Produção industrial fica estagnada em agosto | Fábio Campana

Produção industrial fica estagnada em agosto

Da Folha de S.Paulo:

A indústria não conseguiu reagir em agosto do forte tombo registrado em julho. O resultado ficou estável em relação ao mês anterior, segundo dados divulgados nesta quarta-feira pelo IBGE.

Em julho, a perda de 2,4% — dado revisado — já havia anulado o aumento de junho, de 2,1%, surpreendendo o mercado.

Para agosto, a expectativa era um resultado próximo da estabilidade, em torno de 0,15%, conforme pesquisa da Reuters com 22 analistas.

Na comparação com agosto do ano passado, houve recuo de 1,2%, desempenho que interrompeu quatro meses de resultados positivos nessa comparação.

Neste ano a indústria mantém uma tendência instável, alterando altos e baixos diante da confiança combalida de empresários, do aumento da taxa de juros, do consumo retraído e do crédito em desaceleração.

Outro fator que favorece esse comportamento de sobe e desce é a introdução e a saída de incentivos do governo, como agora com o fim da desoneração do IPI da linha branca, que só deve ter impacto nos dados de outubro.

Diante desses fatores e com a indústria “andando de lado”, analistas já estimam um PIB mais fraco no terceiro trimestre, após a expansão significativa de 1,5% no segundo trimestre –quando o setor fabril foi um dos destaques.

Nesta semana, o Banco Central rebaixou para 2,5% sua projeção para o crescimento da economia neste ano. Se confirmada, será o terceiro ano seguido de baixo dinamismo do PIB, com taxas inferiores a 3%.

A indústria –setor de peso relativamente menor do que o de serviços, mas mais dinâmico do PIB– também fechará o ano com um discreto crescimento, segundo projeções de analistas.

De janeiro a agosto, a produção industrial acumula uma alta de 1,6%. Já nos últimos 12 meses encerrados em agosto, a taxa ficou em 0,7%.

De julho para agosto, os setores que se destacaram, entre os que mostram desempenho positivo, foram os de alimentos (2,5%), veículos (1,7%), máquinas e equipamentos (1,2%) e vestuário (7,2%). Já as quedas mais expressivas ficaram com o setores farmacêutico (-5,6%), bebidas (-3,1%) e fumo (-7,7%).


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