Síria aceita colocar armas químicas sob controle internacional | Fábio Campana

Síria aceita colocar armas químicas sob controle internacional

De O Globo:

PARIS – A Síria aceitou a proposta da Rússia de colocar seu arsenal de armas químicas sob controle internacional como forma de evitar um ataque militar das potências ocidentais, informou a agência Interfax nesta terça-feira, citando o chanceler sírio, Walid al-Moualem. Mais cedo, Moscou disse que estava costurando um plano próprio com Damasco, que seria apresentado em breve a outras nações. A França, por sua vez, apresentará ao Conselho de Segurança da ONU uma resolução que define as condições para o desarmamento químico do regime de Bashar al-Assad. E advertiu que é preciso estar “extremamente vigilante” para evitar uma manobra de Assad, chamando atenção para a “inesperada disposição do regime sírio em negociar”.

– Tivemos uma frutífera rodada de negociações com o ministro de Relações Internacionais (russo) Sergei Lavrov ontem, e ele propôs uma iniciativa relacionada às armas químicas. E à noite nós concordamos com a iniciativa russa – disse Moualem, de acordo com a Interfax.

O chanceler acrescentou que a Síria concordou porque a iniciativa iria “retirar os fundamentos para uma agressão americana”. A iniciativa da Rússia veio após o secretário de Estado americano, John Kerry, colocar na segunda-feira a entrega de armas como condição para evitar uma intervenção militar. O que parecia ser uma proposta sem consistência de Kerry, no entanto, estaria sendo articulada pelo presidente russo, Vladimir Putin, e pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.

Segundo um porta-voz de Putin, os líderes discutiram a ideia de colocar as armas químicas sírias sob controle internacional à margem da cúpula do G20 na semana passada.

– A questão foi discutida – disse o porta-voz Dmitry Peskov por telefone, sem dar detalhes de quem abordou o tema.

Proposta francesa apresenta condições
Ainda não está claro se a aceitação da Síria levará efetivamente ao desarmamento do regime sírio, já que a proposta russa poderia esbarrar com a da França, ou mesmo com condições que poderiam ser impostas pela ONU. A resolução do governo de François Hollande, que será apresentada às Nações Unidas nesta terça-feira, se fundamenta em cinco pontos fundamentais.

Durante uma coletiva de imprensa em Paris, o chanceler francês, Laurent Fabius, afirmou que a resolução, sob o Capítulo 7 da Carta da ONU, cobrindo uma possível ação militar e não militar para restaurar a paz, alerta para consequências “extremamente graves” para a Síria se forem violadas essas condições.

De acordo com o chanceler, a Síria deverá informar o tamanho de seu programa químico e punir o responsável pelos ataques em 21 de agosto, que, segundo o governo americano, mataram mais de 1.400 pessoas, incluindo 400 crianças. Para o ministro da Defesa francês, Jean-Yves Le Drian, a aceitação por Damasco prova que “a pressão internacional tem funcionado”.

O ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, ressalvou nesta terça-feira que a proposta, que foi anunciada por ele na segunda-feira, não era somente russa e surgiu durante contatos com os Estados Unidos. E afirmou que estava trabalhando com a Síria num plano para efetivar a proposta.

– A Rússia está agora em contato com a Síria para trabalhar no desenvolvimento de um plano viável, preciso e concreto – disse Lavrov, acrescentando que o plano será apresentado em breve.


Um comentário

  1. Sergio Silvestre
    terça-feira, 10 de setembro de 2013 – 11:17 hs

    Não adianta ,temos muitas bombas em fase de vencimento que precisam ser jogadas nas cabeças de algum civil.
    Depois ainda querem colocar um portal do BIG BEN em Londrina.
    Apoiaria mais colocar uma bunda gigante e o dedo fura bolo em riste do que isso.

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