Dia seguinte ao temporal: cenário de guerra e serviços afetados | Fábio Campana

Dia seguinte ao temporal: cenário de guerra e serviços afetados

Da Banda B:

Os ventos chegaram a 90 km/h e duraram no máximo três minutos. Apesar do pouco tempo, foram suficientes para causar uma destruição jamais vista na região Norte e Central de Curitiba. Por mais que os meteorologistas afirmem que a tomernta foi normal, os curitibanos não acreditavam no que viam na tarde de quinta-feira (3): “Estou há 40 anos aqui e nunca presenciei algo parecido”.

Nesta sexta-feira (4), o dia seguinte a tempestade, o sinal era de uma guerra, relembrando filmes americanos como o “O Dia Depois de Amanhã” e “Twister”. Ruas dos bairros Vista Alegre, Mercês e Centro Cívico ainda estão com árvores, placas de publicidades e até muros no meio do caminho. Na manhã de hoje, a cúpula do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil fizeram uma reunião de urgência para estabelecer planos de atendimento aos bairros.

Balanço

Segundo o balanço da Copel, a chuva interrompeu a energia de 64 mil unidades consumidoras. Centenas de semáforos foram desligados, placas de publicidade caíram e aparelhos celulares ficaram sem sinal. No total, foram 19 bairros atingidos, sendo os principais: Mercês, Vista Alegre, Centro, Alto da Glória e Centro Cívico.

Durante a curta tempestade pelo menos quatro pessoas tiveram ferimentos leves. Duas delas estavam na Rodoferroviária de Curitiba, onde o teto desabou. No Centro Cívico, prédios da Assembleia Legislativa e da Prefeitura foram afetados, inclusive com alguns setores deles não podendo abrir nesta sexta.

Por fim, até o final da noite de ontem, a Defesa Civil diz ter atendido mais de 120 ocorrências. Apesar disto, não há registro de desabrigados

Prefeitura afetada

O setor de alvarás da Secretaria Municipal da Fazenda não funcionará nesta sexta-feira (04), em decorrência da tempestade que atingiu Curitiba nesta quinta. O setor fica no saguão do prédio central da Prefeitura, que foi atingido pelo vento e pela chuva, espalhando e danificando documentos.

A tempestade provocou danos e transtornos numa série de equipamentos públicos municipais. Na Rodoviária, houve destelhamento parcial no bloco ferroviário e também da sede da Urbs, atingindo inclusive a Central de Controle Operacional (CCO). Três pessoas ficaram levemente feridas e foram atendidas por socorristas da Defesa Civil e depois pelo Siate. O teto que caiu atingiu dois carros, um deles da Secretaria Municipal de Trânsito.

Um balanço parcial mostra que dez escolas e creches municipais sofreram algum tipo de dano durante a tempestade – destelhamento, quebra de vidros, queda de muros e alagamentos: CMEIs Bracatinga, Centro Civico, Solitude, Mercurio e Portão, as escolas municipais Maria de Lourdes (Jardim Acrópole), Professor Brandão, Anna Hella e Herley Mehl e o Centro de Educação Infantil Issa Nacle (Uberaba).

Na Avenida Manoel Ribas há fios de energia elétrica caídos na via, no trecho histórico, entre o Restaurante Madalosso e a rotatória da Via Vêneto. Também há muitas árvores caídas no Parque Barigui e o Jardim Botânico ficou alagado.

As seguintes Unidades de Saúde sofreram com pequenos alagamentos, vidros quebrados, ou falta de luz: Bacacheri, Vila Leonice, Uberaba, Bom Pastor, Pinheiro, Santa Felicidade e Centro de Especialidades. Elas devem abrir normalmente nesta sexta (04).

O prédio da Rua Atílio Bório onde funciona um Serviço de Urgência e Emergência de Saúde foi parcialmente alagado.


3 comentários

  1. Doutor Prolegômeno
    sexta-feira, 4 de outubro de 2013 – 10:32 hs

    A cidade tem milhares de árvores velhas e podres, galhudas e carregadas de folhas. Dizer que não são previsíveis tempestades nesta época do ano é atestado de ignorância e incompetência das autoridades e das concessionárias, pagas a soldadas régias para prestar um serviço público de nível de beira de esgoto. Qualquer matuto sabe que nesta época deve-se tomar medidas preventivas. O resto é conversa fiada para boi dormir.

  2. Sergio Silvestre
    sexta-feira, 4 de outubro de 2013 – 12:12 hs

    E não precisa nem helicoptero para vistoriar lá de cima a calamidade.
    Quando se comete muitos pecados e não se confessa Deus castiça.

  3. Parreiras Rodrigues
    sexta-feira, 4 de outubro de 2013 – 16:28 hs

    “O que os homens do Paraná executaram pelas derrubadas e queimadas do mato não pode ser descrito. Em nenhum outro país do mundo o mato é tão absurdamente destruido como aqui e enormes áreas, que no ano de 1926 me impressionaram profundamente pela sua primitividade e grandiosidade, encontrei, em 1930, como capoeira. Não pretende-se criticar os costumes do pais, porém deve-se frisar a profunda influencia exercida pelo homem referente à modificação da paisagem natural, mesmo em regiões longínquas e em tempo muito reduzido. Não deve ser muito distante a época em que o Brasil se verá obrigado a manter uma silvicultura regulada, pois uma destruição ilimitada da mata não se processa durante muito tempo sem graves consequências” (REINHARDT MAACK, GEÓLOGO ALEMÃO 1892-1969),
    Sei não, mas Maack anteviu as consequências do desmatamento indiscriminado, ainda em 1931.

    Ou replantamos pelo menos a metade do que foi derrubado de 1930 até agora, ou o espanto de ontem, e tantos outros registros de 1970 em diante, repetir-se-ão mais amiúde e com mais severidade.

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