CPI da Urbs conclui que tarifa poderia ser R$ 2,38 | Fábio Campana

CPI da Urbs conclui que tarifa poderia ser R$ 2,38

Da Banda B:

Os integrantes da CPI do Transporte Coletivo da Câmara Municipal de Curitiba estiveram reunidos nesta segunda-feira (25), por mais de três horas, analisando as mais de 186 páginas do relatório final. O documento foi aprovado pela maioria dos integrantes da CPI e será apresentado na quinta-feira (28), às 14h30, no Plenário da Casa. Uma das principais conclusões do relatório é que a tarifa técnica do transporte em Curitiba e região poderia custar 12% a menos do valor atual; ou seja, R$ 2,38.

Esse é um dos 14 itens do relatório que oneram a tarifa e indicam, por exemplo, indícios de formação de cartel. “Ao longo da CPI, que teve início no dia 28 de junho deste ano, foram realizadas quatro diligências, 28 reuniões, sendo 13 extraordinárias e 15 ordinárias, e 26 pessoas foram ouvidas, em um total de 110 horas de depoimentos. O relatório final desta CPI é um raio X do sistema atual do transporte coletivo de Curitiba. Vamos sugerir ao Ministério Público o indiciamento de várias pessoas; a redução da tarifa em pelo menos 12% do valor atual; a formalização de um Termo de Ajustamento de Conduta entre o município e as empresas para que no próximo ano não sejam mais provisionados estes itens que constam irregularmente na planilha, entre outras sugestões”, afirma o relator da CPI, vereador Bruno Pessuti (PSC).

Segundo Pessuti, “o trabalho está concluído e aprovado, mas a pedido do vereador Chico do Uberaba (PMN), ainda iremos receber possíveis ressalvas, até às 12 horas desta quinta-feira. Após a apresentação do relatório, a CPI vai encaminhar o documento ao Ministério Público, Tribunal de Contas, Cade, Receita Federal, Prefeitura de Curitiba, entre outros órgãos, com diversas sugestões, entre elas, a nulidade imediata dos contratos com as empresas que operam o transporte coletivo na capital”, afirmou o relator.

Linhas de investigação

Com o objetivo de tentar baixar a tarifa, a CPI do Transporte Coletivo da Câmara Municipal de Curitiba iniciou seus trabalhos em 28 de junho, focada em quatro pilares de investigação. Um deles é o suposto lucro excessivo das empresas. O segundo é a legalidade do processo licitatório. Investiga-se também a composição tarifária. A quarta linha de investigação é sobre a suspeita de falta de recolhimento do Imposto Sobre Serviços (ISS) das empresas do sistema.

Presidido pelo vereador Jorge Bernardi (PDT), o colegiado tem Serginho do Posto (PSDB) na vice-presidência e Bruno Pessuti (PSC) na relatoria, além de Valdemir Soares (PRB) como vice-relator. A CPI também reúne os vereadores Chicarelli (PSDC), Chico do Uberaba (PMN), Cristiano Santos (PV), Geovane Fernandes (PTB), Mauro Ignacio (PSB), Noemia


4 comentários

  1. Astolfo
    terça-feira, 26 de novembro de 2013 – 13:14 hs

    O lucro abusivo deveria ser cobrado do governador.

  2. zangado
    terça-feira, 26 de novembro de 2013 – 18:08 hs

    Parabéns a esta CPI que, pelo menos, não virou pizza e foi aos finalmente.

    É preciso lembrar que é herança maldita à população curitibana da gestão do atual governador quando prefeito e seu sucessor que preferiu abrir as burras do erário com subsídio e empurrar o problema para o novo prefeito a corrigir a incompetência de sua derimentosa gestão municipal.

    Belo trabalho da relatoria do vereador Bruno Pessuti e de toda a Comissão.

  3. Vigilante do Portão
    quarta-feira, 27 de novembro de 2013 – 7:55 hs

    Mais ENGANAÇÃO.

    Basta dar uma olhadinha na matéria da Gazetona de hoje.

    O matutino deu página inteira com as “recomendações” da CPI.

    FARSA BURLESCA!

    Não apresentam nenhuma novidade.

    Vejamos as medidas propostas:

    – Propaganda nos ônibus e nos terminais.
    Medida já foi proposta e rejeitada pela Câmara.

    – Revisão das Isenções, com COBRANÇA para o ente que Isentar.
    Outra bobagem, é tirar de um bolso e colocar no outro.
    No caso dos carteiros, por exemplo, a UNIÃO vai pagar o bilhete, não reduz tarifa, transfere despesas.

    – Redução do ICMS sobre a compra de ônibus.

    Outra enganação, vai reduzir a arrecadação do Estado.
    Novamente, veste um santo e desnuda outro.

    – Mudança na taxa de Administração do Serviço.

    Cobrada pela URBS, incluída na tarifa.
    Não seria mais cobrada, ficando o funcionamento da URBS atrelado ao Orçamento da Prefeitura.

    Tira alguns décimos de entavos da tarifa e transfere a conta para a Prefeitura.
    Mais uma BOBAGEM.

    Trocando em miudos,

    Quatro meses de abobrinhas!

  4. Luiz Eduardo
    quarta-feira, 27 de novembro de 2013 – 19:28 hs

    Desta CPI não sairá nada, absolutamente nada, Apresentou sugestões que nunca serão aplicadas. Em primeiro lugar a URBS teria que ser extinta e administração do transporte coletivo passar
    para uma secretaria municipal composta não por políticos, mas sim por técnicos de gabarito.

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