentaristas” que os levam escrever sandices como essa. E sempre haverá um “pasquim” no mal sentido, para publica-las. E o povo esta lá pouco se lixando para a tal ” grande imprensa escrita’. Só resta o desespero .

  7. Sociedade Responde
    segunda-feira, 20 de janeiro de 2014 – 0:50 hs

    O governo federal – via petistas – alimenta essas invasões chamadas de ‘rolezinho’ e mostra total desrespeito para com os empresários do setor de shoppings e pelos milhares de lojistas que, diariamente, pagam milhões em impostos para o Estado.

    São os empresários, lojistas e clientes que fazem o desenvolvimento do Brasil, juntamente com a indústria que produz, para que o comércio venda os produtos e gere recursos para a pujança do país.

    Mas, o governo populista do PT está mais preocupado em agitar a massa, criar conflitos sociais, jogando uns contra os outros, e trazer a insegurança aos brasileiros. Como, aliás, se já não bastasse à criminalidade a infernizar a vida dos cidadãos de bem.

    Os empresários do setor de shopping, bem como os lojistas de todos os shoppings do país deveriam fazer um movimento, uma Carta Aberta à sociedade brasileira denunciando a IRRESPONSABILIDADE DO GOVERNO em não coibir tais abusos, num verdadeiro desrespeito a quem produz e investe no país.
    Mais do que isso, empresários e lojistas que são achacados pelos abusivos impostos, e que diante de tais acontecimentos – como o tal ‘rolezinho’ – ficam sem a contrapartida do Estado (União), e da própria justiça que, indiretamente, incentiva tais movimentos quando não os coíbe mediante o bom-senso, baseado na Constituição.

    Essa leva de molecada não está reivindicando espaço público para exercitar o direito de ir, e vir, como alegam, para passear ou curtir a praça de alimentação dos shoppings, ou mesmo saber dos últimos lançamentos da moda.

    Se assim fosse, não precisariam ir em bando de duzentos, trezentos, mil e até mais pessoas criando uma total insegurança para os demais frequentadores, além do risco de qualquer eventualidade, como incêndio ou tumulto que necessite de força policial. Seria catastrófico.

    Com esse comportamento e com a condescendência de parte das autoridades, esse tipo de movimento em nada contribui para o crescimento cultural-educacional de nossa juventude e mostra, na verdade, a fragilidade de nossas instituições públicas, inclusive a judiciária que deixam de dar segurança para a maioria da população em detrimento da minoria insuflada por redes sociais e políticos que apostam no quanto pior, melhor.

    É preciso ficar atendo para desmascarar os safardanas de plantão. Principalmente em tempo de eleição. Olho vivo!

  8. juliano cordeiro
    segunda-feira, 20 de janeiro de 2014 – 12:30 hs

    rolezinho da casa da dona Dilma.

  9. Doutor Prolegômeno
    segunda-feira, 20 de janeiro de 2014 – 13:17 hs

    Algumas “otoridades” entendem que esse rolezinho pode acontecer em qualquer lugar, que é democrático. “curturá”, etc. Eu acho que os melhores lugares para a prática do rolezinho são os órgãos públicos, pois afinal são espaços públicos. Rolês nos edifícios dos tribunais, do ministério público, nos palácios dos governos, nas secretarias de segurança, nas prefeituras. São locais ideais para manifestações democráticas e culturais.

  10. juliano cordeiro
    terça-feira, 21 de janeiro de 2014 – 10:56 hs

    ROLEZINHO NO PREDIO DO LULLA

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