Troca-troca de partidos nos Estados e no DF atinge 13% dos deputados | Fábio Campana

Troca-troca de partidos nos Estados e no DF atinge 13% dos deputados

Da Folha de S.Paulo:

A temporada de trocas de partidos terminou no sábado passado (5) com a mudança de 139 deputados estaduais e distritais, que se filiaram às legendas pelas quais pretendem disputar as eleições de 2014.

O número representa 13% dos 1.059 integrantes dos Legislativos nos Estados e no Distrito Federal.

Os recém-criados Partido Republicano da Ordem Social (Pros) e Solidariedade (SDD) foram os que mais atraíram deputados, com 32 e 21 filiações, respectivamente. Quem chega a um novo partido não corre o risco de cassação por infidelidade partidária.

A exemplo do Congresso Nacional, nos Estados as trocas foram motivadas por divergências com os partidos de origem e pela expectativa de ocupar cargos de maior destaque nas novas siglas.

Apesar do risco de perda do mandato, 85 deputados se filiaram a um partido antigo. Para tentar escapar da cassação, muitos deles afirmam que foram alvo de discriminação pessoal e que houve justa causa para a saída.

É o caso do deputado estadual Rogério Nogueira, de São Paulo, que trocou o PDT pelo DEM. Ele afirma ter sido perseguido pelo partido que integrava desde que seu irmão, o prefeito de Indaiatuba (SP), Reinaldo Nogueira, trocou o PDT pelo PMDB, levando também muitos aliados.

No início do ano, o deputado perdeu a liderança do PDT na Assembleia para o major Olímpio Gomes.

O PDT nega retaliação ou perseguição. Afirma que a substituição na liderança foi legítima e que vai pedir na Justiça o mandato de Rogério Nogueira.

Na maioria dos Estados, a dança das cadeiras não alterou o partido de maior bancada na Assembleia. São exceções Rio de Janeiro, Tocantins e Rio Grande do Norte.

No Rio, o governador Sérgio Cabral (PMDB), alvo de protestos desde junho, saiu fortalecido e conseguiu reunir a maior bancada na Alerj. O partido –que tinha 11 deputados estaduais, perdeu quatro, ganhou oito e ficou com 15– superou o PSD, que tinha 12 e ficou com nove.

No Tocantins, o novo Solidariedade já chegou como a maior bancada da Casa, com sete deputados, após articulação do governo tucano de Siqueira Campos. No Rio Grande do Norte, o Pros empata com o PMDB, com cinco representantes cada um.

O troca-troca também envolveu cinco presidentes dos Legislativos estaduais. Enquanto em Minas Gerais, no Ceará e no Tocantins as mudanças ocorreram na base governista, no Rio Grande do Norte e em Roraima os presidentes das Assembleias romperam com o governo do Estado e migraram para a oposição.

Com 21 baixas, o PSB foi o partido que mais perdeu deputados estaduais. Oito dessas mudanças ocorreram no Ceará, Estado do governador Cid Gomes, que anunciou na semana passada a saída do PSB, de Eduardo Campos, com destino ao Pros, levando também seu grupo político.

Os partidos de destino de Hélio Soares (ex-PP) e de Jalser Renier (ex-DEM) não foram informados pelas Assembleias Legislativas do Maranhão e de Roraima.


2 comentários

  1. Irineu
    terça-feira, 8 de outubro de 2013 – 19:20 hs

    Este troca-troca é igual rato saindo do esgoto, todo mundo abandonando o navio que os estava dando de comer até ontem.

  2. BOCUDO
    quarta-feira, 9 de outubro de 2013 – 6:01 hs

    Ainda bem que o troca troca é entre os deputados e os partidos…

Deixe seu comentário:

Campos obrigatórios estão marcados com *

*

*