Sumitomo inaugura no Paraná sua primeira fábrica fora da Ásia | Fábio Campana

Sumitomo inaugura
no Paraná sua primeira fábrica fora da Ásia

O governador Beto Richa participou nesta quinta-feira (03/10), junto com o presidente mundial da Sumitomo Rubber Industries, Ikuji Ikeda, da inauguração da fábrica da multinacional em Fazenda Rio Grande, na Região Metropolitana de Curitiba. A unidade de pneus é a primeira da companhia japonesa fora da Ásia.

A indústria tem capacidade para fabricar 15 mil pneus por dia, das marcas Dunlop (linha para utilitários) e Falken (linha de alta performance). O investimento na planta foi de R$ 750 milhões e serão criados 1.500 empregos até 2017.

O projeto recebeu apoio do Governo do Estado, por meio do Programa Paraná Competitivo. “Mais uma grande empresa que se instala no Paraná e confirma a nova realidade do nosso Estado, com prosperidade, desenvolvimento e oportunidades de empregos em todas as regiões”, afirmou o governador Beto Richa.

Richa destacou o caráter social do empreendimento, com a criação de empregos, garantindo renda e oportunidades para os trabalhadores locais. Além disso, a empresa pretende ampliar a compra de matéria-prima produzida no Paraná, o que resultará em mais empregos indiretos.

O presidente da Sumitomo, Ikuji Ikeda, afirmou que o apoio e o suporte do governo estadual foram indispensáveis para a decisão da empresa em investir no Paraná. “Agradeço de coração por todo o apoio que nos foi prestado. Seremos um ponto importante para o desenvolvimento econômico e social do Paraná”, disse ele.

“Seremos uma das maiores empresas na colaboração de geração de renda, desenvolvimento e prosperidade para o Paraná”, acrescentou o presidente da Sumitomo no Brasil, Ippei Oda.

MAIOR INVESTIMENTO – A fábrica da Sumitomo é o maior investimento que Fazenda Rio Grande já recebeu. “É um marco no processo de desenvolvimento e crescimento do nosso município”, afirmou o prefeito Marcio Wozniack. Ele disse que a fábrica de pneus se soma a outras indústrias que devem se instalar na cidade ainda nos próximos meses, gerando quase dez mil empregos diretos e indiretos.

O prefeito agradeceu o empenho direto do governador Beto Richa para trazer a empresa ao Paraná e escolher Fazenda Rio Grande como sede, lembrando a dura disputa pela atração da empresa japonesa, pois outros municípios paranaenses, paulistas e catarinenses queriam o investimento.

“Muda a história do nosso município, por aumentar nossa arrecadação e trazer uma janela de possibilidades. Não estaríamos aqui, vendo mais este sonho realizado, sem o apoio decisivo do governador”, disse.

FÁBRICA – A unidade fica no distrito industrial de Fazenda Rio Grande, em terreno de 500 mil metros quadrados. São 84,5 mil metros só de área construída. A planta industrial conta com tecnologia que não gera a emissão de poluentes.

Inicialmente serão produzidos dois mil pneus por dia. A capacidade da fábrica é de produção de 15 mil pneus/dia – volume que a empresa espera alcançar até 2015. De acordo com Renato Baroli, diretor de Marketing e Vendas da Sumitomo no Brasil, a empresa espera ocupar 10% do mercado de pneumáticos até 2020.

Marco Túlio Dilelio, diretor de Logísticas da empresa revelou que quatro montadoras já acertaram parceria com a Dunlop. Segundo ele, o polo automotivo paranaense contribui muito para a vinda da marca ao Paraná. “Estamos próximos a duas grandes montadoras e isso facilita a logística. Esse fortalecimento do polo automotivo paranaense é essencial”, afirmou.

Os japoneses também estudam a fabricação de pneus de cargas no Brasil. Dilelio revelou que já há projeto em estudo. A linha de montagem seria implantada na mesma unidade fabril. “Temos área suficiente e seria uma continuação da linha de montagem. Adquirimos uma área desse porte pensando já na própria expansão da empresa”, disse.

POLO AUTOMOTIVO – O governador Beto Richa deu destaque ao crescimento do setor automotivo no Paraná que, segundo ele, se concretiza como um dos maiores polos automotivos do país.

Richa citou outros investimentos do setor no estado, como a inauguração da fábrica da Paccar em Ponta Grossa nesta quarta-feira (2) e o anúncio, no mês passado, da alemã Audi, que formalizou o investimento de R$ 504 milhões para retomar a produção do A3 e do utilitário esportivo Q3 no Paraná.

Somam-se ainda a Renault, Volvo, Fiat, Catterpillar, Nissan, Case New Holland e o amplo parque de fornecedores e fabricantes de peças localizado principalmente em Curitiba e Região Metropolitana. Dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) apontam que o polo automotivo do Paraná respondeu por 15,4 % da produção brasileira em 2012. O resultado foi quase quatro pontos percentuais superiores ao de 2010.

Participaram da solenidade os secretários estaduais da Fazenda, Luiz Carlos Hauly; do Planejamento e Coordenação Geral, Cassio Taniguchi; do Desenvolvimento Urbano, Ratinho Junior; além de deputados federais e estaduais, empresários e lideranças da região.


5 comentários

  1. Helio NUNES
    quinta-feira, 3 de outubro de 2013 – 19:02 hs

    Isso é importante para geração de renda e emprego, ao estado e o município, também acho importante o dono da areá, receber pela desapropriação onde foi construído a fábrica.

  2. luiz
    sexta-feira, 4 de outubro de 2013 – 8:57 hs

    Será que a empresa irá sobreviver, uma vez que o Paraná mantém benefícios fiscais para a IMPORTAÇÃO de pneus?

    Tudo bem que agora ela não vai pagar, mas irá fazer isso um dia!
    Aí talvez ela faça como a Nissan, tchau!

  3. Parreiras Rodrigues
    sexta-feira, 4 de outubro de 2013 – 9:33 hs

    O Paraná agora é o segundo na geração de empregos, atrás de São Paulo, superando o Rio.
    Em dois anos e meio de governo, Beto Richa consertou as cagadas do antecessor, aquele que amaldiçoava o capital vadio, que dava chá de cadeira em empresário, isso quando o recebia.
    Particularmente, gostaria que os investimentos fossem em outras áreas, não no ramo da industria de automóveis que logo logo, serão enfeites de garagens ou usados como secadores de roupas, coisas assim, além do que os proprietários de 200 cavalos, darão graças aos céus se conseguirem trocá-los por uma bike.

  4. Parreiras Rodrigues
    sexta-feira, 4 de outubro de 2013 – 9:35 hs

    …me esqueci: O antecessor que também previu, quebrando a cara, que a Cidade Industrial projetada por Lerner, seria imenso campo de golfe.

  5. Elton
    sexta-feira, 4 de outubro de 2013 – 11:12 hs

    Desapropriação pressupõe que seja paga…

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