Decreto eleva limite de participação estrangeira no BB de 20% para 30% | Fábio Campana

Decreto eleva limite de participação estrangeira no BB de 20% para 30%

Do G1, em São Paulo:

Decreto presidencial publicado nesta sexta-feira (25) eleva o limite permitido de participação estrangeira no capital total do Banco do Brasil. A fatia que pode ser destinada a investidores do exterior foi elevada de 20% para 30%, de acordo com o publicado no “Diário Oficial da União”. O decreto entra em vigor a partir desta sexta-feira.

A informação também foi divulgada em fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

No “Diário Oficial da União”, o texto diz que “é do interesse do governo brasileiro a participação estrangeira de até 30% no capital ordinário do Banco do Brasil.”

Segundo o documento assinado pela presidente Dilma Rousseff, o Banco Central tomará as providências necessárias para executar essa decisão.

O G1 aguarda informações do Banco do Brasil sobre o motivo do aumento da participação estrangeira no banco.

Composição acionária
Atualmente, a Secretaria do Tesouro Nacional é detentora de 50,73% das ações do banco, de acordo com informações disponíveis no site da Bolsa de Valores de São Paulo (BM&F Bovespa).

O restante da composição acionária é composta da seguinte forma: Caixa FI Garantia Construção Naval (3,69%), Fundo Fiscal de Inv. e Estabilização (3,86%), Fundo Garantidor para Investimentos (0,26%), Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil (10,38%), BB FGEDUC (Fundo de Investimento Multimercado), com 0,22%, BB FGO (Fundo de Investimento em Ações), com 0,33% e “outros”, com participação de 29,82%. A ainda a parcela de ações da tesouraria (0,70%).

Limite subiu em 2009
Em setembro de 2009, o banco havia informado a elevação do limite de 12,5% para 20%. Na época, a participação de investidores estrangeiros no BB estava em cerca de 11%, de acordo com dados que constavam no último balanço divulgado pela instituição financeira pública.

Na mesma ocasião, foi autorizada pelo governo a emissão de American Depositary Receipts (ADRs) da instituição financeira. A emissão dos recibos de ações negociados no mercado norte-americano ocorreu em dezembro de 2009, quando o banco informou que a iniciativa permitiria a diversificação da base acionária e o aumento da liquidez da ações, diz a agência Reuters.


6 comentários

  1. Ditão
    sexta-feira, 25 de outubro de 2013 – 19:43 hs

    Depois vai pra 40%, 50% e, finalmente, venda total…

  2. Paulo
    sexta-feira, 25 de outubro de 2013 – 20:50 hs

    Tá certo! Promessa é dívida!

  3. Parreiras Rodrigues
    sábado, 26 de outubro de 2013 – 7:14 hs

    Na outra ponta, os xiitas lulodilmistas amaldiçoam o capital estrangeiro, fruto do imperialismo, aquelas sandices..

    E dona Dilma, chama de xenófobos os que vociferam contra a entrada de franceses e chineses no consórcio do pré-sal.

  4. Pedreira
    sábado, 26 de outubro de 2013 – 12:24 hs

    É a privatização a caminho. Antes tarde do que nunca!!!!!!

  5. antonio carlos
    sábado, 26 de outubro de 2013 – 22:20 hs

    Do jeito que a coisa vai indo 30% de participação estrangeira no banco será muito pouco.

  6. ITA-MAR
    domingo, 27 de outubro de 2013 – 9:47 hs

    O PT ESTÁ VENDENDO TUDO O QUE É BOM DESTE PAÍS. SÀOOS VENDILHÕES DO BRASIL.

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