Petroleiros da Repar entram em greve contra falta de segurança | Fábio Campana

Petroleiros da Repar entram em greve contra falta de segurança

Da Banda B:

Os trabalhadores da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, decidiram entrar em greve por tempo indeterminado, com corte de rendição, a partir da tarde deste domingo (15). O motivo é o impasse nas negociações com os gestores da empresa em relação à pauta de reivindicações sobre segurança.

A Unidade de Destilação (U2100) que sofreu um acidente no dia 28 de novembro, com explosão seguida de incêndio, e paralisou a produção de toda a refinaria desde então, teve suas obras de recuperação concluídas. A entrada em operação possivelmente aconteceria ainda neste domingo, mas os petroleiros entenderam que não há condições de segurança para isso acontecer e resolveram cruzar os braços.

O Sindicato dos Petroleiros do Paraná e Santa Catarina (Sindipetro) também aponta como motivo da greve a falta de efetivo próprio na Repar. Com as obras de ampliação, a produção praticamente dobrou, mas o número de trabalhadores não acompanhou a evolução. Levantamento realizado pelo Sindipetro junto aos petroleiros da refinaria apontou que são necessárias quinhentas contratações imediatas para atingir um efetivo mínimo necessário.

“Não havia outra saída e decidimos em assembleia interromper a rendição de funcionários. As obras de manutenção continuam, mas vivemos uma política de segurança na Repar. Essa foi a quinta refinaria a sofrer acidente, não é possível mais continuar essa situação. Aguardamos agora que a direção se manifeste”, disse presidente do Sindipetro-PR/SC, Silvaney Bernardi, em entrevista à Banda B.

O presidente disse que a paralisação não trará reflexos no abastecimento de gás de cozinha e combustíveis neste primeiro momento. “A refinaria já estava parada em razão do acidente e há outros caminhos para que os produtos cheguem ao mercado, como o Terminal do Porto de Paranaguá. A população não será afetada no momento”, garantiu Bernardi.

A direção da Repar ainda não se manifestou sobre a paralisação deflagrada pelos petroleiros.


Deixe seu comentário:

Campos obrigatórios estão marcados com *

*

*