Obama sanciona lei para reabrir governo e elevar teto de dívida | Fábio Campana

Obama sanciona lei para reabrir governo e elevar teto de dívida

Das Agências de notícias:

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, assinou oficialmente na madrugada de quinta-feira a lei que permite a reabertura do governo e eleva o limite do endividamento do país afastando o risco de calote.

O acordo fechado no Senado e aprovado em votação no Congresso depois de uma longa rodada de negociações entre republicanos e democratas prevê uma solução temporária para o impasse.

A sanção presidencial garante recursos para a retomada das atividades de servidores e repartições públicas que haviam sido afetadas pela paralisação do governo no início deste mês.

Funcionários públicos federais que estavam em licença foram convocados ontem a voltar ao trabalho a partir desta quinta-feira (17). Cerca de 800 mil servidores chegaram a ficar afastados durante a paralisação do governo.

Ainda há dúvidas se será possível contar com todos os trabalhadores federais já para esta quinta-feira. Os administradores esperam algum atraso até que todos sejam comunicados oficialmente.

“Todos os funcionários que estavam em licença não remunerada devido à falta de verba podem agora voltar ao trabalho. Vocês devem reabrir escritórios de uma forma rápida e ordenada”, afirmou a diretora de Orçamento da Casa Branca, Sylvia Mathews Burwell.

Burwell disse que nos próximos dias a Casa Branca vai trabalhar em estreita colaboração com os departamentos e agências federais para tornar a transição de volta ao status operacional completo o mais tranquilo possível.

Parques e museus que estavam fechados serão reabertos.

Obama fará um pronunciamento na manhã desta quinta-feira para esclarecer os detalhes sobre o acordo.

NEGOCIAÇÕES

Nos últimos dias, líderes estrangeiros, instituições multilaterais e empresas alertaram Washington sobre os danos que um calote traria à imagem do país e ao sistema financeiro global, via mercados de câmbio e dívida.

As divergências entre democratas e republicanos se estenderam até as últimas horas do prazo para o vencimento da data limite, nesta quinta-feira, em que se encerrariam os recursos do governo e poderiam provocar o calote.

Mesmo após o acordo formal fechado entre líderes dos dois partidos no Senado, ainda havia dúvidas sobre a sua aprovação em plenário nas duas casas, em especial na Câmara, onde os republicanos têm maioria.

No Senado, de maioria democrata, o plano passou com 81 votos contra 18.

A Câmara dos Representantes (deputados) aprovou por 285 votos a 144 elevação temporária do teto da dívida, que precisará ser renegociado até 7 de fevereiro. Todos os que votaram “não” foram republicanos, mas 87 membros do partido acompanharam o governo.

“Durante 224 anos, os EUA estabeleceram seu crédito como o mais forte do mundo. Os EUA são a âncora do sistema financeiro internacional, e [emitimos] a moeda de reserva mundial”, escreveu o secretário do Tesouro, Jacob Lew, em comunicado após a aprovação no Senado.

“Por causa dos esforços de hoje [ontem], continuaremos a honrar nossos compromissos e a preservar a fé e o crédito dos Estados Unidos.”


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