Vasques recebe apoio de entidades de classe da Polícia Civil | Fábio Campana

Vasques recebe apoio de entidades de classe da Polícia Civil

Entidades de classe da Polícia Civil do Paraná fizeram moção de repúdio às últimas ações e declarações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), relativas ao rodízio de policiais que atuam no órgão, implementado pela Secretaria da Segurança Pública. O documento foi entregue durante reunião com o secretário estadual da Segurança Pública, Cid Vasques, na tarde desta quinta-feira (17). É o que segue:

“A classe policial civil do Estado do Paraná – em conjunto – entende que as diretrizes implementadas pelo secretário de Segurança Pública, no sentido de estabelecer rodízio entre os policiais civis e militares que se encontram lotados prestando serviços junto ao Ministério Público, é funcionalmente e tecnicamente apropriada por favorecer dinâmica de reciclagem, troca de conhecimentos e oportunidades para todos indistintamente”, diz trecho da moção de repúdio.

O documento é assinado por representantes da Associação dos Delegados de Polícia do Paraná (Adepol), do Sindicato dos Delegados de Polícia do Paraná, do Sindicato das Classes Policiais Civis do Paraná (Sinclapol), do Sindicato dos Policiais Civis de Londrina e Região (Sindipol), da União da Polícia Civil do Paraná, da Associação das Mulheres Policiais do Paraná (Amupoc).

“É inadmissível que agentes do Gaeco queiram intervir na administração interna da Secretaria da Segurança Pública, desrespeitando prerrogativas, ditando regras esdrúxulas, designando servidores e pressionando e ameaçando dirigentes até mesmo dos próprios quadros do Ministério Público para satisfação de seus desígnios ilegais e arbitrários”, cita a moção.

O rodízio de policiais militares que atuam no Gaeco há mais de dois anos teve início no mês de setembro, com a substituição de três profissionais: dois em Guarapuava e um em Foz do Iguaçu.

A medida foi uma solicitação da própria Polícia Militar, que foi debatida e estudada dentro do âmbito da Segurança Pública antes de ser colocada em prática, destaca Vasques. “O ato de cooperação é uma via de mão dupla. A substituição de policiais vai propiciar a disseminação do conhecimento, por aqueles que já atuaram no Gaeco, e a oportunidade para que um número maior de policiais qualificados possam ter a mesma experiência”, defende o secretário da Segurança Pública.


4 comentários

  1. Bacharel em Direito
    sexta-feira, 18 de outubro de 2013 – 13:02 hs

    Deveriam exigir a igualdade no número de Policiais Civis aos dos PMs, historicamente os Gaecos no Brasil inteiro tem muito mais PMs, pois, os Promotores e Procuradores preferem trabalhar com esses profissionais, qual o motivo dessa preferência? Outra exigência deveria ser a maior participação (voz ativa) dos Delegados de Polícia que presidem os inquéritos policiais e que sem eles tudo é invalidado na via judicial.

    A existência dos GAECOS é amparada em acordo de cooperação entre o Poder Executivo Estadual, através da Secretaria de Segurança Pública e regulamentada por simples decreto, sem força de Lei.

  2. miguel
    sexta-feira, 18 de outubro de 2013 – 15:32 hs

    Ate que enfim alguem tem coragem de enfrentar o arbitrio.

  3. José Diniz
    sexta-feira, 18 de outubro de 2013 – 15:33 hs

    Pela ordem do período em que dirigiram a Polícia Civil do Paraná: Delegado José Maria Correa de Paula e João Ricardo K. de Noronha. Este último, injustiçado por uma CPI que passou como furacão, destruiu muitas coisas boas, serviu à politicagem do Paraná.
    Os demais que não reconhi, desculpem.

  4. Sidnei Belizário de Melo
    sexta-feira, 25 de outubro de 2013 – 21:37 hs

    A existência dos GAECOS é de suma importância para o Combate ao Crime Organizado, porém com apoio essencial da Policia Judiciária. O Exmo. Senhor Secretário está plenamente correto em fazer a troca dos policiais como um motivo simples: O aperfeiçoamento e oportunidades para outros policiais trabalharem juntos aos Promotores de Justiça, e assim obter resultados positivos tanto para o MP como para a SESP.

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